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Não sou obrigada a nada. Será?



Em um mundo ideal ninguém precisaria explicar nada para ninguém, não é? Se você não pudesse, ou simplesmente não quisesse, ir a um compromisso era só dizer: não vou. Se você estivesse com problemas sérios e não pudesse ir trabalhar, simplesmente diria que não vai. Se você não estivesse a fim de ouvir as perguntas da família no Natal, passaria a sua noite feliz em casa com uma taça de vinho. Isso no mundo ideal.

No mundo ideal, nós confiaríamos uns nos outros e não precisaríamos mentir. E aí vem aquelas pessoas que dizem “ai, eu odeio mentira”. Geralmente as mais mentirosas de todas.
A mentira tem uma função social numa sociedade hipócrita e infantil. Ela preserva os egos dos interessados, fazendo de conta que você queria ir ao aniversário da sua amiga, mas o seu problema de joelho não deixou. Ela precisa de um motivo forte, suficientemente forte, para “perdoar” o seu “deslize” de não querer dividir com ela data tão especial. Para ela, obviamente.

Mentiras preservam empregos e casamentos. Preservam relacionamentos de pais e filhos. Garantem que o dentista continue lhe atendendo e que aquele seu cliente não deixe de comprar na sua loja. Esquecimentos são crimes inafiançáveis. “Como assim, esqueceu nosso aniversário de namoro?”.

Pessoas dão importância a coisas diferentes, por motivos diferentes. E isso não quer dizer que não amem ou que não queiram mais ver. Ou que prefiram só ver a pessoa num almoço tranquilo durante a semana. As pessoas mentem porque ainda precisamos desse tipo de mentira.

No mundo ideal, eu diria “Não quero ir ao chá de bebê do seu oitavo filho” e você responderia “Tudo bem. Está tudo bem com você? Saiba que eu te amo e respeito a sua decisão”. Você entenderia que eu estou chateada com alguma coisa e não quero ver pessoas. Num mundo ideal, não existe a necessidade de justificar nada.

Aliás, é um exercício bom para fazermos. Que tal simplesmente pararmos de nos justificar tanto? Que tal só realmente explicar as situações quando queremos? Sei que é impossível fazer isso com tudo por que, como eu disse, alguns egos ainda precisam de desculpas, mas ir acostumando as pessoas que não precisamos contar cada detalhe do nosso dia e que, se elas o amam, vão respeitar o seu espaço e as suas decisões. Vão entender que disposição depende de tantos fatores subjetivos e que a coisa mais legal é termos e darmos respeito.

Enquanto esse dia não chega, continuaremos com as nossas desculpas. “Meu carro quebrou”, “Me atrasei no trabalho” e “Fiquei doente” e mais uma lista criativa e interminável. Mas é o nosso grau de evolução. Eu, pelo menos, tento fazer a minha parte.
Texto Revisado

 

Publicado dia 1/3/2018
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Autor: Andrea Pavlo   
Psicoterapeuta, taróloga e numeróloga, comecei minhas explorações sobre espiritualidade e autoconhecimento aos 11 anos. Estudei psicologia, publicidade, artes, coaching e várias outras áreas que passam pelo desenvolvimento humano, usando várias técnicas para ajudar as mulheres a se amarem e alcançarem uma vida de deusa.
E-mail: contato@andreapavlo.com | Mais artigos.

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