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A verdade dói mas também cura!


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Em "A Concepção filosófica da verdade", Flavio Ramos chama a atenção sobre o que Marilena Chauí denominou de "atitude filosófica", ou seja, a não aceitação de certezas e crenças estabelecidas, isto porque seria papel da Filosofia buscar a verdade.

No entanto, a grande questão é: será possível atingir a verdade em uma sociedade globalizada, dominada por uma grande quantidade de informações, muitas das quais servem de interesses ao sistema capitalista?

Neste sentido, a busca pela verdade passa necessariamente pelo combate contra o dogmatismo, a crença de que o mundo é tal como observado e percebido inicialmente, sem possibilidade de contestação, pois a atitude dogmática é conservadora, evita novidade e modificações, enraizando-se em crenças e opiniões, o que conduz, muitas vezes, ao fanatismo.

O Sofrimento
O sofrimento, em geral, bem como o específico, como o sofrimento emocional ou a dor crônica, é uma função de desequilíbrios no funcionamento físico, mental, emocional e/ou espiritual, porque tudo que afeta a mente ou o corpo irá inevitavelmente afetar a outra parte, independentemente de qual lado é originado. Desequilíbrios no pensamento podem criar desequilíbrios no funcionamento físico, emocional e espiritual. A recuperação do sofrimento gira em torno de progressivamente e continuamente restabelecer o equilíbrio nessas áreas.
O sofrimento é tanto uma causa como um efeito dos pensamentos catastróficos e emoções perturbadoras associadas ao sentimento de dor emocional: ansiedade, irritabilidade, raiva, medo, depressão, frustração, culpa, vergonha, solidão, desespero, decepção, desesperança. O pensamento negativo só contribui para analisarmos as situações difíceis, ainda pior. Muitas pessoas, inclusive aquelas que não estão afetadas cronicamente pela dor emocional, prejudicam-se quando continuamente ficam repetindo nas suas mentes os aspectos negativos daquilo que provoca dor. Os nossos pensamentos negativos têm a capacidade de nos fazer infelizes, podendo ser especialmente traiçoeiros, alimentando-se de um padrão mental negativo que promove profecias autorrealizáveis e autodestrutivas.

Em "A dor que mais dói", Kattlyn Pereira, revela com muita sensibilidade e lucidez, o mecanismo dor-sofrimento. É o que veremos a seguir.

"Tem uma dor que é a que mais dói. A dor das coisas mortas. A dor final. Uma dor em estado bruto, que não se mistura a nenhum outro sentimento. Ela é simplesmente dor. Não há ansiedade, nem culpa, nem medo. Uma suspensão de pensamentos e elaborações. Apenas o fim, que não nos dá direito de resposta. Pedaço arrancado às brutas. Que nos deixa engasgados. E o que resta é nada mais que a missão de enterrar, de esquecer. De jogar a terra, dar as costas e seguir adiante.

Essa dor expõe o maior de todos os vazios, a maior de todas as nossas fragilidades. Nossa impotência diante do que é fatal. Diante dos vários fins que a vida vai dando ao que amamos, seja lá o que amamos. Dói quando nossos afetos morrem. Quando as amizades terminam. Dói quando relacionamentos acabam. Dói a morte de nossas paixões, mesmo aquelas que a gente sabia que não teriam vida longa. Dói o fim de nossos ciclos de término tão previsíveis. Dói quando acaba o colegial, depois a faculdade, e os amigos se vão. Dói quando é preciso deixar uma casa, uma cidade, um país. Quando fazemos as malas e mudamos de direção, a vida que a gente tinha acabou de morrer.

A vida vai pontuando o fim de cada uma dessas coisas com o seu dedo de foice. Não dá para conter o curso dos acontecimentos. Viver é estar constantemente de cara com a morte. E o impasse nos é dado a cada perda: como enterrar aquilo que não queremos deixar para trás? A dor que dói mais talvez seja essa, na verdade. A dor de deixar morrer. De enterrar dentro da gente aquilo que já nos foi tirado. Jogar a última pá de terra, virar as costas e seguir em frente.

