Entre Latidos e Silêncios: O Que Meus Cães Me Ensinaram Sobre Ser Humano

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Autor Paulo Roberto Savaris

Assunto Autoconhecimento
Atualizado em 2/20/2026 6:45:26 PM




Uma crônica existencial sobre pets, paz interior e a linguagem do amor que não precisa de palavras.

Caminhando com Francisco. e com Eles

Quem acompanha o Blog Caminhando com Francisco sabe que minha jornada sempre foi marcada pela busca da simplicidade, do essencial e da reconciliação entre o humano e a natureza.

Se São Francisco de Assis via nos animais irmãos menores, e se Papa Francisco nos recorda em Laudato Si' que tudo está interligado, eu confesso: minha pequena comunidade franciscana late.

E late com personalidade.

Minha Prole Canina: Uma Escola de Amor Gratuito

Tenho a Luna e Athena (Pinschers), pequenas no tamanho, gigantes na coragem.
O Batman, meu Border Collie estrategista, que parece organizar o sítio como se fosse um conselho administrativo rural.

A Mel, doce até no nome, vira-lata que me lembra diariamente que pedigree não define caráter.
E o Nicanor. ah, o Nicanor. Desgrenhado, cão do mundo, filósofo errante que me olha como quem diz: "Menos vaidade, mais verdade."

Cada um expressa gratidão de forma única:

  • Pelo alimento servido.
  • Pelo canil protegido.
  • Pelos passeios no sítio.
  • Pelos carinhos inesperados no fim da tarde.
Eles não dizem "obrigado".
Eles são o agradecimento.

Por Que os Pets Nos Fazem Tão Bem?

Vivemos em um mundo com bilhões de pessoas.
Cada uma com sua individualidade, sua centelha divina (para os que creem), sua autonomia e responsabilidade.

E, ainda assim.

Por que tantas vezes um olhar canino nos acalma mais do que um olhar humano?

Não há julgamento no olhar de um pet.
Não há comparação.
Não há disputa silenciosa.

Há presença.

Talvez não estejamos perdendo nossa identidade.
Talvez estejamos apenas carentes do diálogo silencioso dos pequenos gestos.

No mundo hiperconectado, o latido pode ser mais honesto que o discurso.

O Animal Irracional e Nossa Paz Interior

Cada vez mais pessoas buscam nos animais sua paz interior.
E não há nada de errado nisso.

A convivência com pets reduz estresse, fortalece vínculos afetivos e nos reconecta com a simplicidade da vida - temas que atravessam espiritualidade, saúde emocional e desenvolvimento humano.

Mas há um ponto essencial:

Não podemos substituir o humano pelo animal.
Precisamos humanizar o humano.

Os cães nos ensinam:

  • Fidelidade sem cálculo
  • Alegria sem motivo aparente
  • Gratidão sem formalidade
Mas somos nós que devemos multiplicar o bem no mundo.

Eles nos inspiram.
Nós somos responsáveis.

A Linguagem Que Humaniza

Francisco compreendia a linguagem dos animais não para fugir dos homens, mas para amar melhor os homens.

Quando acaricio a Luna, quando o Batman corre pelo sítio, quando Mel repousa aos meus pés ou quando Nicanor me fita com sua sabedoria desgrenhada, não estou fugindo do mundo.

Estou aprendendo a voltar a ele mais inteiro.

Os pets não substituem relações humanas.
Eles nos treinam para elas.

Talvez seja isso que explica por que um olhar canino nos toca tão profundamente:

Ele nos recorda quem somos quando retiramos as máscaras.

 Entre o Latido e o Silêncio

Se somos líderes de nós mesmos, também somos responsáveis por nossas escolhas afetivas.

Que possamos:

  • Ser humanos mais sensíveis
  • Produzir frutos que melhorem o mundo
  • Multiplicar empatia
  • E, claro.
  • Acariciar nosso cãozinho, nosso gato, nossa criação
Sem culpa.
Sem fuga.
Sem substituições.

Apenas integração.

Eles Nos Fazem Bem Porque Nos Lembram Quem Somos

Os pets nos fazem bem porque:

  • Nos oferecem amor incondicional
  • Nos ensinam presença
  • Reduzem nossa ansiedade
  • Nos conectam à natureza
  • E despertam nossa paz interior
Mas, acima de tudo, eles nos lembram que o essencial nunca deixou de existir.

Ele apenas late.
E espera que escutemos.

Se essa experiência experimental tocou você, talvez seja porque, no fundo, todos nós temos um pouco de Luna, Athena, Batman, Mel e até de Nicanor dentro da alma.

E talvez - só talvez - Deus também sorria quando um humano aprende a amar melhor. começando pelo próprio quintal. ??

Leia também:

Quando o instinto animal supera o amor

https://www.caminhandocomfrancisco.com/post/quando-o-instinto-animal-supera-o-amor

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Autor Paulo Roberto Savaris   
Paulo Roberto Savaris - Professor Aposentado. Autor dos eBooks da Série Descubra Caminhando com Francisco (Amazon) e de obras publicadas também pela UICLAP. Escreve sobre espiritualidade, fé, natureza e simplicidade. Conheça mais em: https://www.caminhandocomfrancisco.com/
E-mail: [email protected] | Mais artigos.

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