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A religião, a ilusão e a razão

por Flávio Bastos

Publicado dia 10/12/2008 em Autoconhecimento

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Religião é a crença na existência de uma energia sobre-humana criadora do universo. É a reverência às coisas sagradas que têm acompanhado o homem desde tempos imemoriais quando a adoração aos símbolos (sol, lua, etc.) e os rituais ocorriam em simbiose com a natureza ainda selvagem.

Com o passar dos séculos, a consciência humana foi evoluindo, acompanhando a evolução das civilizações mais prósperas, como a egípcia, a grega, a romana, a asteca, a maia e a inca, entre outras. No entanto, os rituais continuaram, inclusive, com sacrifício humano como forma de agradecimento por dádivas alcançadas ou por pedidos a serem atendidos.

Hoje, em pleno século XXI, ainda nos deparamos com resquícios daquela época em que negociávamos vidas humanas em troca de favores dos deuses. São seitas de caráter religioso que ainda existem, fundamentadas na crença de adoração onde o ego do líder se faz presente em todos os sentidos, e onde impera o fanatismo religioso que esconde em seus bastidores o desequilíbrio psíquico espiritual baseado no processo (auto)obsessivo e na crença irracional.



Jim Jones, o líder religioso e a sua seita, o Templo do Povo, que no séc. XX levou ao suicídio coletivo centenas de pessoas, sendo muitas delas crianças, tornou-se uma referência mundial em relação ao risco que as pessoas mais ingênuas correm quando são manipuladas por mentes e espíritos desarmonizados por processos anímicos e obsessivos. 

A fé raciocinada através do estudo teórico e do exercício prático coerente com a teoria é a forma mais simples e equilibrada de proteção das influências da ilusão que leva o indivíduo ao fanatismo religioso. Sem a razão que busca respostas às dúvidas que geralmente surgem pelo caminho, não existe fé fortalecida no exercício do raciocínio e da ação religiosa que geram a convicção (crença).

Se observarmos mais atentamente as mensagens de algumas referências religiosas como Jesus Cristo, Buda, Allan Kardec e Chico Xavier, verificaremos algo em comum que é a harmonia e a coerência baseada em valores conhecidos do homem, mas que ainda encontram-se semi-adormecidos em nossas consciências, que são a verdade, a justiça e o amor abrangente.

Esta é a balança do equilíbrio que é fortalecida na fé raciocinada, porque no âmbito religioso, tudo que "escapa" deste trinômio de valores sagrados como base para o processo de autotransformação consciente, penetra no perigoso terreno da ilusão e do fanatismo irracional.

Tudo que nos leva "de roldão" a mecanismos ilusórios, como crenças não fortalecidas pela fé raciocinada, serve como aprendizado, mas também como atraso no processo de autoconhecimento, pois desde o surgimento da raça humana neste planeta, seguimos a linha natural que orienta-nos na busca do conhecimento pelo senso do equilíbrio e da razão. É a natureza humana na sua expressão mais saudável...

Portanto, meus amigos, muito cuidado! Religião e egos desarmonizados não combinam... principalmente quando lideranças exercem influências através do imperceptível nível da sedução e da hipnose coletiva. São ambientes onde a coerência teórico-prática, a simplicidade, a harmonia e o amor no coração, geralmente não se fazem presentes.

Desconfiem de projetos megalômanos, porque no processo das realizações coletivas que visam o bem comum, existem fases a serem cumpridas. Desconfiem da "bondade aparente" quando a manifestação do ego se faz evidente, porque uma pessoa é benevolente quando ela é o que é na sua transparência, ou seja, quando despojada de máscaras que encobrem a sua verdadeira personalidade. Desconfiem de idéias ou planos mirabolantes, porque nos bastidores dessas "idéias" pode estar o "eu" tentando perpetuar-se no tempo e na história.

Em nível religioso, sabemos que as grandes realizações humanas sempre passaram por orientação ou inspiração espiritual, em que indivíduos serviram como canais para que as informações chegassem até nós. Assim foram os grandes mensageiros da espiritualidade superior, como Jesus Cristo, Buda, Allan Kardec, Chico Xavier, que transmitiram-nos mensagens coerentes e harmonizadas entre si e sem a preocupação de deixarem registrados para a posteridade os seus egos.

Ao contrário do que podemos pensar ou imaginar, a verdade tem nos mostrado que quanto mais evoluída espiritualmente for a pessoa, mais desapegada de seu "eu" ela será. Por esse motivo, prestem muita atenção naquelas pessoas que se autodenominam "mestres" ou "espíritos iluminados" a serviço de causas nobres...

Nas situações de dúvida, lembrem-se do exemplo e das palavras do pequeno-grande homem chamado Francisco Cândido Xavier, o "Chico Xavier", que quando questionado a respeito de sua grandiosa obra literária, dizia sempre a mesma coisa: "Sou apenas uma tomada entre dois mundos".

Psicanalista Clínico e Interdimensional.

flaviobastos





Texto revisado por: Cris


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Sobre o Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: [email protected]
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