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Aceitação e desapego em tempos de pandemia


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Uma coisa que tenho notado esses dias, de quarentena, quase pós quarentena – a volta constante do que ainda não foi – é como as máscaras, de modo geral, caíram. De fato, situações de emergência têm esse poder: fazem com que o melhor – e por vezes o pior – das pessoas venha à tona. Não tem jeito de não ter sido afetado, e isso vira uma bola de neve.

Casamentos desfeitos, amizades que não serão mais a mesma coisa. Empregos perdidos ou indelevelmente prejudicados. Mudanças forçadas pelas circunstâncias. Reuniões que não aconteceram, e que não precisarão mais acontecer. Menor preocupação com bobagens como estrias e celulites e muito, muito crescimento interior.

Mas isso foi para todo mundo? Claro que não. Algumas pessoas simplesmente se apegaram aquele momento, aquele – no nosso caso – 12 de março, início da quarentena no Brasil. Aquele dia 11, o último dia de uma suposta normalidade, e não saíram de lá.

Por que isso acontece? Resistência, num primeiro momento. Resistência ao tamanho do O, ao tamanho da coisa toda. A uma grande ameaça que deixou todos, a priori, impotentes. Não existe vacina, nem mesmo um tratamento que seja eficazmente definitivo e não, não se pode fazer nada. A perda iminente de controle gera indivíduos que simplesmente se apegam ao status quo. As coisas são assim, continuarão assim, eles que lutem.

Enquanto outros surtavam, algumas pessoas não deixaram. Não deixaram de fazer as coisas, sem máscara. Não deixaram de achar que suas crenças, valores, ideologias, não precisavam ser mexidas ou modificadas. Mas e aí, o que acontece com isso?

Hora, em um mundo em mudanças, gera sofrimento. Gera problemas graves de adaptação, relacionamentos, frustrações, e tudo mais o que gera o apego ao passado, a resistência à mudança. Algumas dessas pessoas resistentes o fizeram por um tempo, algumas estão até hoje e, se perguntarem a elas, daqui há vinte anos o que aconteceu, provavelmente falarão: nada demais.

Mas isso as afasta do todo, do seu universo. As isola no medo e na falta de empatia com as pessoas que foram emocionalmente mais afetadas. Ah, frescura, pessoas fracas surtam, eu não, eu sou forte! Essa é a ilusão.

Assim, as outras pessoas continuam no processo do desapego. Desapegando das velhas fórmulas, das velhas crenças e precisando se desapegar, elas, dos apegados. Se duas ou mais pessoas não caminham juntas na evolução é impossível que permaneçam juntas. Não tem como. Vi casais, e não foram poucos, se separarem por isso. Um limpava as compras antes de entrar em casa e o outro achava “besteira”. Vi filhos saírem de casa, colegas de quarto se desentenderem. Ou seja, um corte seco, brusco e preciso, a separação do joio do trigo.

Os apegados seguirão apegados e em sofrimento. Os que entenderam o recado ainda sofrem, mas começam a ver a luz no fim do túnel. A dor é inevitável, o sofrimento é opcional.  E se, no processo, você também “perdeu” pessoas, não sofra. Saiba que elas, nem ninguém, nunca foram suas. O tempo vai se encarregar de curar as feridas e de colocar pessoas mais afim no lugar. A mudança veio para todos, mas o sol também. Aguarde!
Texto Revisado

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Conteúdo desenvolvido por: Andrea Pavlo   
Psicoterapeuta, taróloga e numeróloga, comecei minhas explorações sobre espiritualidade e autoconhecimento aos 11 anos. Estudei psicologia, publicidade, artes, coaching e várias outras áreas que passam pelo desenvolvimento humano, usando várias técnicas para ajudar as mulheres a se amarem e alcançarem uma vida de deusa.
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