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A face ingênua do mal

por Flávio Bastos

Publicado dia 11/10/2008 em Autoconhecimento

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"Há males que vêm pra bem..."
Sabedoria popular

No terreno ou no espiritual, seja no plano em que estivermos, é impressionante como a psicologia, vista como uma ciência de complexidade interdimensional, encontra-se intimamente ligada à nossa forma de ser ou de viver.

Observamos esse detalhe de suma importância para a leitura do inconsciente humano, tanto na psicoterapia e nas experiências regressivas com encarnados, quanto nos diálogos e experiências regressivas com desencarnados durante os trabalhos mediúnicos das casas espíritas.

Nessas experiências bidimensionais, constatamos que todos os indivíduos, invariavelmente, demonstram perfeita coerência (no sentido da interpretação da lei de Causa e Efeito) comportamental em relação ao que foram no passado e ao que são no plano atual.

No entanto, ao transferirmos esse foco de observação para o coletivo humano, notaremos que a maioria das pessoas não percebem a sua natureza multidimensional e permanecem introjetando (para si mesmo) ou projetando (para o outro), sentimentos ainda não resolvidos de seu passado recente ou remoto. Entendemos esse conteúdo inconsciente como "ira ou ódio" acumulado pelas próprias limitações e imperfeições do espírito, reflexo do desconhecimento de si mesmo.

Quando o ódio, aqui visto como um impulso de praticar o "mal", contamina o mecanismo psíquico-espiritual do indivíduo, influenciando o seu comportamento, é porque o processo obsessivo (auto)destrutivo começa a envolvê-lo inapelavelmente.

O mal, analisado como um símbolo psico-espiritual, é a antítese da vida, da lucidez, da saúde, do amor e do crescimento pessoal e consciencial. O mal é sinônimo de imperfeição e o responsável direto pela existência da dor e do sofrimento humano.

O mal que reside em nós é uma energia alimentada pelos nossos sentimentos não resolvidos e fixados no passado recente e remoto de nossas existências. Mas, acima de tudo, o mal pode significar ilusão de poder quando manipulamos pessoas e situações para satisfazer interesses egoístas.

Quando agimos "maquiavelicamente", revelamos o nosso lado sombrio, imperfeito, imaturo e doentio de alma e corpo. Revelamos também, que ao menosprezarmos os valores éticos nas relações humanas, desconhecemos as leis da reencarnação e, com isso, perdemos uma oportunidade vital de nos conciliarmos com a nossa verdadeira identidade, a essência.

As psicopatologias estruturais são, na verdade, males da alma que trazemos de outros tempos e reforçamos com os acontecimentos da vida atual. Nada acontece por acaso na relação indivíduo e Lei de Causa e Efeito. Contudo, o mal não se origina por intermédio de um "agente externo", e sim internamente, para mais tarde manifestar-se no espírito e no mecanismo físico-mental.

O antídoto do mal todos nós sabemos, é o amor, contraveneno poderoso para todos os casos que envolvem ódio, dor e sofrimento.

Nas reuniões mediúnicas das casas espíritas, são inúmeros os irmãos que em lamentável estado, se apresentam ou são conduzidos pelas equipes espirituais para o esclarecimento e o despertamento de situações que os mantêm presos em fixações doentias e ilusórias de poder, mando e ostentação.

Nessas ocasiões, muitas vezes, basta o dirigente da sessão espírita tornar-se por intermédio do diálogo com a entidade comunicante, a "ponte" do amor Maior, para que o espírito encontre no passado a sintonia da energia amorosa (sentimento) que vivenciara em determinada existência. Não raro acontece daquela entidade que se apresentara de uma forma arrogante, autoritária e orgulhosa, esvair-se em lágrimas com a presença espiritual de uma referência afetiva do passado que viera ao seu encontro.

A orientação dos novos tempos de transformações, passa a exigir-nos, gradativamente, que sejamos transparentes uns com os outros, porque somente dessa forma que a Luz do amor Maior conseguirá, ao remover de nosso íntimo "sombras, feridas expostas, demônios e feras", fazer de nós pessoas translúcidas, e do planeta Terra, um mundo mais iluminado e melhor de se viver.

"Quando há transparência nas relações humanas, a vida flui naturalmente e torna-se iluminada".

Psicanalista Clínico e Interdimensional.
Atendimento online/MSN: visite o site do autor

Texto revisado por: Cris


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Sobre o Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: [email protected]
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