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O Rapto de Perséfone: Mistério, simbologias e Amor Incondicional
por Tania Orlando

O Rapto de Perséfone: Mistério, simbologias e Amor Incondicional

Convido-os a ler com olhos e ouvidos apurados e atentos, para perceber as mensagens em entrelinhas.

Vou começar esta história pelo céu. Antes, muito antes no tempo, as constelações eram 11, pois as atuais de Libra e Escorpião, formavam um conjunto único de estrelas. Somente na era da Mesopotâmia é que elas foram separadas. Por quê? E o que isto tem a ver com Perséfone? Vamos ver!

Ainda logo depois da queda de Atlântida, a dupla natureza de Escorpião era vivenciada com Unicidade. A natureza intensa e passional de Escorpião era representada no casamento de Hades e Medusa. Ela era uma ninfa do Olimpo, não uma deusa, mas causava admiração pela sua beleza e sensualidade. Ela também representava a força emocional e poder do feminino.

Medusa era o poder Criador e Hades o poder Destruidor. A união entre os dois era muito importante para trazer cura poderosa aos seres humanos no após vida (é preciso morrer para viver). Como toda união equilibrada, eles passavam algum tempo separados, para aprender mais sobre cada um individualmente e sobre o relacionamento.

Medusa foi a uma festa em homenagem a Palas Atena e Hades permaneceu em Tartarus. Palas Atena carrega a energia da Consciência como objetivo de vida. Assim esta era a energia reinante na festa.

Acontece que também esteve presente Poseidon, tio de Palas Atena, conhecido por seu poder de sedução e por não ter princípios morais fortes, ou seja, Consciência desperta. Há muito Poseidon olhava a bela Medusa com intenções sedutoras mas passageiras. Viu este encontro como uma oportunidade já que raramente Medusa saia do submundo.

Certo momento Medusa foi ao templo da Palas Atena para refletir sobre os momentos difíceis com Hades. Ela estava captando a saudades que ele sentia e refletia sobre seu humor variável e intempestivo e como era difícil lidar com isto.

Medusa se sentia profundamente desequilibrada emocionalmente pelo humor tempestuoso e passional de Hades. Era um desafio amar e aceitar este aspecto de seu companheiro. Foi então que Poseidon chegou e simulando entender seus sentimentos, confortando-a e dizendo não entender como ela conseguia, ou como não merecia isto, foi seduzindo-a. Medusa, se deixou levar pela sedução e diante do altar, entregou-se a Poseidon.

Palas Atena vendo Medusa e Poseidon em ato de sacrilégio em seu templo, ficou furiosa, lançando uma maldição sobre Medusa, isolando-a em uma ilha e transformando-a em uma serpente com cabeça de górgona, que transformava em pedra qualquer um que se atrevesse a olha-la.

Poseidon, com status de deus do Olimpo, saiu livre.

O fato gerou um burburinho no Olimpo e muitos concordaram que a punição foi excessiva, entretanto nada pode ser feito para reverter a maldição. Hades ficou furioso, e sem sua energia parceira, dedicou-se a planejar uma vingança.

Vamos agora ao outro lado da história! Demeter, era a deusa da colheita, associada à constelação de Touro, ao planeta Vênus e à Lua. Demeter teve uma filha/fruto, Perséfone. Ela era muito linda, de maneiras refinadas e amorosa.

Demeter cuidava da harmonia e do relacionamento de todas as coisas da natureza. Perséfone cuidava dos relacionamentos de toda a humanidade, independente de cor, raça ou crenças.
Hades se encantou com Perséfone e achou justo raptá-la, como um tipo de recompensa, da injustiça que sentiu em relação ao que aconteceu com Medusa.

Demeter ficou profundamente angustiada e procurou por sua filha por nove dias (o ciclo pitagórico de energias), e então descobriu que ela havia sido sequestrada por Hades. Sua única atitude foi lançar uma ordem proibindo todas as plantas de crescerem e as arvores de frutificarem. Estava criado o desespero entre humanos que exigiam atitude de Zeus e ele então enviou mensagem a Hades explicando que todos iriam perecer.

Perséfone ainda não havia provado o alimento do submundo e, portanto, poderia retorna para sua mãe. Neste tempo que passou em companhia de Hades, no submundo, passou a entender e admirar a suavidade e intensa paixão que ele gerava. Percebeu na emoção absorvente e vulnerável, a necessidade implacável de honestidade como base de uma relação verdadeira. Voluntariamente comeu metade de uma romã antes de retornar à superfície e encontrar sua mãe (qualquer semelhança com a história de uma certa maçã, não é coincidência).

Foi decidido em comum acordo com todos, que ela passaria 6 meses na superfície com sua mãe Demeter e seis meses (o seis é uma das bases energéticas da geometria sagrada, ordem, função e poder) no submundo com Hades (os ciclos de vida Consciência/ Sono; Vida/Morte; Manifestação/Imanifesto) . Foi então que a constelação de Escorpião foi dividida, uma parte menor Libra, governada por Perséfone, e a maior Escorpião, governada por Hades (foi criada a dualidade e separação – desafio humano de unificar). Consta que ela foi uma rainha feliz. Encorajou a humanidade a ver a natureza unificada de todas as coisas. Ensinou que somente através do amor incondicional e da união tântrica com o “outro”, a verdadeira paz na Terra é alcançada. É preciso encontrar seu lugar individual de confiança e amor para então ser capaz de expandir ao “outro” em Paz e Liberdade. E apenas nesta condição, seres humanos, não serão mais manipulados pelo tumulto emocional do “outro” ou de “outros povos”.

A lição é clara para mim! O aprendizado de superar a dualidade. Demeter, a Grande Mãe, nos prove do alimento que precisamos, mas é preciso respeitar seu fruto, a Consciência da Unidade e o Amor por todos os seres. Estamos vivendo um momento em que Perséfone, está dormindo na inconsciência. Demeter está sendo profundamente ferida e precisamos despertar para a União com o outro e com a Terra, em Amor e Paz.

Texto Revisado


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Autor: Tania Orlando   
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Publicado em 04/01/2019

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terça-feira, 23 de abril de 2019

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