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A jornada do herói



 Esta fórmula tem sido utilizada há muito tempo, mas o conceito em si foi criado por Joseph Campbel.

Campbel foi um estudioso da mitologia mundial, não só a grega e a nórdica que são as mais famosas.

Nesse estudo, ele notou que não importa de onde é o mito, todas as aventuras seguem um roteiro em comum de 12 passos.

Estes 12 passos ficam bem claros na Saga Guerra nas Estrelas, onde George Lucas sempre declarou que seguiu as orientações de Campbel.

Alguns outros contos que seguiram esta receita:

  • O Senhor do Anéis
  • Batman
  • Coração Valente
  • A Odisséia
  • Os 3 Mosqueteiros
  • O Conde de Monte Cristo
  • Mulan
  • A Pequena Sereia
  • Matrix
  • Harry Potter, e muitos outros.
  Este conceito é tão universal que também é conhecido como Monomito e, ao estudá-lo, podemos usá-lo em nossas vidas para entendermos melhor nossa aventura. Os mitos são importantíssimos e muito úteis.
  Para um adolescente em uma situação difícil, é mais fácil perguntar:

  O Rei Arthur faria isso?
  É muito mais fácil ele responder a isso do que se você ficasse falando toda uma teoria sobre a coragem.
 Para uma mulher é muito melhor receber flores do que uma tese de doutorado sobre o amor.

Vamos então estudar os 12 estágios:


1. Mundo comum.

O mundo do herói e seu cotidiano. Sua casa, família, profissão e amigos. Sua zona de conforto.

2. Chamado à aventura.

De maneira inesperada ele é arrancado desse cotidiano confortável e recebe o chamado para uma grande aventura.

3. Recusa ao chamado.

Usualmente o herói recusa o convite, prefere permanecer em sua zona de conforto.

4. Encontro com o Mentor.

Surge então o Mestre, que fornece dons para enfrentar essa aventura e o motiva a iniciá-la.

5. Cruzamento do limiar.

O herói deve passar do mundo comum para o mundo da aventura, o mundo desconhecido, para isso enfrenta os primeiros guardiões.

6. Testes, aliados e inimigos.

Aqui é apresentado ao mundo especial, suas regras, novos personagens (amigos e inimigos) e tem que passar por diversos testes com o intuito de prepará-lo.

7. Aproximação do objetivo ( A Caverna )

Aqui ele se aproxima da sua grande provação. Qual é a caverna simbólica que você tem medo de entrar? Testes para uma peça de escola? Uma prova de redação? Amor?

8. Provação máxima.

Eis então o grande momento, onde chega no limite da vida e da morte contra o grande adversário, o Vilão, que também é a personificação dos seus monstros internos de medos e traumas do subconsciente. Um grande Vilão define um grande herói. Luz e sombras. São iniciadores, são eles que mostram ao herói quem ele é. Nosso vilão na vida são nossos problemas. A vida nos impõe problemas do tamanho que nos propomos ser.

9. Conquista da recompensa.

Ao vencer sua provação o herói recebe uma recompensa que pode ser um talismã, uma arma, um elixir, etc.

10. Caminho de volta.

Mas o grande desafio que acaba de enfrentar não era sua maior ameaça, ele a encontra quando tudo parece estar bem, na sua volta para casa. É aqui que o herói morre.

11. Depuração/Ressurreição.

Como recompensa pelo seu sacrifício, ele ressucita dos mortos e vence a grande ameaça final, sendo agora um ser superior, alguém que se conhce muito melhor, que provou a si mesmo o seu valor. Provar aqui, acredito que seja, no sentido de conhecer por experiência própria, experimentar (“Provei um copo de vinho”, p. ex.), e não no sentido de demonstrar algo (“Provei a minha inocência.”).

12. O Retorno transformado.

Ele chega de volta a sua casa, mas nada será como antes, agora sabe do que é capaz. Provou do seu valor.
Mas há algo muito importante a se notar.
Alguém imagina um dos 3 mosqueteiros andando por aí e alguém grita:
-  Olha, um homem está batendo em uma mulher para lhe assaltar.
E ele responde:

- Sim, mas quanto eu ganho com isso? Sabe como é, o treinamento foi caro. E a minha espada, se quebrar, quem é que vai me comprar outra?

Essa não é a atitude de um herói, não é mesmo? Sabe por quê?

Herói 
  Eros ⇒  Serve por Amor

A grande mudança dos mitos modernos para os mitos antigos é exatamente esta, os heróis antigos eram altruístas e os atuais têm como motivo de sua jornada uma vingança ou egoísmo.

Alguns exemplos de mitos antigos e suas motivações:

Hércules  =  A sua purificação por, num acesso de loucura, ter matado sua família.
Mulan = Proteger seu pai, defender a China e honrar sua família.
300 de Esparta  =  Proteger a Grécia.
Prometeu  =  Levar o fogo aos humanos.

E os atuais buscam vingança por:

William Wallace (Coração Valente)  =  a morte da esposa
Batman = a morte dos pais
Homem Aranha  =  a morte do tio que o criou
Gladiador = a morte da esposa e filho
O poderoso chefão  =  o atentado contra seu pai
O Conde de Monte Cristo  =  Por ter sido enviado à prisão.

E assim por diante...
Observe esta fórmula em livros e filmes. Tenho certeza que você a verá novamente. Mas também esteja atento a ela em sua própria vida.
Seja altruísta, busque um bem maior como motivação de sua luta.
Ouça o seu chamado para a aventura.
Aceite o desafio.
Vença seu medo, reafirme-se como o ser humano incrível que você é e reivindique o tesouro que busca.
E, então, faça tudo outra vez.
Essa é uma vida que vale a pena.
Viva sua grande aventura.


Texto Revisado

Publicado dia 7/7/2018
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