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A sua alma dirige sua vida?

por Wilson Francisco

Publicado dia 31/1/2008 em Autoconhecimento

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M. faz um relato comovente, sobre sua personalidade. Ela diz:
“O sentimento de exclusão e invisibilidade sempre foi muito forte em minha vida”.

Sobre isso, a experiência vivida por uma irmã minha foi inusitada. Ela estava numa fase difícil, mal consigo própria, com o mundo, desempregada.
Foi numa empresa que uma amiga indicara. Para o que era exigido, seu perfil profissional era o ideal.
Foi até lá, conversou no RH e nada; a resposta veio incisiva e direta: não estamos precisando. Ficou triste, avisou à amiga.
Esta insistiu: a empresa está precisando, Yvone. E tomou uma decisão de muita amizade, dizendo: Vamos lá, vou com você e foram.
Minha irmã trabalhou nesse emprego durante anos, aposentando-se. Ainda hoje ela se lembra desse fato e o mais incrível: todo o pessoal do RH garantia que ela não estivera lá no dia anterior.
Este fato nos mostra a tal invisibilidade de que fala a internauta. Será que sua alma está realmente habitando seu corpo ou você se encontra tão longe de seus desejos e projetos e do seu corpo e mundo?

“Eu era uma fraude. Representava um papel de forte, resolvida, decidida, mas emocionalmente era imatura, insegura, desesperada por carinho, atenção, ansiando por pertencer a um grupo, etc.
Então, resolvi buscar um caminho. Procurei ajuda na terapia, fui fundo em todos os meus problemas do passado. Passei a limpo toda a minha vida da mais tenra infância até a vida adulta. Não deixei pedra sobre pedra. Hoje posso dizer que as minhas atitudes atuais não são mais ditadas pelo meu passado, nem por criaturas outras”.

Que lindo, isso, não é mesmo? Mas quantas criaturas ainda não passaram a limpo a sua vida e tampouco conseguiram apagar os comandos do passado.

Dia desses, estava conversando com a G., uma cliente. Em quinze minutos ela pronunciou, pelo menos, umas oito vezes o nome da mãe, repetindo insistentemente que a mãe invade e decide que atitude ela tem que tomar. E eu repeti as palavras do Gasparetto, no seu programa na Rede TV: “desincorpora essa mãe, minha filha. Sobe, sobe mãe”. O público ri e gosta dessas atitudes do psicólogo. E é isso mesmo, há mulheres e homens que precisam desligar e impedir a manifestação da mãe, como se esta fosse um encosto.
E não é culpa da mãe, não. A responsabilidade é da filha ou filho que teimam em ficar no colinho, amedrontados, acomodados.

Desenvolvo um processo que auxilia as pessoas diante de situações como a mencionada acima. Consiste em você entender que a mãe é uma criatura divina, escolhida por Deus e por nós para nos dar a sagrada oportunidade de renascer. E realiza essa missão com abnegação e dedicação.

Agora, a mulher do nosso pai é uma pessoa como outra qualquer, com dificuldades na vida, nos relacionamentos e necessidades básicas. Como mulher, traz seus traumas, seus costumes e pode querer realizar na vida dos filhos caminhos que ela ansiava percorrer e não pode, ou então tomar decisões que ela gostaria de ter tomado, na sua juventude e não conseguiu.

Esse pode ser o momento de você distinguir a mãe da mulher. Ame sua mãe intensamente, entregue-a nas mãos de Deus e deseje para ela felicidade e paz, Agora, quanto às atitudes da mulher, estas podem e devem ser contestadas. O importante, é que você fazendo esta separação, eliminará de seu coração a culpa, o medo, porque você agirá com energia contra a mulher e continuará amando a mãe.
É difícil esse caminho? Pode ser, mas é o único que conheço para solucionar esta peleja desagradável entre filhos e mães dominadoras.

No livro “A Profecia Celestina”, há uma abordagem interessante quanto à relação pais e filhos. O autor expõe com objetividade e clareza casos em que os pais exercem um domínio tão intenso sobre os filhos que sugam suas energias, inviabilizando neles atitudes de coragem e determinação. E conheço casos de mães que algemam seus filhos em processos energéticos tão profundos ao ponto de irradiarem para o corpo deles doenças que estão em sua tessitura energética. É possível isto? Sim.

Diante de tudo isso, fica aí este apontamento, para que entendamos com exatidão porque muitas criaturas não expressam seus sentimentos, nem tampouco se manifestam pelo olhar ou por suas atitudes, dominados que estão por comandos que se interpõem em suas vidas. Será, portanto, necessário desenfaixar seu corpo e sua alma dos domínios da família e da sociedade para decidir, por sua responsabilidade e risco, caminhos, projetos e sonhos próprios, oriundos de seus desejos e necessidades.
Redescubra você e siga com determinação suas metas.

No entanto, há outras mães, que não algemam, nem amordaçam seus filhos, ao contrário, abrem as porta do mundo para que seus pequeninos possam andar pelo mundo com consciência e amor. E seguem ao lado, apoiando e sinalizando decisões e consciência, sem interferências mórbidas.

Uma cliente me contou uma atitude interessante que ela criou, na relação com sua filha. O nome da menina é L., uma criança como tantas outras que de quando em quando faz birra, diz nomes feios, não gosta de fazer lição de casa e coisa e tal. Mas há aqueles momentos em que L. transgride demais as regras, tornando-se deseducada ao extremo. Para esses momentos, a mãe criou para ela um nome fantasia: N.
E a menina sabe que N. é aquela menina intrigante...

Pois bem, ambas estão lá pela casa, quando de repente, como que “baixa” a N., encapetando as atitudes da menina e a mãe com autoridade e falando com sua alma a repreende, dizendo: N., não quero você aqui, deixe-nos em paz. A menina, como que acordando de um sono, olha para a mãe com carinho e vai ao seu encontro, como que a pedir perdão. Lá está de novo a L., a filha, com sua alma verdadeira, desimpedida e podendo se manifestar e ser ela própria, para alegria de ambas.

Nunca na minha vida vi uma experiência e um processo tão extraordinário como esse, criado por uma simples mulher, uma mãe que como tantas outras luta com as dificuldades da vida.
E a atitude brilhante dessa mãe me faz lembrar as palavras de Gustav Jung, quando diz que admira a meditação da mulher lavando louça. É isso, a singeleza, a simplicidade nas atitudes. Talvez seja isso que falte a algumas mães que poderiam se esquecer de que os filhos são seus, para entender que estão ali para entender e acompanhar as suas vidas. Sim, talvez seja esse caminho.

Mas, sinceramente, que sei eu de ser mãe? Os budistas dizem que já tivemos tantas vidas que já fomos mãe, filho, pai...

Por isso, com todo respeito e carinho, trouxe essa reflexão sobre as atitudes das mães. Quando estas mulheres escolhidas por Deus entendem e aplicam sua divina missão, os filhos encontram o caminho das pedras e podem seguir pelo mar existencial sem afundar.

Texto revisado por: Cris

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Sobre o Autor: Wilson Francisco   
Terapeuta Holístico. Desenvolve processo que faz a Leitura da Alma; Toque Quântico para dar qualidade à circulação e aos campos vibracionais; Purificação do Tronco Familiar e Cura de Antepassados para Resgatar, Atualizar e Realizar o Ser Divino que há em você. Agendar pelo WhatsApp 011 - 959224182 ou pelo email [email protected]
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