É preciso não se sentir culpado por aceitar a morte. Por ainda estar vivo e ter a possibilidade de ser feliz. É preciso perdoar a vida, e até mesmo perdoar o que partiu, pelo abandono não intencional. É preciso aceitar e entender que o tempo fará seu trabalho de restauração, e que isso não significa uma ingratidão com o que se foi. Não é uma crueldade enterrar os mortos. Cruel é seguir carregando-os vida afora".

Espiritualidade e Cura
O pesquisador e médico Francisco Habermann, afirma que o conceito de espiritualidade está ligado ao conhecimento da alma humana. "A espiritualidade independe qualquer formalidade e ultrapassa o de religião", complementa. A ligação entre a espiritualidade e saúde é conhecida desde o início das culturas mais antigas. Mas desde que a ciência começou a provar as origens das doenças "físicas", foi feita a divisão: religião cuida do espírito e ciência do corpo. "Agora se sabe que além do corpo também temos o lado espiritual, e podemos unir ambos e chegarmos à espiritualização da medicina. Assim podemos fazer melhores diagnósticos e aprimorar os processos de cura", diz o especialista Niura.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a espiritualidade como um fator que não deve ser desprezado, porque pode gerar equilíbrio e declara que, quando ela é bem empregada, o resultado observado é um reflexo positivo na saúde psíquica, social e biológica, tal como o bem-estar do indivíduo. E foi comprovado cientificamente que pessoas espiritualizadas podem diminuir o risco de alguns tipos de doenças como as cardiovasculares, o diabetes, acidentes vasculares cerebrais (AVC), infartos e insuficiência renal. Além de amenizar os sintomas de doenças crônicas como AIDS e câncer.

Ao adquirir o autoconhecimento e a aceitação proporcionados pela fé, o indivíduo consegue mudar seus hábitos, como melhorar a alimentação, praticar atividade física, ter um sono reparador e manter o equilíbrio nos pensamentos e atitudes. A espiritualidade também ajuda a combater a depressão, já que atenua os sentimentos de amargura, raiva, estresse e mesmo ressentimentos. "A fé atua em diversas áreas cerebrais, principalmente no sistema límbico, que é responsável pelas emoções. Ele ainda reforça o sistema imunológico prevenindo diversas doenças", afirma Ricardo Monezzi, pesquisador e psicobiólogo do Instituto Comportamental da Universidade federal de São Paulo. Ele explica que os indivíduos espiritualizados, independentemente da religião, demonstram ser menos violentos, pois pensam no próximo, são altruístas e muitas vezes demonstram ser mais solidários. Além disso, pessoas espiritualizadas cometem menos suicídio, ficam menos tempo internadas nos hospitais e geralmente têm mais qualidade de vida. "Elas acreditam que a vida tem um objetivo e aceitam as adversidades com mais clareza e não se sentem desamparadas nos momentos difíceis", relata o pesquisador Monezzi.

COMENTÁRIO
Este artigo, na verdade, é um estímulo para que busquemos, pela via do autoconhecimento, as verdades ocultas em cada um de nós. Verdades que são únicas e intransferíveis, e que revelam as causas de nossas dores do corpo e da alma.
São muitas as vidas do espírito imortal encarnado. Portanto, são inúmeras as experiências que deixam marcas geradoras de desequilíbrios psíquico-espirituais com desdobramentos no emocional. Este padrão emocional-comportamental é o que herdamos de vidas anteriores, onde a cura, à medida que trilhamos o caminho da autodescoberta, torna-se uma possibilidade real e verdadeira.

Processo que, inevitavelmente, passa pela cura dos sentimentos e emoções mais negativas, ou pelo exercício da harmonia através do perdão, da tolerância, da compaixão, na relação com o outrem e na aceitação da realidade interdimensional que envolve e orienta a nossa existência.

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Conteúdo desenvolvido por: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), Psicoterapia Reencarnacionista e Terapia de Regressão, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose, e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
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