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A simplicidade é o caminho

por Paulo Tavarez

Publicado dia 27/3/2020 em Autoconhecimento

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Você sabe que está diante de um sábio quando percebe que ele consegue falar de coisas profundas de uma forma simples. A simplicidade é um atributo do sábio, pois ele consegue enxergar de forma ampla e sistêmica aquilo que os outros percebem de forma curta e cartesiana. Essa visão expandida lhe dá clareza, pois enquanto alguns são afetados por problemas gigantescos, ele não, pois consegue manter-se distante, em um lugar onde os problemas são vistos em dimensões inexpressivas. É justamente isto que dá ao sábio um expressivo poder de síntese: ele enxerga o Todo e não as partes.

O sábio fala pouco, quase nada, prefere escutar, prefere observar, não gasta energia com verborragias inúteis. Ele prefere o silêncio, pois entende que só no silêncio podemos criar uma conexão com a nossa Verdadeira Natureza. Ele entende que o barulho é próprio da mente e não da Consciência. A mente é barulhenta mesmo, pois o tempo todo sofre estímulos externos. Tudo é qualificado pela mente, toda a experiência acaba sendo revestida com alguma carga afetiva emocional por ações da mente. 

O homem usa o barulho da mente para fugir de si mesmo, pois teme a própria sombra. O homem não quer enfrentar o vazio, sentir angústias ou encarar os próprios medos, nada disso, prefere fugir e, com isso, mergulha em enredos mentais. Enquanto sua mente estiver enredada, o homem viverá na ilusão, preso no mundo de Maya.

O despertar da Consciência humana depende do silêncio. Não deixa de ser curioso o fato de que precisamos do silêncio para acordar, pois o barulho nos mantém adormecidos.

A mente é movida por desejos, esse é o seu combustível, portanto, para silenciá-la teremos que aprender a renunciar. O desapego e a renúncia são instrumentos poderosos e foram prescritos por todos os iluminados que já pisaram nesse mundo. Criamos necessidades desnecessárias e passamos a vida inteira tentando atendê-las. Não há como satisfazer-se nesse mundo, sempre estaremos em busca de algo, pois a busca é apenas mais um dos mecanismos de fuga de si mesmo. Olhar para si e enfrentar as próprias mazelas é o que nos tornam sábios.

O homem não precisa preencher-se de coisas, pessoas, afeto, nada disso, precisa, pelo contrário, esvaziar-se, pois com isso esvazia a mente e ela perde poder. A mente constrói um falso eu, uma entidade que acredita que precisa inflar-se de importância, crescer, subir, como um Zaqueu desesperado em cima do sicômoro, acreditando que precisa elevar-se para iluminar-se. O homem não é um vasilhame à espera de substâncias que possam preencher o vazio de sua natureza, pois esse vazio jamais será preenchido com substâncias, mas com a própria Consciência. 

Quanto mais simples, desinteressado e desapegado for o indivíduo, mais sábio ele será.

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Sobre o Autor: Paulo Tavarez   
Conheça meu artigos: Terapeuta Holístico, Palestrante, Psicapômetra, Instrutor de Yoga, Pesquisador, escritor, nada disso me define. Eu sou o que Eu sou! Conheça mais sobre mim em: www.paulotavarez.com - Instagram: @paulo.tavarez
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