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3 Minutos



Este foi o tempo de espera que Demy pediu ao filho, enquanto terminava de escrever um capítulo do livro que estava escrevendo. E foi o tempo suficiente para Thomaz encontrar um portão aberto e o caminho para a morte. Ele se distraiu andando à beira do lago e caiu nas águas. A mãe quase enlouqueceu de dor pela perda do filho querido, culpando-se por não ter deixado o que tinha de fazer, para brincar um pouco com ele. Faltou pouco, apenas três minutos, para que ela salvasse a vida dele e a sua, porque daí em diante sua trajetória, no filme, foi uma aventura pelo mundo fantasmagórico das visões e “encontros” com sombras, que nada mais eram do que a penumbra de sua alma, que desligara-se do Sol, para se perder nas sombras da culpa e do remorso.

No entanto, uma situação como essa não existe só em filme, não. Conheci um casal numa cidade do interior de SP, que abandonou a vida profissional e social para ir em busca de notícias do filho morto.

Aldir, naquele domingo, queria visitar a mãe. O filho, de sete anos, ao contrário, estava desejando ir a casa dos amigos, jogar vídeogame. Tanto o pai insistiu que ele cedeu e foi com ele visitar a avó. Alguns minutos foram o suficiente para que, andando pelo quintal, encontrasse a convidativa piscina. O pai teve uma sensação estranha, enquanto conversava com a mãe; procurou por ele e não o encontrou, até que viu um corpo boiando sobre as águas da piscina. Após essa tragédia, por onde andava, Aldir se perguntava por quê? Procurava médiuns para receber notícias, adotou um filho, colocou o mesmo nome, mas a dor continuou e a dúvida também.

Há algum tempo, em Uberaba havia uma ponte que ligava a terra e o céu, seu nome: Chico Xavier. Foi uma benção divina para lenir o coração das mães em busca de notícias dos seus entes queridos. Ele, com sua nobreza de alma e uma qualidade sensitiva superlativa, transpunha os umbrais da morte, desvendando “motivos” e “causas” que explicavam ou justificavam esse tempo rápido de viver.

Meses de vida, poucos anos, um tempo muito rápido, para que essas almas queridas que vêm das infinitas estâncias dos anjos para se aquartelar no seio das mulheres, num fenômeno inigualável: a gestação da luz.
A mulher é mesmo um ser especial, pode metamorfosear seu corpo modelando nas suas entranhas um outro ser.
Então me pergunto: Ora, se esse Deus que é capaz de dotar uma mulher de tamanho poder, se pode embelezar o firmamento com as estrelas, que nos premia a visão com o brilho do Sol, com as águas cristalinas dos regatos cantantes que beijam docemente as cercanias dos montes e planícies... Então, será que esse Deus não terá um tempo mais amplo de vida para nossos filhos?

E alguém sopra aqui no meu ouvido: Tem, Wilson, tem um infinito tempo; um amor sem fim; um Universo total para que essas almas lindas possam transitar e respirar o perfume da vida. Mas esse período em que vivemos, ainda é de formatação, de engendramento de talentos e de descobertas outras que darão o encantamento e a grandeza de que necessitamos para conhecer outras e mais belas paisagens do Universo.

Não, não existe vida só aqui no Planeta Azul, há outras e muitas estâncias nesse Universo, aguardando nossos passos e sonhos. A vida aqui na Terra é fugaz, passageira mas muito oportuna para que repadronizemos costumes; docilizemos atitudes e desenvolvamos amor, tanto amor que nos faça desprender das teias da fisicalidade para transcender e nos mudar para outros e melhores mundos.

Mas, então, Wilson, você ainda não respondeu a essa pergunta...
Por que tão pouco tempo? A vida humana é um enigma e o tempo que devemos estar aqui na Terra é algo que só Deus sabe.

Recentemente, acompanhei o caso de uma menina que deixou o corpo com pouco mais de nove meses. Uma sensitiva de minha confiança, realizando a Ronda da Compaixão encontrou a criança no mundo espiritual e trouxe notícias importantes. Inclusive, uma prova interessante. A menina, vivendo agora no mundo paralelo, querendo amenizar a dor da mãe mandou um recado: "Diga para ela: coelhinho branco".
Era a chave para desvendar e provar a vida após a morte. Passei o recado e a resposta da mãe foi: "Sim, coelhinho branco era a musiquinha que eu cantava para ela". E ficou emocionada. Mas nem isso apagou a imagem da perda e nem a sensação de vazio deixada no coração da mãe.

Fazendo uma reflexão sobre esse fato, entendo que nem provas e mesmo reencontros através de médiuns, como acontecia com Chico Xavier, podem tirar a dor da perda, porque ainda estamos dominados pelo sentimento de posse. O amor que temos por nossos filhos, está na pele, é físico, ainda. A humanidade terrena ainda terá que realizar muitas jornadas até desprogramar de seu corpo, da sua genética este sentimento.

Há mulheres, que na ânsia de homenagear seus filhos que partiram e, mesmo, numa atitude de muita fidalguia espiritual, decidem apagar a imagem da perda, elaborando campanhas, criando fundações que abrigam e confortam o coração de crianças e doentes. É uma jornada de misericórdia, mas ainda aí o sentimento de posse, de não desligamento está manifesto, muito presente.

Afinal, por quanto tempo temos de viver? Quem determina que a morte chegue cedo ou tarde? Como é que funciona esse mecanismo da vida? Uma das informações que se tem é que, às vezes, uma vida anterior é interrompida cedo, fora do tempo, e então será necessário voltar e completar aquele tempo. Mas será isso verdade?

Recentemente, um cachorro tirou a vida de um menino. O que terá feito essa criança em vida passada? Ou será que a morte se deu por um acidente da natureza, o garoto estava no lugar errado, na hora errada e diante de um animal feroz, irado por algo que desconhecemos?
É claro que nem sonhamos com a idéia de que este animal estava agindo pela vontade divina. Porque, pelo que sei desse assunto, Deus não quer a morte. Para entender porque esse processo ainda faz parte da vida humana, estuda-se muito sobre a longevidade. A ciência está descobrindo métodos de sobrevivência e de eliminação da dor através do uso da célula tronco, mas existe ainda muitos mistérios, indecifráveis até para as maiores inteligências da Terra.

Há uma coisa que eu conheço bem de perto e é um direito pleno de todos que perderam seus entes queridos: a lágrima. O direito de chorar seus mortos. E a lágrima é a nossa dileta companheira nesses momentos, um bálsamo...
Nas noites estreladas, quando você se debruçar nas lembranças dos entes queridos que se foram de sua casa, saiba que lá no firmamento se encontram, as lágrimas das mães e as estrelas, para incendiar de luzes os caminhos dos parentes amados, que realizaram sua jornada na Terra e que se encontram a caminho da Luz, permeando a atmosfera terrestre para entrar no Universo espiritual, que é para onde todos nos dirigimos.

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Texto revisado por: Cris
Publicado dia 12/9/2007

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Autor: Wilson Francisco   
Terapeuta Holístico. Desenvolve processo que faz a Leitura da Alma; Toque Quântico para dar qualidade à circulação e aos campos vibracionais; Purificação do Tronco Familiar e Cura de Antepassados para Resgatar, Atualizar e Realizar o Ser Divino que há em você. Agendar pelo WhatsApp 011 - 959224182 ou pelo email wilson153@gmail.com
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