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A COR, UM TRANSMISSOR DE IDÉIAS

por GEOCROM BRASIL

Publicado dia 22/4/2008 em Autoconhecimento

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A tentativa de compreender minimamente o valor subjacente ao fenômeno vibratório da cor em todas as suas formas de expressão, seja artística, terapêutica ou doméstica, leva-nos a perceber que cada uma das cores teve o mesmo significado para todos os povos da Antiguidade, embora esses territórios não tivessem, ainda, comunicação entre si. Isso pode nos indicar a existência de uma origem comum que se liga ao berço da humanidade; a história situa esse berço, ou matriz, basicamente na ideologia e na religião que o povo persa desenvolveu (sem considerar agora outras civilizações desaparecidas).

Falar de cores sempre significa falar de uma linguagem. Toda linguagem tem um abecedário, signos e símbolos combináveis entre si, com características e valores utilizáveis pelo homem. A cor é exatamente isso, um sistema de valores e de códigos para comunicar idéias. Esse código, essa combinação de símbolos e vibrações, a linguagem da cor, foi a grande ferramenta de comunicação dos valores internos das religiões e da arte; mais tarde o foi da heráldica, sobretudo a partir do século XV, e também da medicina, ao longo da história e em muitas civilizações distintas.

A linguagem simbólica das cores, considerada antigamente uma ciência baseada em certos códigos de transmissão, passou da civilização da Pérsia ao antigo Egito, à Índia, à China, à Grécia e também a Roma. Mais tarde, esses códigos reapareceram no período medieval, e os vemos, em seu aspecto artístico, nos vitrais das magníficas catedrais góticas, obras de peritos alquimistas, conhecedores das verdades essenciais do universo e da linguagem das diferentes energias, seres sensíveis e conscientes do benefício que esses efeitos cromáticos traziam à saúde e ao ânimo dos homens.

De maneiras diversas a cor foi usada sempre como linguagem simbólica para transmitir códigos e idéias e, em resumo, como meio de conhecimento. Portanto, a luz e seus efeitos de cor, se é verdade que se trata de um sistema de conhecimento, como código cromático constituem também um meio de evolução e de superação de negatividades, sejam quais forem essas "negatividades", conforme a interpretação cultural e moralizante de cada época.

Hoje, com a recente busca dos valores primordiais em relação à alma do ser humano, os atributos e os valores ativos de cada cor começam a ser reutilizados em diversos âmbitos para o benefício curativo e equilibrador do homem, nos aspectos biológico, psicológico, sanitário e até mesmo estético-decorativo (embora só uma minoria vanguardista seja consciente disso).

O fenômeno da cor, tanto na Antiguidade como nos dias de hoje, faz uma confluência com o dualismo da luz e das trevas, um dualismo que nos fornece basicamente dois protótipos de cor. Na Antiguidade eram admitidas apenas duas forças matrizes, duas cores primárias - o branco e o preto - das quais derivavam todas as cores conhecidas. Conforme sua religião cada homem foi se distanciando de seus princípios e se degenerando, isto é, perdendo em grau e significado; também foi se esquecendo do significado simbólico das cores e sua procedência.

Na verdade, podemos perceber que toda religião nasce da espiritualidade e extingue-se no materialismo; e isso é algo que durante séculos os homens têm comprovado.

Contudo, a cor, essa linguagem misteriosa, foi reaparecendo cheia de vida, de significado e de utilidade, ao mesmo tempo que, inevitavelmente, o faziam também os valores da verdade religiosa e espiritual. Atualmente ressurgiu no homem essa eterna busca do significado da realidade, ainda que no contexto desse materialismo em que hoje vivemos e que todos começamos a questionar.

Desse modo pode-se dizer, sem muita margem de erro, que a arte nasceu da religião. Lembremos que a pintura e a escultura, a arte estatuária, nasceram para honrar a divindade e eram usadas para ornamentar os recintos sagrados e os templos. Daí nasceu também a arquitetura, como mais uma forma de dignificar e exaltar a divindade. A arte nunca foi um produto para a plebe.

Nas antigas habitações particulares, sóbrias em suas formas e utilitárias em suas funções, ninguém possuía pinturas ou esculturas para fruição própria ou como ornamento das paredes; essas representações formais e cromáticas, isto é, murais, pinturas, esculturas de madeira ou pedra, existiam somente nos templos e em locais de invocação ou aproximação da divindade.

Dessa maneira, a arte não consistia mera manifestação estética dirigida aos profanos, mas era considerada, em todas as suas expressões, a depositária dos mistérios sacros, bem como uma forma de comunicação humana que explicava os princípios sagrados, a origem do universo e a natureza da energia divina. A linguagem da arte transmitia ao populacho as verdades eternas; e essa complexa linguagem utilizava dois sistemas de códigos combinados entre si: a cor e as formas arquetípicas. Cada cor e cada desenho sintético ou arquetípico continham uma simbologia específica.

Podemos ver um exemplo da utilização da arte como meio de comunicação nos primeiros painéis publicitários da história, que ocorreram por volta do século X, em plena época românica na Europa. Refiro-me aos pantocrátors, murais ovalados, pintados sobre as paredes das igrejas da época, puros "anúncios" que explicavam visualmente (não com palavras, como hoje, mas apenas com imagens cheias de conteúdo) a existência de um Deus Todo-poderoso que governava e organizava todo o cosmo (representado pela elipse azul em torno da imagem central). Eram afrescos cheios de simbologia em cada um dos desenhos, arquétipos, gestos ou mudras e cores de cada fragmento do grande painel publicitário, tudo isso fruto de um intenso processo de abstração e sintetização por parte de seus executores (que na época ainda não eram chamados de artistas), que traziam ao povo, ainda analfabeto, uma mensagem concisa, porém efetiva.

A linguagem das cores sempre foi considerada uma degradação ou derivação da língua divina. O Gênese, capítulo 9, versículo 13, diz: "Eu ponho meu arco nas nuvens, e este será o penhor do pacto entre Mim e a Terra". Se examinarmos brevemente esse tema tão pouco estudado, veremos que desde os primórdios da história o arco-íris é o emblema dos atributos divinos. Na mitologia grega, Íris é a mensageira dos deuses e seu cinturão de cores, o símbolo da aliança entre Deus e os homens. As seis cores do arco-íris (não sete, como veremos) e todos os tons intermediários dessas seis vibrações constituíam, juntamente com o branco, cor de síntese, união e pureza, os símbolos das seis energias primárias que tudo abrangiam.

Marta Povo, abril 2007 (www.geocromoterapia.com / link
Total de páginas extraídas do livro "Energia e Arte" da Editora Senac, São Paulo, para compor esse artigo: 6.
Tradução: Ledusha Spinardi.
Versões em português e espanhol desse artigo (texto completo) estão disponíveis em
www.geocromoterapia.com.br/artigos.htm

Texto revisado por Cris

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