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A importância de celebrar a natureza - Yule: Solstício de Inverno

por Carolina Staibano Alves

Publicado dia 3/6/2008 em Autoconhecimento

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Será que sabemos dar o verdadeiro valor à nossa Mãe Terra? Será que entendemos nossa posição como seres que dependem da natureza para sobreviver? A história tem mostrado que não.

Com o desenvolvimento das ciências, da tecnologia e da medicina, o homem passou a acreditar que tem pleno domínio sobre a natureza e criou uma vida artificial, cercada por concreto e coisas mortas, que no fundo só o fazem lembrar da solidão de sua alma.
Nem sempre foi assim! Nossos antepassados, que atualmente são considerados atrasados e supersticiosos pela ciência oficial, eram muito mais sábios que imaginamos.

Podemos ver isso especialmente nos povos antigos, que celebravam cada estação através do Mito da Roda do Ano. O povo simbolizava os princípios femininos e masculinos da natureza através da Grande Deusa e do Deus e sua eterna busca através das estações do ano. A Grande Deusa dava à luz ao Deus, Divina Criança do Sol no Solstício de Inverno. Na primavera, o Deus tornava-se o semeador da vida, dando fecundidade à Terra. No verão, quando a luz do sol é mais intensa, Deus e Deusa se uniam e sua paixão sustentava o Mundo. Quando chegava o outono e a luz do sol enfraquecia, Deus se tornava velho e seu sacrifício nutria toda a humanidade através da colheita dos grãos e dos frutos. O ciclo, então, recomeçava com o renascimento do Deus novamente no inverno.

Nestas e em outras datas especiais nossos antepassados se reuniam solenemente e meditavam sobre a nova etapa que se iniciaria na natureza e em como ela influenciaria suas vidas. Eles sabiam da ligação cósmica que existe entre todas as coisas e que mudanças astronômicas e naturais influenciavam também a psique e a vida social do homem. Sabiam, portanto, que em cada sabá deveriam se preparar e agradecer a natureza e ao Criador por tudo o que havia ocorrido até ali.

Dia 20 de junho, numa sexta-feira, entraremos no Solstício de Inverno, período do ano em que a noite é mais longa que o dia, marcando a época em que os dias começam a crescer e as horas de escuridão a diminuir. É o festival do renascimento do sol e o tempo de glorificar a Deus. São também celebrados o amor, a união da família e as realizações do ano que passou.

No hemisfério norte o Solstício de Inverno coincide com o Natal, dia do nascimento de Jesus. Os costumes modernos que estão associados ao dia cristão do Natal, como a decoração da árvore, o ato de pendurar o visco e o azevinho, queimar a acha de Natal, são belos costumes pagãos que datam da era pré-cristã.

Convido a todos, então, no dia 20 de junho a pararem por alguns instantes e a meditarem sobre a importância de Deus e da natureza em nossas vidas e pensarmos em como podemos renascer a partir desse dia.

Por Carolina Staibano Alves

Texto revisado por Cris

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