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A MORTE NÃO EXISTE - Revista Shift - IONS - (tradução livre)

por Institute of Noetic Sciences

Publicado dia 1/4/2008 em Autoconhecimento

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Elizabeth Kubler-Ross descreve um encontro pessoal com a Pós-Vida

Em seu livro “On Life after Death” (Celestial Arts, 1991), Elizabeth Kubler-Ross, eminente pioneira nos estudos da Morte, do Morrer e do Pós-Vida, compartilha uma experiência pessoal provocante sobre seu encontro com a Sra. Schwarz, uma senhora de quem ela cuidou e que havia morrido há dez meses. Na ocasião, Kubler-Ross estava fazendo seminários sobre a morte e o morrer na Universidade de Chicago e estava se sentindo frustrada com o trabalho que desenvolvia com um colega que ministrava aulas com ela porque, diferentemente dela, ele gostava do alarde publicitário que suas aulas estavam causando, atraindo muitas pessoas. Para colocar um fim nessa situação, ela decidiu deixar a Universidade. Ela escreve ”... Hoje, imediatamente após meu seminário sobre a Morte e o Morrer, irei pedir minha demissão”. Quando ela tentou comunicar isso ao seu colega, ele não prestou atenção ao que ela disse, porque continuava preocupado com o que ele falava para ela. Desesperada por ter a sua atenção, finalmente ela o agarrou pelo colarinho (literalmente) para que ele se focasse fisicamente na mensagem que ela tinha para ele.

Kubler-Ross continua...“Nesse momento, uma mulher apareceu na frente do elevador próximo a nós. Eu fitava essa mulher... você pode imaginar como que é quando você vê alguém que conhece muito bem, mas que de repente sua mente bloqueia essa informação! Eu disse (para meu colega): "Quem é ela ? Conheço aquela mulher..."

No momento em que ele entrou no elevador, esta senhora caminhou direto em minha direção até ficar na minha frente e disse: “Dra. Ross, eu tinha que voltar. Se importa se eu caminhar com a senhora até seu escritório? Só vai levar dois minutos...” Este foi o caminho mais longo da minha vida! Eu sou uma Psiquiatra. Eu trabalho com pacientes esquizofrênicos o tempo todo e quando eles têm alucinações costumo dizer: “Eu compreendo que você vê a Nossa Senhora na parede, mas eu não vejo.” Agora digo para mim mesma: “Elizabeth, sei que você vê esta mulher, mas isso não é possível”.

Ao longo do meu caminho até o escritório fiquei fazendo testes em mim mesma... Eu era ao mesmo tempo uma psiquiatra observadora e uma paciente... Quando chegamos na porta da minha sala, ela abriu a porta para mim com uma delicadeza e uma gentileza incríveis e então disse: ”Dra. Ross, eu tinha que voltar por duas razões: uma, para agradecer à Sra. e ao Reverendo Gaines (ele era um lindo reverendo negro com quem eu tinha uma simbiose perfeita); agradecer a ambos pelo que fizeram por mim. Mas a outra razão para eu ter voltado é porque você não pode parar este trabalho sobre a morte e o morrer, pelo menos não agora”.

Olhei para ela, e não sei se eu pensei naquele momento que poderia ser a Sra. Schwarz.
O que quero dizer é que esta mulher havia sido enterrada há 10 meses e eu não acreditava no que estava acontecendo. Finalmente cheguei até a minha mesa. Eu tocava em tudo que pudesse ser real. Toquei minha caneta, minha cadeira, minha mesa... esperava que ela fosse desaparecer, mas isso não aconteceu... Então, a cientista em mim venceu e eu disse algo muito esquisito... “Você sabe que o Reverendo Gaines está em Urbana agora? Ele adoraria receber um recadinho seu. Você se importa?" Então, dei a ela um pedaço de papel e um lápis... eu precisava de uma prova científica... E esta mulher, sabendo de cada pensamento que eu tinha – e eu sabia disso, pois era como se fosse transmissão de pensamento – pegou o papel e escreveu um recado. Depois ela se levantou, repetindo: “Dra. Ross, você prometeu!”, o que implicava que eu não poderia parar meu trabalho ainda. Disse que prometia e no momento em que eu disse isso, ela desapareceu. Nós ainda temos o bilhetinho!

“Algum tempo depois desse incidente me foi dito que meu trabalho com os pacientes terminais havia terminado – e que existiam muitos outros para dar continuidade ao meu trabalho. Foi-me dito também que este não era meu verdadeiro trabalho... que meu verdadeiro trabalho era o de dizer às pessoas que a morte não existe. É muito importante que a humanidade saiba disso, porque agora estamos no início de tempos muito difíceis. Não somente para este país (os EUA), mas para todo o planeta Terra. Por causa de nossa própria auto-destruição, por causa das armas nucleares, pelo nosso materialismo exacerbado, pelo nosso pouco cuidado ecológico, destruindo e descuidando de tantos recursos naturais, e porque perdemos toda a nossa espiritualidade genuína. Eu estou exagerando, mas não muito. A única coisa que irá trazer a mudança para uma nova era será uma chacoalhada na Terra, uma chacoalhada nos seres humanos, e nós seremos chacoalhados. Já começamos a ver o início disso. Você precisa saber para não ter medo. Somente se você mantiver um canal realmente aberto, abrir sua mente e não tiver medo, grandes “insights” e revelações virão até você... você não precisa ter um guru, não precisa ir à Índia... não precisa fazer nada a não ser aprender a ficar em silêncio, dentro de você... Livre-se de toda negatividade e comece a ver a vida como um desafio, um teste para seus próprios recursos internos e sua força.”

A Dra. Elizabeth Kubler-Ross, Suiça, foi médica psiquiatra e escreveu vários livros sobre sua experiência com a Morte e seus pacientes terminais. Escreveu “A Roda da Vida” (autobiográfico, editado pela Sextante), e "Sobre a Morte e o Morrer" (da Martins Fontes). Escreveu também o maravilhoso "Os Segredos da Vida", em parceria com o Dr. David Kessler (especializado em pacientes terminais). Dra. Ross teve um derrame em 1995, que a limitou a uma cadeira de rodas e foi após esse incidente pessoal que ela começou a escrever sobre a Vida e o Viver. Faleceu em 24 de agosto de 2004.

Suas obras:
Sobre a Morte e o Morrer. 4a. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1969.
Morte – estágio final da evolução. 2a. ed. Rio de Janeiro: Record, 1975.
Perguntas e respostas sobre a Morte e o Morrer. São Paulo: Martins Fontes, 1979.
A morte: um amanhecer. São Paulo: Pensamento, 1991.
A roda da vida: memórias do viver e do morrer. Rio de Janeiro: GMT, 1998.

Obtido em link
REVISTA SHIFT n° 17 – Dezembro 2007-Fevereiro 2008

Texto revisado por Cris

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