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Os Sonhos



Em época de busca pelos segredos da vida, pelo autoconhecimento, domínio e controle dos pensamentos esquecemos de usar uma ferramenta muito importante: o “sonho”.

A busca humana normalmente está focada no material, salvo exceções que incluem aqueles que perceberam a necessidade do equilíbrio. Equilíbrio este que só chega com a percepção de quem somos... Um ser espiritual contemplando sua experiência humana.

Fato é que estamos constantemente conectados com o Cosmo e com nosso Criador. Sendo assim, o material depende dessa conexão? Não exatamente, mas ajuda a mantê-lo. Para explorarmos na totalidade um potencial devemos incluir os insights produzidos pelos sonhos. Para um bom intérprete um pingo é uma letra, então, para acessarmos o inconsciente o sonho é uma chave!

Segundo um neurocientista brasileiro, Sidarta Ribeiro, professor da Universidade de Duke, Carolina do Norte, EUA, “os sonhos são produtos da reverberação fragmentada da memória durante o sono. Seu conteúdo é derivado do contexto emocional do sonhador, que determina quais memórias são mais marcantes e reverberam mais. Cada grupo humano tem seus símbolos, ou seja, interpreta da mesma maneira um conjunto de signos arbitrários. Grande parte desses símbolos é apreendida ao longo da vida, através de práticas culturais comuns à coletividade; mas outra advém de instintos, isto é, de representações mentais derivadas de configurações neurais geneticamente codificadas.”

Em outras palavras, o sonho é reflexo ou resumo de nossas ações emocionais e de acontecimentos internos e externos. O controle inicia diante de algumas decisões e atitudes referentes a uma auto-proteção. Dificilmente fazemos acordo para equilíbrio entre o consciente e o inconsciente definindo uma prioridade de assuntos que devem reverberar (refletir) em nossa memória a ponto de definir um caminho.

Até mesmo Carl Gustav Jung, psicanalista, usava os sonhos como ferramenta importante de seu trabalho e tecia suas análises julgando ser o sonho produto do inconsciente coletivo.

Já Freud, o pai da psicanálise (que Jung considerava seu mestre), lançou em 1899 o “Livro dos Sonhos”. Freud não aceitava serem os sonhos um fator premonitório, mas sim representações de desejos reprimidos.

Enfim, esses fatos vêm apenas reforçar meu argumento de terapeuta e numeróloga de que os sonhos podem ser um forte indício de uma transformação e de descoberta, pois durante os sonhos os circuitos neurais celebrais relacionados à busca e à obtenção de recompensas, são fortemente ativados. Isso ocorre porque a função dos sonhos é a de simular estratégias que levem à obtenção da recompensa e por conseqüência satisfação dos desejos. Prova-se, então, que uma busca por maior consciência e domínio de si mesmo é possível, uma vez que é também reflexo dos desejos reprimidos.

Quando proponho um autoconhecimento por meio de uma análise numerológica, quero com isso demonstrar a infinita gama de poder que há em cada um no cumprimento de seus objetivos. Mas se não há objetivos, não há roteiro para os sonhos! Ledo engano! Os sonhos acontecem à revelia, basta ser saudável. Só as pessoas que sofrem de depressão ou estão em tratamento com psicotrópicos dificilmente lembram de seus sonhos porque essas substâncias provocam alterações na memória. Para quem tem melancolia profunda sonhar pode ser o indício da cura.

Todo mundo sonha. Quem já disse “eu nunca sonho”, melhor dizer, "eu nunca me lembro"; é o mais correto.

O sonho está diretamente ligado à memória, pois é produzido pelo hipocampo, setor localizado no lobo temporal do córtex cerebral, mesmo lugar onde é armazenada a memória. Então, certo é lembrar-se do sonho e buscar uma interpretação baseada nos próprios desejos. Experimente conduzir seus sonhos para obter respostas, pré-estabelecendo uma direção antes de adormecer. O que pode ser melhor do que sonhando descobrir a solução de um enigma que atormenta ou ter uma excelente idéia que pode ser a obra prima da vida.

Parece sonho, mas muita gente já viveu isso ao dormir; o inconsciente trabalha livre das censuras cotidianas e coloca para fora tudo o que o consciente não capturou durante o dia, levando alguns felizardos a deitar com um problema e levantar com uma solução.

Podemos desejar qualquer tipo de solução para o sonho. Neste passo é possível incluir o desejo de se comunicar com os entes queridos tanto encarnados quanto desencarnados. Para este ponto é necessário treino “fitness mnemônico”; evite movimentar-se ao despertar, fique exatamente na mesma posição e tente recordar uma cena, frase, pessoa ou objeto. Mantenha um caderno de anotações e escreva palavras chaves para explorar os caminhos mentais. Busque na memória e anote assim que surgir.

É importante lembrar que o sono acontece de forma cíclica alternando estágios leves e profundos. Cada ciclo dura em média, 90 minutos, e é composto por cinco estágios: semiconsciência, não-Rem, início do sono profundo, sono profundo e Rem. Os sonhos acontecem na fase Rem e na segunda metade da noite onde se intensificam e sonha-se mais.

Os sonhos também podem ter uma função religiosa ou ritualística. No espiritismo acredita-se que durante o sono afrouxam os laços que prendem o espírito ao corpo. Para adeptos do xamanismo os sonhos são uma vivência da alma e atuam como mensageiros. As ocas da tribo sioux, nos Estados Unidos, por exemplo, têm sempre um Filtro dos Sonhos, um aro com fios que imita uma teia de aranha. Acredita-se que o filtro evita os maus espíritos de atrapalharem o “passeio da alma”.

Mas os sonhos podem ser revelações e quando isto acontece é chamado Oniromância, previsão do futuro pela interpretação dos sonhos. Tem grande credibilidade nas religiões judaico-cristãs: consta na torá e na bíblia que Jacó, José e Daniel receberam de Deus a habilidade de interpretar os sonhos. No Novo Testamento, São José é avisado em sonho pelo anjo Gabriel de que sua esposa traz no ventre uma criança divina, e depois da visita dos Reis Magos um anjo em sonho o avisa para fugir para o Egito e quando seria seguro retornar à Israel. Na história de São Patrício, na Irlanda, também figura o sonho. Quando escravizado, Patrício em sonho é avisado de que um barco o espera para que retorne à sua terra natal.

No Islamismo os sonhos bons são inspirados por Alah e podem trazer mensagens divinatórias, enquanto os pesadelos são consideradas armadilhas de satã.

Pensadores e matemáticos como René Descartes e Friedrich August Kekulé von Stradonitz também tiveram em sonhos visões reveladoras. Em 10 de Novembro de 1619 Descartes em viagem à Alemanha teve uma visão em sonho de um novo sistema matemático e científico. Kekule propôs em 1865 a fórmula hexagonal do benzeno após sonhar com uma cobra que mordia a própria cauda.

Recentemente, descobriu-se que até os bebês no útero têm sono REM (movimentos rápidos dos olhos) e sonham, não se sabe com o quê.

Enfim, ative e utilize os sonhos e melhore a memória.

Texto revisado por Cris
Publicado dia 26/6/2007

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Autor: Mariane Ambrosio   
Mariane Ambrosio - Numeróloga e Psicoterapeuta Contato:11 3854- 6022 marianeambrosio@ig.com.br outras colunas: http://misteriosantigos.com/artigos
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