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A ENCANTADORA SABEDORIA SUFI



Um dos maiores benefícios proporcionados pelos discursos de Osho foi a minha iniciação no estudo do Sufismo.

Como define a introdução de Robert Graves da obra O Sufismo, de Idries Shah, (...)"Os sufis são uma antiga maçonaria espiritual cujas origens nunca foram traçadas nem datadas; nem eles mesmos se interessam muito por este tipo de pesquisa, contentando-se em mostrar a ocorrência da sua maneira de pensar em diferentes regiões e períodos. Conquanto sejam, erroneamente, tomados por uma seita muçulmana, os sufis sentem-se à vontade em todas as religiões: (...)abrem diante de si, em sua loja, qualquer livro sagrado - seja a Bíblia, seja o Corão, seja o Torá - aceito pelo Estado temporal."

Sob a legenda do se estar no mundo sem ser do mundo, os sufis assim se dão a conhecer estritamente nas ocorrências do dia-a-dia, por intermédio das peculiaridades do seu modo de pensar e de ver a vida em todas as situações. Esteja oculto um sufi num professor, num comerciário, numa dona de casa, num andarilho, num católico ou num budista, o seu modus vivendi transparece e é usualmente ilustrado nas adoráveis histórias de Nasrudin, e nas parábolas de sua tradição, uma das quais recebi hoje por e-mail e que transcrevo neste espaço para fins de ilustração do valor inquestionável do exemplo atemporal do sufismo para o mundo.

O texto fala por si, dispensando comentários; e dele se depreende o todo da encantadora sabedoria inerente ao Sufismo:

Um Conto Sufi

Numa cidade do interior havia um homem tido como idiota, reles mercador de trocados, de quem a população local apreciava zombar e se divertir às suas custas.
Assim, freqüentemente o chamavam a um bar próximo e o convidavam a escolher entre duas moedas: uma grande de duzentos réis, outra pequena de dois mil réis. O pobre homem escolhia sempre a maior, para gáudio e hilaridade dos presentes.

Um dia, um deles enfim abordou aquele homem e lhe perguntou:
- Escute, você ainda não notou que a moeda maior vale menos do que a outra?
Ao que o suposto idiota respondeu:
- Sim. Não sou tão tolo assim! Escolho sempre a maior porque, no dia em que escolher a outra, paro de ganhar as minhas moedas!


Desta historieta, depreendem-se três verdades fundamentais:
1 - Quem parece idiota, nem sempre é!
2 - Quem eram os verdadeiros tolos da história?
3 - Se pecar muito por ganância, você acaba perdendo a sua fonte de renda!

Mas a principal constatação é a de que você pode ficar bem mesmo que os outros não pensem bem a seu respeito. Porque o que importa de fato não é o os outros pensam a nosso respeito, mas o que realmente somos!

" O maior prazer de um homem inteligente é poder bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente!"

Com amor,

Lucilla
Bibliografia útil:
Os Sufis - Idries Shah - Cultrix
A Sabedoria das Areias vols. I, II e III - Osho, Editora Gente

Texto revisado por Cris
Publicado dia 2/11/2007

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Autor: Christina Nunes   
Chris Mohammed (Christina Nunes) é escritora com doze romances espiritualistas publicados. Identificada de longa data com o Sufismo, abraçou o Islam, e hoje escreve em livre criação, sem o que define com humor como as tornozeleiras eletrônicas dos compromissos da carreira de uma escritora profissional. Também é musicista nas horas vagas.
E-mail: meridius@superig.com.br | Mais artigos.

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