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A vida pede passagem!

por Flávio Bastos

Publicado dia 18/1/2008 em Autoconhecimento

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O medo é descrito como um sentimento, um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa. E ocorre, geralmente, pelo fato de sentirmos a ameaça tanto física como psicologicamente. Pavor é a ênfase do medo que pode provocar reações físicas como descarga de adrenalina, aceleração cardíaca e tremor. No pânico e nas depressões o medo pode provocar atenção exagerada a tudo o que ocorre ao redor.

Sob o aspecto coletivo o medo é um sentimento atávico que acompanha o homem desde os seus primórdios quando ele lidava em ambiente hostil para sobreviver. Sob o aspecto individual, perdido no labirinto do tempo, o medo é uma energia originada por experiências dolorosas que provocam traumas psíquicos e níveis de sofrimento que podem levar o indivíduo ao bloqueio de seus sentimentos e emoções, e ao subdesenvolvimento de suas potencialidades internas que lhe são peculiares.

A síndrome do pânico talvez reúna em seu significado mais profundo o que entendemos através da ótica da Psicanálise Interdimensional como sendo a "essência do medo", pois os seus sintomas associados ao pavor caracterizam-na como a associação de todos os medos do ser humano em uma única frase: medo da morte.

E foi com o sentimento do medo da morte que Lauro revivenciou, na regressão, episódios que marcaram a sua infância. Numa impressionante ordem cronológica que seria impossível sem a técnica regressiva, Lauro reproduziu com detalhes fatos que seu inconsciente registrara a partir do útero materno, quando sentiu-se sufocado no momento do parto. Aos dois anos de idade, quando tinha medo de altura e de lugares fechados. Aos três anos, ao perder o seu querido avô, quando começou a ter medo de dormir no escuro. Aos quatro anos, quando perdeu a avó e sentiu-se desorientado. Aos cinco anos, quando acompanhava as frequentes brigas de seus pais, e aos sete anos, quando eles se separaram pela primeira vez e Lauro, atormentado por sentimentos de culpa e abandono, foi viver com uma tia. Tudo isso serviu como um "coquetel" de repercussões danosas para o seu psiquismo, resultando na formação patológica da síndrome do pânico.

Como consequência do surgimento do "estigma da síndrome", associado a um tratamento à base de medicamentos que provocam efeitos colaterais, Lauro tornara-se simbolicamente um "homem-metade", pois sentia-se limitado e sem confiança para executar projetos de vida. A vida significava um pesado fardo onde não conseguia visualizar perspectivas de saída que lhe proporcionassem segurança psicológica para o enfrentamento de desafios que visassem crescimento pessoal e profissional.

O medo de viver estava ganhando a vida de Lauro. Precisávamos transformar um quadro clínico de perspectivas sinistras e caóticas e afastar a influência do passado que insistia em permanecer fustigando o seu inconsciente. Foi quando resolvi trabalhar numa sessão de Psicoterapia Interdimensional, um texto de Chico Xavier que uso em situações especiais e que tenho obtido significativo resultado em termos de retorno elaborativo por parte do paciente. Batizei-o de "homem-metade" justamente pelo significado de seu precioso conteúdo que informa-nos o seguinte: "A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos. A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro. A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos. Tudo bem. O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum, é amar mais ou menos, é sonhar mais ou menos, é ser amigo mais ou menos, é namorar mais ou menos, é ter fé mais ou menos. Se não a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos".

A vida pede passagem e ninguém alcança a felicidade possível sendo uma pessoa incompleta. Portanto, deixar de ser uma pessoa "mais ou menos" e tornar-se uma pessoa por inteiro é o grande desafio do processo de auto-conscientização que Lauro experiencia no momento, o que vem a ser um primeiro e importante passo no processo de transformação da paralizante energia do medo para a edificante e curativa energia do amor e do autoconhecimento.

Observação: o verdadeiro nome da pessoa foi preservado.

Psicanalista Clínico e Interdimensional.
flaviobastos

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: [email protected]
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