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Seja um instrumento do amor!

por Flávio Bastos

Publicado dia 20/10/2008 em Almas Gêmeas

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Somos o que sintonizamos e, nessa sintonia, encontra-se também o resultado de nossas crenças (convicção íntima) baseadas em um código de valores pessoais. Portanto, a fé sendo uma crença religiosa, é uma convicção íntima fundamentada no conhecimento teórico e na experiência prática.

Um leitor do STUM, com educação e sensibilidade de uma pessoa madura, escreve-me questionando o que ele entende como sendo uma postura "político-espírita" de minha parte. Questiona também, o prezado leitor de formação católica, porque eu não adoto no meu estilo de escrever e na forma como me apresento no site do STUM, um perfil mais neutro e menos comprometido com o espiritismo enquanto religião. Entende o amigo que seria uma postura mais "politicamente correta" e que, positivamente, acrescentaria na minha imagem junto ao público leitor do site.

Recentemente, interagindo pela internet com uma amiga também leitora do STUM, registrei na conversa que tive com ela, aquilo que realmente sinto como um dos principais problemas do homem moderno: o desconhecimento das Leis Naturais que regem o universo e valem, indistintamente, para todos os seres dotados de inteligência.

Ora! Se desconhecemos ou negligenciamos as leis universais, não desenvolvemos a visão (percepção) multidimensional da natureza humana. E se não aprimoramos a visão transcendente baseada na fé raciocinada da experiência teórico-prática da nossa crença religiosa, permaneceremos à procura da completude... essa é a tendência.

A título de exemplificação de nossas crenças, a única experiência regressiva que tive com um terapeuta de vidas passadas, na verdade foi um contato espiritual, porque as experiências regressivas que tivera anteriormente, foram conduzidas pela espiritualidade por intermédio de sonhos que trouxeram-me importantes revelações para o meu autoconhecimento. Naquela ocasião com o terapeuta, as entidades espirituais que se apresentaram, dirigiram a regressão com um único objetivo: mostrar-me, independentemente do que eu fora em outras vidas, que eu deveria ser como aquele pastor de cabras que viveu numa planície perdida e próxima a uma cadeia de montanhas que se elevava majestosamente no horizonte. Nesse momento da regressão, lembro-me que uma forte emoção seguida de um intenso sentimento de paz e de amor pela vida que levara, apoderaram-se de mim, registrando na minha consciência o recado dos amigos espirituais, ou seja, de que nada adianta o conhecimento e as conquistas no âmbito pessoal e profissional, se não formos intimamente transparentes consigo mesmo e com o outro, como fora aquele camponês naquela vida de paz e de felicidade.

De nada adianta a teoria religiosa se não fizermos a nossa parte prática de uma forma verdadeira e transparente. De nada adianta a religião se ela não promover em nós o despertar da visão inter ou multidimensional da natureza humana. De nada adianta a crença religiosa se ela não estimular em nós uma atitude de mudança interior para melhor em relação ao que somos.

Por isso, meu caro amigo, ser espírita, católico, budista ou ateu, não vai fazer diferença para a espiritualidade superior, e sim o que realmente somos perante a nossa própria consciência. Aquilo que verdadeiramente refletimos do nosso interior em forma de amor e de caridade praticado ou esquecido nas relações humanas, será a referência básica que irá identificar o nosso nível espiritual.

Com o passar dos anos, a prática espírita ensinou-me que à medida que despertamos para o desenvolvimento de nossas potencialidades internas que encontravam-se adormecidas, nos tornamos instrumentos do amor Maior na relação consigo próprio e com o mundo de relações que nos rodeia, e que nesse âmbito de contatos interdimensionais, existe uma tênue linha divisória que separa a dimensão material da dimensão espiritual. E quanto mais perseverarmos enquanto instrumentos do amor Maior, mais merecimento temos para alcançar níveis mais altos de compreensão e de conhecimento multi e interdimensional da natureza humana na sua relação com o cosmos.

Portanto, meu querido amigo, sejamos instrumentos do amor Maior, pois a transparência da nossa alma é tudo! De nada servem os rótulos, as convenções ou as "siglas religiosas", se não tivermos simplicidade no coração. E essa virtude independe das nossas crenças e até da nossa fé, porque ela transcende a tudo que é ilusório e vai ao encontro do UNO... aquilo que em essência somos em UM só.

Fraterno abraço!

Psicanalista clínico e interdimensional.
Atendimento online/MSN: visite o site do autor

Texto revisado por: Cris


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Sobre o Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: [email protected]
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