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Síndrome da Abstinência da Alma



Não é só de vícios que sofremos da abstinência e de todos os sintomas dela.
O luto traz em si a abstinência daquela pessoa que partiu de nossa vida, da perda de um emprego e de  relações; é o efeito da falta e abstinência da importância que ocupava em nosso espaço.
Passa da mesma forma, pelas 5 fases naturais da doença: negação, revolta, negociação, até aceitarmos encarar esta dor e tratá-la, e sua superação, a transcendência.
No início, o vazio, a mágoa, sensação de abandono e/ou rejeição de um lado, e de outro, a culpa pelo que fizemos ou deixamos de fazer.
É uma falta inclusive orgânica, movimenta hormônios, conteúdos, e parece que o não acesso é insuportável, precisamos ao menos de mais uma dose daquilo.
Neste momento, o acolhimento daqueles que amamos nos ajuda a superar a noite negra da alma, que chora dolorida pela ausência daquilo que lhe era essencial, dava-lhe propósito na vida. Na dor, mais uma dose, mesmo que nos faça mal a longo prazo, gera alívio ao vazio no peito...

A saudade se inicia pela sensação de culpa, remorso, perda, abstinência, e aos poucos, transmuta-se em saudade da consciência de que valeu a pena viver isto, enquanto durou.
Ao invés da saudade da proximidade, descobre-se que do vazio escuro, surge iluminada a presença vivida no nosso coração, daquilo que sofríamos da abstinência e descobrimos: aquilo vive para sempre dentro de nós e não mais sofreremos sua falta.
Aquela pessoa ou vivência faz parte de nós, daquilo que nos tornamos pelas trocas efetuadas, já sem julgamento se foi bom ou ruim, dos altos e baixos, mas  a permanência do amor incondicional: a alma ama e, se amou, não deixa de amar...
Transmutar a relação viciosa com o condicionamento, da necessidade daquilo, tóxico como chumbo, em presença nobre dourada que nos preenche de plenitude: que bom ter vivido esta relação, mesmo que em momentos tenha ferido... melhor do que não a ter vivido e se relacionado. Sem esta vivência, nossa vida não teria sido tão valiosa, colorida, ficaria mais vazia. Melhor lidar com a abstinência, com o luto, do que não ter vivido intensamente.

Ser Humano é aprender a lidar com as emoções, das mais primitivas, instintivas, compulsivas, e educá-las aos mais nobres sentimentos, adquirindo a maestria, dominando-se, ao invés de apenas controlar e estagnar esta bioenergética, que nos adoece ainda mais; e isto inclui a fase aguda e crônica de abstinência, mesmo que o intervalo entre relações pessoais, de trabalhos, da perda daquilo que nos dava propósito para continuarmos a termos a força e coragem de sair da cama de manhã, de casa, por amor à vida, dar mais um próximo passo.
Pois é no amor incondicional à nossa vida que nos conduzimos da noite negra do luto e abstinência para uma nova vivência prazerosa. Pois viver vale a pena e nossos apegos ao passado consomem muita energia, paralisando-nos. E ninguém gosta de se sentir estagnado, precisamos do movimento, de seguir em frente.
Só por hoje, resistirei ...por amor a mim mesmo, mais um passo adiante...

Até que nossa vida ganha outro sentido, o da presença e gratidão iluminando nossa alma.
Pois a alma também sofre de abstinência, não só o corpo; mas a alma sabe nos guiar para a cura.

Texto Revisado

Publicado dia 18/4/2018
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Autor: Ingrid Monica Friedrich   
Ingrid M. Friedrich (CRT 44680) Atua com Psicoterapeuta Alquimista Consciencial- Conselheira Metafisica, Mediúnica e Profissional-Terapeuta Breve-Lado Sombra, Reprogramação Autoimagem, PNL, e técnicas em sincronicidade, como facilitadora no processo do autoconhecimento transformando o chumbo toxico emocional em ouro, em melhor qualidade de vida.
E-mail: Friedrichim@terra.com.br | Mais artigos.

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