auravide auravide

A DOENÇA E AS NOSSAS EMOÇÕES- Parte II



O Investigador

O Investigador é o mais altamente recompensado em nossa sociedade. Busca desafios, correm riscos, nada é impossível para ele. É considerado um homem bem sucedido. Passam a ser indivíduos invejados e admirados pelos outros. Em carreiras com grande pressão, perseguição agressiva é onde você vai encontrar o investigador. E os encontramos em todas as áreas: indústria, comércio, esportes e em todo o trabalho que mereça recompensa pelo esforço. Para a sociedade este tipo de temperamento é muito bom, pois impulsiona as grandes descobertas científicas, bem como a evolução e o desenvolvimento dos seres humanos em sociedade. O investigador tem sua emocionalidade ligada a uma ação direcionada para metas e objetivos; seu impulso inquieto se traduz em sucesso. A intenção é a qualidade primordial do investigador. Nossa sociedade valoriza a conquista, a ação, as decisões rápidas. O investigador passa a ser um ser muito especial. É o extrovertido clássico. Com ele não tem tempo ruim. O aspecto negativo deste temperamento é que muitas vezes se tornam jogadores compulsivos ou pessoas viciadas em trabalho e realizações.
Quando crianças estavam sempre procurando coisas diferentes para realizar. Nada os satisfazia. Agora, como adultos, podemos pensar que eles nunca se sentem suficientemente valorizados, pois perseguem sempre novidades. A conquista do objetivo ocorre e ele passa a não mais usufruir daquilo. Começa a disputa por novos ideais. E cada vez que realiza alguma meta, esta serve de ânimo para perseguir outra. Assim vivem nessa loucura constante.

Mitos a respeito das nossas emoções

1- Por sermos todos semelhantes, achamos que todos devem sentir e vivenciar os fatos da mesma maneira.
2- Esperamos que todos reajam e se comportem da mesma forma.
3- Acreditamos que os homens não devem expressar emoções muito fortes.
4- Homens acusam mulheres de serem emocionais demais e elas devolvem dizendo que eles não se entusiasmam com nada.
5- Certos comportamentos são esperados e padronizados. Diante de um vestibular, de um enterro, de uma pretensa cirurgia é normal apresentarmos ansiedade ou tristeza.
6- Ensinamos aos nossos filhos: homem não chora, mulher tem que ser bonita, não faça cena, senão vou lhe dar motivos para chorar.
7- Falta de controle emocional prejudica nossas carreiras. Controle-se é o lema de ordem.
8- Comportamento racional, civilizado e racional é o que se espera dos seres humanos. Quanto mais alto subimos na escala de valores mais desprezamos o comportamento emocional descontrolado. Hoje, nas organizações, é esperado o desenvolvimento espiritual.
9- O “normal” muda dependendo da classe social, da cultura, do papel e sexo. Assim lembro-me que quando era menina, John Kennedy foi assassinado. O que se via pela televisão era uma esposa tremendamente controlada, quieta e cabisbaixa acompanhando um enterro sofrido. Esta era a postura exigida de uma primeira dama.
10- O mito de ser bom ou mau. Isto nos é passado no começo da infância. Valoriza-se o briguento em detrimento do introvertido. Os sentimentos da criança não são valorizados. O chorar é confundido com o ser “maricas”.
11- Não ensinamos nossos filhos a extravasar sadiamente suas emoções.
12- Esperamos que eles sejam perfeitos. Este mito estabelece padrões de comportamento inatingíveis. Não podemos ser perfeitos sempre. Logo, estamos criando pessoas infelizes com auto estima baixa.

heloisagarbuglio@hotmail.com
(11)5533-0587

Texto revisado por Cris
Publicado dia 21/1/2007

  estamos online

Gostou?    Sim    Não   

starstarstarstarstar Avaliação: 5 | Votos: 10




Veja também
© Copyright - Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução dos textos aqui contidos sem a prévia autorização dos autores.




publicidade











auravide

 

Voltar ao Topo

Siga-nos


Somos Todos UM no Smartphone
Google Play


© Copyright 2000-2021 SomosTodosUM - O SEU SITE DE AUTOCONHECIMENTO. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade - Site Parceiro do UOL Universa