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A Outra face da Dor



Impressionante como a dor tem a capacidade de aproximar as pessoas umas das outras. Lembro que quando éramos crianças, ficar doente tinha o seu lado positivo, especialmente, porque as pessoas, em geral os familiares mais próximos, nos tratavam com carinho e atenção diferenciada.

Se estivéssemos passando por um problema sério de saúde, nossa mãe era a primeira a se desdobrar em atenção, cuidando para que nada nos faltasse. Não raro, podíamos perceber os leves suspiros de preocupação, as conversas baixas, o olhar terno e carinhoso, e os cuidados básicos com nossa alimentação e bem-estar.

Este sentimento de compaixão empática desencadeia o amor pelo outro e a certeza de que nunca estaremos sós; pois sabemos que, independentemente da situação, sempre haveremos de contar com o apoio, seja de um amigo querido, um parceiro, um filho.

Por que será que acontece isto? Não estaria aí uma rara oportunidade para revermos nossa postura em relação à nossa forma de pensar, sentir e agir, com relação aos nossos relacionamentos?

Quando a aflição chega, especialmente diante de uma perda ou de uma doença, não raro, ela poderá nos pegar desprevenidos, pois nunca pensamos que determinada situação irá ocorrer conosco. Ficamos literalmente mais próximos uns dos outros, especialmente, porque sabemos que sendo a vida uma breve passagem, precisamos ir aos poucos exercitando a prática do desapego: da família, dos bens materiais e de tudo aquilo que nos prende, de alguma forma, ao mundo material.

Chegamos de mãos vazias e partimos, sem nada, exceção daquilo que conquistamos no âmbito interno, especialmente, relativo à nossa evolução como seres humanos.

No final, acabamos reconhecendo e compreendendo que, muitas das vezes, as tribulações são bênçãos que descem sobre nós em forma de dores e sofrimentos, exatamente para nos testar, pois Deus nunca dá fardo maiores do que aqueles que possamos carregar.

Sendo as dores e aflições temporárias, elas têm apenas a finalidade de corrigir nossa trajetória, levando-nos a uma fazer uma reflexão mais profunda sobre nós mesmos, constituindo na maioria das vezes, em remédios salutares para as imperfeiçoes da nossa alma imortal.

Texto Revisado

Publicado dia 4/7/2018
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Autor: Tania Paupitz   
Tânia Paupitz é Artista Plástica e Professora de Artes, há 30 anos, sendo sua marca registrada as cores fortes e vibrantes, influência dos estudos de vários artistas Impressionistas como Pissarro e Van Gogh. Cursos de Pintura para Pintura em Óleo ou acrílica sobre tela -iniciantes ou não. www.taniapaupitz.com.br wathsapp - 48 999723446
E-mail: tania.paupitz@gmail.com | Mais artigos.

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