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Eclipse e retrógrados de julho

por Fabrizio Ranzolin
Eclipse e retrógrados de julho

Publicado dia 5/8/2020 em Astrologia

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A Lua cheia atravessa a sombra da Terra. Em 5 julho inicia o eclipse às 00h, com auge às 1h30min, e fim às 2h50min, no grau 13 de capricórnio.
Há muito, muito,muito tempo atrás, logo após o início da formação do sistema solar, um meteoro do tamanho de Marte atingiu a Terra brutalmente (coisa típica de Marte o que fere). Da ferida do impacto, dos detritos jogados para fora do planeta, após incontáveis eras de giros e equilíbrios insondáveis da gravidade lapidando a forma fundamental do universo, a esfera, finalmente formou-se a Lua. O efeito colateral do impacto inclinou a Terra cerca de 23 graus e 1/2 em seu eixo, possibilitando a existência do ciclo da vida no planeta, o nascer, o viver e o morrer: as estações do ano, começando pela beleza maternal da primavera e finalizando no frio opressor e mortal do inverno.
A Lua, antes de tudo que ela simboliza, é a própria expressão do movimento inconsciente da vida, o sistema nervoso autônomo, que nos permite respirar, correr, lutar e fugir sem nem ao menos ter que pensar. É a adrenalina no sangue, disparando o coração, o pânico pela perda da vida, ou a palpitação do amor e paixão. Impulso cardeal incessante que gira sobre si mesmo em ondas espiraladas contínuas de variáveis moléculas, de proporções exatas em toda criação, como o DNA em espiral que comanda a reprodução de nossas células, como a dança espiralada no brotar das sementes, o agrupamento espiral das moléculas de óxido de silício no cristal de quartzo em cada grão de areia deste planeta, como o giro do ciclone espiral em sentido horário e na formação espiralada da galáxia, a via láctea, onde em um de seus braços roda acomodado todo este sistema solar que é o nosso lar, desde o Sol até Plutão e mais além.
Assim, através da análise dos pontos influenciados pela lua, identifica-se a origem, de onde viemos, onde estamos e para onde vamos. Nos eclipses o dragão (nodo sul e nodo norte) atravessa a fresta entre os mundos, através da inflexão da luz nesta passagem, assim como a porta que se abre no corredor escuro jorrando feixe de luz de seu interior, veem à tona o que temos que enfrentar para que possamos partir na direção da luz de tudo o que podemos vir a ser.
Mas está gelado demais, opressivo aqui nestas águas do hemisfério sul, apesar da noite estrelada em que Marte brilha vermelho desafiador em Áries desde o final de junho, e a tinta para a pena que borra este escrito esdrúxulo já está no fim. O vento retrógrado que impulsiona parcamente as velas ainda inteiras da nau é frio demais para sair ao convés, vou olhar para as constelações por uma última vez, para quando fechar os olhos, seu brilho prateado possa tingir o meu interior de mais esperança. Neste momento a Lua está linda no coração da constelação de Sagitário, será através de buscar o sentido mais verdadeiro da alma que as portas se abrirão e luz, mesmo que seja alto e distante, como o ponto para onde aponta a flecha de Sagitário. Encontre e aponte para onde sua alma vibrar e nunca mais saia dessa direção.
Este eclipse explode intenso a lunação anterior de mar revolto. Ancore forte em sua paz e mantenha sua fé, ainda terá mais voltas do ciclone..
Marte segue forte em Áries tropical (refere-se ao mundano, melhor expressão para marte) desde o final de junho, onde permanecerá forte em seu domicílio pelo resto do ano ( retrógrado de 10/09 à 14/11), iniciando o desafio quadrado a Saturno em breve, lá por águas de agosto..
Com Marte reforçando o ímpeto cardeal e a aproximação aguda dos planetas retrógrados, é como se viajássemos com insana velocidade para trás, pelo que já passamos, mas que ainda não percebemos e não aprendemos. Nesta lua cheia em eclipse fica óbvio o que não deve mais ser, o que não devemos mais seguir. E assim, se está nebuloso neste hemisfério escuro, ao menos saberemos qual caminho não devemos mais trilhar.
Saturno retrógrado retornou para capricórnio agora em julho, onde permanece até dezembro, é mais do mesmo, senhor do tempo, e ainda não acordamos. Karma é ficar preso na repetição incessante. Júpiter e Plutão seguem em marcha retrógrada aprofundando as experiências já vividas, método básico de ensino: repetir até aprender, mesmo que isso leve o ano todo, ou, para muitos, a vida toda..
Mercúrio segue retrógrado molhado no água cardeal câncer até 12 de julho.
Júpiter, guru, o professor agora caído em capricórnio neste ano, reencontrou-se pela segunda vez com o senhor da destruição, binário Plutão e Caronte, sua lua, o barqueiro que leva a alma dos mortos. Nesta segunda conjunção em zona retrógrada (a primeira deu-se em início de abril), os dois enfatizam a severidade do momento. E o que acontece quando o seu mestre protetor está caído e não pode mais ajudar?
Esse embalo de 5 retrógrados, e a ênfase cardeal, é a experiência de adentrar sem pensar no processo de repetir, repetir e repetir, até que o erro fique tão óbvio que não reste outra opção que não seja evoluir. E por aí o tempo escorre livre e final, perdendo-se sem retorno, muitos irão para não mais voltar, e o mundo nunca mais será o mesmo.. Novo, outro, sim, mas a grande e dura verdade é que somente percebemos o que é mais valoroso quando perdemos o que mais amamos..
Agora é rever a jornada que nos trouxe até aqui, recontar os passos falhos, parar para sentir o que destruímos e toda a dor que ignoramos. É na pior que temos tempo para perceber quem realmente somos, a atenção que não demos para aqueles que nos amavam e que deixamos chorando em silêncio pelo caminho, enquanto felizes corríamos ignorantes com todas as forças atrás de conquistas passageiras.
Mas são os mesmos átomos desde a explosão primeira que formou as estrelas, e todo este universo, e que animam os nossos corpos. Em nuvens espiraladas de poeira cósmica brilhante que de vez em quando param e neste instante já são uma vida, estes que nunca terão um início e que nunca saberão o que é o fim. Os mesmos átomos que fazem pulsar nosso coração desde seu primeiro ímpeto até sua última força, que quando partem em sentimento e calor do corpo de quem amamos de verdade mudam o fluxo de nossa respiração para sempre. Átomos livres totalmente do espaço da vida, que a geram e que retornarão para o universo depois que passarmos. Os mesmos impulsos que deixaram livre aquele que amávamos e partiu, e agora segue inconcebível liberto do tempo. São os mesmos átomos que sustentam a mágica vida secreta da onça quase extinta, e que foram desprendidos da vida do último rinoceronte branco, extinto desde 2018 e que agora é uma nuvem brilhante de poeira cósmica, apenas esperando parar novamente..
Bons ventos..

Estarei realizando uma live hoje no instagram fabrizioranzolin sobre o eclipse


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Sobre o Autor: Fabrizio Ranzolin   
Fabrizio Ranzolin é astrólogo, escritor e professor em cursos holísticos alternativos. Membro CNA Astrologia do Brasil. Ativista ambiental na preservação da natureza.
E-mail: [email protected]
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