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Do Paraíso ao Inferno - As fases das Relações Abusivas



Amigos e amigas do STUM, observem que as relações abusivas não começam com violência, nem com um empurrão ou tapa no rosto.

Todos que experimentaram isso viveram um início de relação mágica, perfeita. Um romance de contos de fada e a sensação do paraíso.

Os abusadores primeiro seduzem e fazem a outra parte confiar muito neles, procuram gerar dependência e buscam validação para o quanto eles são bons, o tanto que o seu amor é verdadeiro e genuíno.

Acontecem muitas coisas, que sinalizam uma relação ruim, antes do empurrão, do tapa na cara e a ameaça de suicídio.

A abusadora ou o abusador te chama de gorda, de burra, de incapaz, de malandra, de grosseira entre outras ofensas.

Ela, a abusadora, diz que os seus amigos são todos falsos, as amigas interesseiras ou piranhas e que sua família não presta.

E ele, o abusador,  também dá a entender que você não sabe muito de nada, você não é grande coisa e que ele é uma dádiva de Deus na sua vida.

E assim, pouco a pouco, e com altas doses de manipulação ele vai minando a sua autoconfiança, afastando você de sua rede de apoio até que você se sinta completamente só e dependente dele ou dela.

Uma relação abusiva se forma como uma teia de aranha, invisível. Você só se dá conta de que ela existe quando se pega completamente presa nela. Você sente culpa porque nada mais é igual ao que era antes e o paraíso se transforma em um inferno.

E você busca a saída, não sem dor.

E, quando você sair, você será perseguido.

O abusador falará mal de você.

Ameaças por mensagens e telefonemas intermináveis.

Uns ameaçam que vão cometer suicídio e até podem parar no hospital.

Procuram te prejudicar profissionalmente. Falam mal do teu caráter e do teu desempenho. Inventam situações que te rebaixam profissionalmente.

Prejudicam a tua liberdade para ser feliz em novos relacionamentos.

O firmamento é o limite para os abusadores.

Várias práticas covardes você vai experimentar ao cruzar a porta de saída de um relacionamento abusivo.

É ruim sair, é terrível ficar. E qualquer uma das alternativas ao lado do abusador gera desconforto e causa dor.

O objetivo do abusador é causar dor e normalmente conquistam o objetivo, pois eles conhecem a gente.

E, mesmo depois de você sair da relação, o abusador te procura. Mas agora você é o algoz e ela é a vítima. O abusador inverte.

Por algum tempo é isso.

Eles voltam. Sempre voltam.

Na maioria voltam trazendo prejuízos maiores.

Só você tem a ferramenta para cortar os laços com a abusadora ou o abusador e se livrar da relação tóxica. O livramento disso, dessa teia de aranha, é a tua cura. Uma boa ideia é, após tomar a decisão de cortar a relação tóxica, formar uma rede de apoio, como, por exemplo, psiquiatra, psicólogo, busque quem te ama (família, amigos), chama a polícia, faz um boletim de ocorrência e busque seus direitos na justiça.


É tudo com contigo.
Importa voltar a si mesmo.

Escolha você.

Texto Revisado

Publicado dia 3/5/2021
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Autor: Linda Ostjen   
Linda Ostjen, Advogada, licenciada em Letras pela PUC/RS, bacharel em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da PUCRS, especialização em Direito Civil pela UFRGS e Direito de Família e Sucessões pela Universidade Luterana (ULBRA/RS), Mestre em Direitos Fundamentais pela Universidade Luterana (ULBRA/RS). Juíza não togada na Comarca de Viamão.
E-mail: lindaostjen@gmail.com | Mais artigos.

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