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A jornada pra fora do medo



Como bebês humanos o que experimentamos pela primeira vez é a dependência. Essa energia parental agregadora, centrípeta, faz o pequeno-grande mundo de recém-chegados girar na nossa órbita para que possamos sobreviver, viver, crescer. Até nos darmos conta de que existimos.

O encantamento pela independência começará a ganhar força assim que nossas mãozinhas alcançarem os objetos do nosso desejo ou de nossa necessidade – e o primeiro gesto bem-sucedido despertará a vontade de desbravar o mundo por nossa própria conta.

E, então, num certo momento perceberemos o segundo grande deleite após a fartura do peito que nutria e acalmava: o de que também somos capazes de discordar e de escolher, uau! Inquietador e mágico momento que lançará a sementinha da individualidade: posso porque existo. Não queremos mais tanta interferência. Não queremos mais que orbitem ininterruptamente ao nosso redor. Precisamos colocar, simbolicamente, chocolate, café ou limão nesse leite. Precisamos deixar fluir a força do jorro do terceiro deleite e dar vazão às capacidades que movem a espécie humana: a curiosidade e a criatividade. Que inventou a roda e as luzes de neon. As vitrines e as vestimentas. As estradas e as pontes.
E vamos caminhando em transe cada vez mais para fora, atraídos por tudo que foi criado pelas mãos humanas até então. Crianças divinas longe de casa, brincando nesse grande parque de diversões.
“VIVER é ir ao encontro.
Não se pode viver em estado de contemplação. Tudo está a nossa espera. É uma questão de coragem e amor”.
- Cacilda Becker
 
Nossa cultura não nos motiva a ser curiosos sobre o mágico mundo interno da amorosa sensação da interdependência que nos conecta a tudo que existe, e a cujo portal só chegamos de olhos fechados – ou dito de outra forma: abertos para dentro.

Mas antes de sentir essa saudade de casa anunciada pelo vazio no peito, antes de sentir o sabor e o verbo, visceralmente encarnados, da interdependência divina vibrando em nós e religando nossa consciência a Tudo e ao Todo, teremos que dar a volta ao mundo de neon humano onde vigora a lei-de-gerson. Teremos que sentir o amargo da competição, do preconceito, do julgamento, da exclusão, do egoísmo, da desconfiança, da solidão.

O mundo do medo.
E só então, transcendê-lo.
Deliberadamente.

Isso não acontece ao acaso, sem vontade, ou por sorte.
É a jornada humana. Assim é, e tudo certo - mas podemos discordar.
A livre-expressão e o livre-arbítrio existem também.
“Nascemos à mercê dos cuidados de alguém. Crescemos e chegamos à idade adulta porque outras pessoas cuidaram de nós. Mesmo no auge da autonomia da maturidade, a presença ou a ausência da afeição dos outros é capaz de determinar nossa felicidade ou tristeza. Essa é a natureza humana. Somos vulneráveis, e isso é bom. Um coração sem medo abraça essa verdade fundamental da condição humana. Podemos desenvolver a coragem para ser mais compassivos com o mundo e viver com o coração aberto para a dor – e a delícia – do que significa ser humano”.
- Thupten Jinpa, in Um coração Sem Medo
 
Texto Revisado

Publicado dia 16/5/2018
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Autor: Mariana Viktor   
Meu propósito é conduzir você através de uma jornada gostosa e surpreendente para o seu verdadeiro EU, melhorando o seu relacionamento com você mesmo e com os outros. Currículo: http://www.somostodosum.com.br/e.asp?i=13774 Contato para atendimentos individuais ou de casais em crise: euenos@coachderelacionamento.com.br
E-mail: euenos@coachderelacionamento.com.br | Mais artigos.

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