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A Química do Sofrimento da Alma

por Nadya Prado

Publicado dia 29/10/2019 em Espiritualidade

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Um artista pintou uma tela que traduzia o seu sofrimento. Em um arroubo de fúria, ele a destruiu, mas o seu sofrimento continuou lá dentro dele, nada mudou.
Em todos os desequilíbrios psicológicos e físicos nos defrontamos com o sofrimento que está além da dor física que pode ser apalpada num exame médico.

Somos portadores dessa sensação que extrapola os cinco sentidos e que chamamos de sofrimento. Ele não é físico, mas é sentido em alguma parte de nós. O sofrimento não pode ser tocado pelas mãos, mas algumas vezes, ele vem à tona, na catarse, quando recebemos uma massagem, num abraço, num carinho.
Ele está presente em nosso ser, incomodando, roubando o nosso prazer, destruindo nossos relacionamentos, tirando nossa qualidade de vida e nosso direito à felicidade.

Nos transtornos psicológicos, o sofrimento é mais crível e no ambiente das sessões psicoterápicas, ele é o personagem principal. Falar sobre o sofrimento, e tentar resolver as questões que ele acomete, faz parte do processo terapêutico.
O sofrimento é um vilão implacável e a ciência tem um entrave em relação a ele, porque em seu paradigma materialista não cabem sensações sutis ou abstratas. Ele surge somente na escuridão sutil. Por esta dificuldade, por uma visão estreita aos limites da mecânica materialista, o ser humano é combalido pelos venenos que ele próprio fabrica, na ânsia que traz para alterar a química do sofrer.

Porém, não basta mudar a química do corpo se não compreendermos a química da alma. E como tratar a alma?

A química da alma é responsável por alterar a química do corpo humano, alterar sua fisiologia.
A medicação para a alma é o acolhimento, a aceitação e a transformação do sofrimento em cura. Um caminho que faz florescer a compaixão e dissolver o campo das emoções destrutivas.

Em pequenas doses de autoconsciência, podemos compreender que todo sofrimento traz, no fundo, um desejo por amor, prazer, alegria, bem-estar. Essas sensações internas que, ignorantes de nós mesmos, buscamos fora de nós. Tentamos sentir sensações agradáveis em alguém, em alguma situação ou objeto de desejo. Mas, todo o bem-estar que se baseia no outro, sempre é passageiro.

Nada que venha de fora, seja o que for, seja quem for, será capaz de prover nosso mundo interior permanentemente. Porque nada temos, mais que a nós mesmos. E precisamos aprender a conviver com a nossa própria companhia.

O sofrimento é falta de autoamor. É uma casca dura e grossa que criamos no campo emocional e mental, dos pensamentos e sentimentos disfuncionais. Uma casca que ganha vida própria, porque acreditamos em sua existência.
Pensamentos e sentimentos disfuncionais sobre a vida, sobre quem somos. Eles geram um corpo de sofrimento, desequilibrado e constituído de medo. Ficamos envoltos por uma sombra que não permite a passagem da luz que nosso ser essencial traz.

Esse corpo de sofrimento que é sutil e tão real, vai se cristalizando e se materializando.
É necessário resgatar a alegria e o prazer pela vida, desmanchar a corpo do sofrer. Ele serve como uma defesa, um escudo protetor contra novas experiências. Ele é constituído por experiências negativas do passado, que são sua matéria-prima. O corpo de sofrimento impede a liberação dos hormônios da felicidade, do bem-estar.

Ele nos fala o tempo todo sobre o que é certo ou errado, sob o prisma do passado vivido e nos dita como podemos tentar controlar o futuro. Ele produz doenças no corpo e alimenta a mente doentia.
Para tratar as doenças geradas pelo corpo de sofrimento até dissolvê-lo, é necessário escapar das armadilhas da mente e nos colocando no aqui e agora. Experimentando a vida e suas instabilidades com o entusiasmo para saborear novos momentos.

Primeiro, praticar meditação e observar o corpo do sofrer. Dissociar-se dele e acessar a luz interior que cura. Um caminho do sofrimento ao amor incondicional, do medo à compaixão, do ego ao self, do sofredor ao iluminado.
E assim, então, finalmente guiar a reconstrução de um ego saudável que serve ao espírito como roupagem transitória para suas conquistas eternas. 

Viver plenamente, ter qualidade de vida, sem se esconder nas drogas que alteram apenas a química do corpo, sem alcançarem a quimica da alma. 

Namastê!

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Sobre o Autor: Nadya Prado   
Psicoterapeuta Transpessoal Técnica Naturopata, com extensão em Psicopatologias Psicanalíticas e Psicossomática Contemporânea., estudiosa dos estados alterados da consciência e transtornos psicológicos, inclusive mediunidade transreligiosa. Atendimentos online no skype Informações e agendamento envie email para [email protected]
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