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PERDIDO MAS NÃO ESQUECIDO

por Alberto Carlos Gomes Lomba

Publicado dia 21/6/2008 em Autoconhecimento

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Todos nós temos pequeninos objetos aos quais temos muito apreço. Seja uma jóia, um badulaque qualquer, até sem valor; enfim, algo que acostumamos ter sempre conosco.
Quando perdemos tal objeto de estimação lembramos dele por muito tempo. Até comentamos com pessoas próximas: “Que falta me faz meu caderninho de anotações. Perdi há muito tempo, mas não o esqueço”.

Talvez exista uma química entre esses objetos e nós, que nos atrai a eles e eles nos fazem falta. Como se um dia não fosse perfeito sem aquela correntinha que ganhamos de nossa mãe. E lá ficam lembranças. ”Ela me dava sorte, até hoje não sei onde a perdi.”

Ora, se com coisas materiais ficamos na doce lembrança, o que dizer quando perdemos um grande amor? Pior ainda quando esse amor já não habita mais este planeta estando em outras dimensões. E quando esse amor se vai, sem explicação nenhuma, sem telefone nem endereço, sem localização possível? E assim o tempo vai guardando aquela mágoa da separação. Neste caso sofremos mais ainda porque pensamos que esse nosso “ex-amor” está por aí, em qualquer lugar, com outra pessoa.

Realmente um ser humano não é um objeto de estimação. Não é algo que possamos ter conosco a cada momento. Não há uma amostragem entre perder um lindo relógio e um ser humano. É bem diferente. Coisas materiais se vão e podemos substitui-las por outras.
Mas substituir um grande amor fica bem difícil, uma vez que não existe uma cópia da pessoa e nem um clone, no caso.

O que fazer, então? Saber lidar com essa falta por uns tempos. Não procurar colocar substituto. Deixar o tempo fluir e sempre com esta frase a tiracolo: ”Perdido, mas não esquecido”.

Tenha a certeza de que o universo cuidará para que um dia apareça algum outro “perdido” em sua vida, que certamente num futuro poderá perder também, mas não esquecer. Esta é a doce e cruel dinâmica da vida.

Texto revisado por Cris

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