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A teimosia e o estresse



O teimoso é egoísta, com síndrome de justiceiro e ares de sabe-tudo. Porém, é limitado, não consegue enxergar mais de um caminho para qualquer questão. É apegado às suas crenças e adora empurrar a responsabilidade para o outro quando a coisa não vai bem. Por tudo isso vive em constante estado de estresse.

O teimoso é individualista e não aceita a derrota, que é sempre atribuída à incapacidade de compreensão dos outros. Esse comportamento é típico de quem faz sempre a mesma coisa, obtendo sempre o mesmo resultado insatisfatório. “Se sua única ferramenta é martelo, você tenderá a tratar tudo como se fosse prego.”

A verdade é uma coisa ampla, aberta, acolhedora. Quem a vê como uma via de mão única vai se acidentar e padecer muito sofrimento. Verdade mesmo, só aquela que cada ser humano experimenta individualmente e lhe serve sob medida; a verdade é uma experiência única, difícil de ser compartilhada. Muitos acreditam nas suas mentiras como se fossem verdadeiras e lutam para impô-las como tal.

É necessário que nos amoldemos aos novos ciclos através de nossa existência, evitando o estresse, que causa danos à saúde. Não raro insistimos em nos apegar ao passado como, por exemplo, o aluno exemplar que não se conforma em ser reprovado num teste quando se lança no mercado de trabalho e, numa tentativa desesperada, passa noites relembrando conceitos e teorias — como fazia no tempo da faculdade — em vez de tentar algo como melhorar sua comunicação interpessoal, adquirir conhecimentos práticos através de um estágio ou caprichar um pouco mais na aparência. As mesmas estratégias inadequadas, os mesmos resultados insatisfatórios.

O teimoso se apega às suas crenças como o náufrago à sua tábua de salvação. Mas crenças, em geral, estão profundamente ligadas a ilusões. Na política, na religião — e, é claro, no futebol — vê-se como a acomodação a um caminho único abre as portas para o fanatismo e a ignorância. Pura teimosia. Pura crença de que a sua verdade é única, superior à dos demais.

Em que ponto estamos da nossa caminhada? Somos velhas mulas empacadas aos 20, 30, 60 anos, defendendo a todo custo nossas crenças, certos de que elas são/representam fielmente nossos valores e nossos ideais? Somos jovens ou pessoas de meia-idade estressadas, solitárias, lutando por uma causa que já nem sabemos ao certo se nos pertence?

Abrir-se para o novo, arriscar-se, eis os desafios para quem almeja superar a teimosia. É preciso aprender a fazer escolhas e a responsabilizar-se por elas, mesmo tendo consciência de que nem sempre serão acertadas. Aprender com os erros, cercar-se de variadas fontes de informação, ampliar infinitamente seus conhecimentos, tornar-se um ser ilimitado, sem as fronteiras sufocantes do preconceito.

Acreditar. Entregar-se. Livrar-se da prisão da ignorância, da prisão de ventre, da arteriosclerose, da artrite, das rugas que vêm do franzir a testa em sinal de reprovação. Aprovar. Aprovar-se. Saber que tudo muda e admitir que mesmo aquilo que não deu certo pode ser transformado.

Texto revisado por Cris
Publicado dia 9/8/2007

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Autor: Maria Isabel de Oliveira   
Maria Isabel de Oliveira tem formação em Cosmobiologia e Naturopatia, especialização em Fitoenergética e pós-graduação em Análise Bioenergética.
E-mail: marybelterapeuta@gmail.com | Mais artigos.

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