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Acidentes: É Deus Arbitrário?

por Xenon M Gilg

Publicado dia 29/3/2008 em Autoconhecimento

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Os sobreviventes de acidentes costumam, em geral, atribuir sua sorte a um milagre proporcionado por Deus em contrapartida à sua fé ou zelo humanitário e religioso. Tenho minhas dúvidas, não em relação à providência divina, pois acredito que há uma força sempre disponível para que possamos a ela recorrer. Entretanto, a acreditar-se na primeira proposta, segue-se que aqueles que não sobreviveram não são filhos de Deus, ou seu nível de merecimento é menor do que o do sobrevivente, podendo dar lugar à temível arrogância do ego.

A teoria desses sobreviventes não se sustenta, visto que muitas vezes vemos crianças inocentes que não sobrevivem a acidentes e vemos também verdadeiros marginais saindo ilesos de acidentes de igual gravidade. Vemos também a ocorrência de acidentes graves e fatais alcançar indivíduos e grupos religiosos que se dirigiam justamente a seus cultos ou excursões de natureza piedosa.

Além disso temos que Deus é amor infinito, perfeição infinita e não pode ver o mal, por isso tudo o que Ele vê tem que ser bom. Logo, deduz-se que Deus (Deus-Pai/Mãe, pois atribuir sexo a Deus é outra grande bobagem) jamais poderia escolher quem deve morrer desse jeito tão dramático.

Se você tivesse dois filhos, um “da pá virada” e revolucionário, outro bonzinho, conformista e adaptado, a qual dos dois você permitiria ser esmagado sob as rodas de uma carreta? Nenhum, não é? Pois saiba que você não é melhor do que Deus, portanto, Ele (qualquer que seja sua concepção da divindade) também não iria fazer uma coisa dessas.

Como sabem muitos, sou defensor do Mentalismo, do princípio hermético onde o todo é mental e que tudo está na mente. Defendo que a mente atrai o que lhe predomina e os pensamentos expressam seu conteúdo, sendo que o conteúdo da mente infantil e dos dependentes em geral tem a ver com o pensamento – consciente ou inconsciente - daqueles que os orientam.

Sempre que temos fé, nossa mente é privilegiada por sua convicção voltada para o bem, desde que não anulada por pensamentos sub-reptícios contrários a isso. Da mesma forma, quando somos caridosos nossa mente é privilegiada pelo conteúdo atrativo do bem, desde que, repito, não anulados por seu contrário.

Digo isso, o contrário, porque às vezes temos fé religiosa, temos bom coração, ajudamos, etc, mas no fundo acreditamos não merecer esse mesmo bem, assim, inconscientemente, boicotamos aquilo de bom que nos é endereçado como fruto das nossas boas práticas e atitudes.

Para ilustrar, alguns trechos sagrados da Tradição Judaico-Cristã:

Malaquias 2:
10 "Não temos nós todos um mesmo Pai? Não nos criou um mesmo Deus?"

Atos dos Apóstolos 10:
34 "Então Pedro, tomando a palavra, disse: Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas."

E o Apóstolo São Paulo, mostrando que perante Deus não há diferença entre judeus e gentios, explica que a diferença está no interior de cada indivíduo, no conteúdo de seus pensamentos:

Romanos 2:
10 "Glória, porém, e honra e paz a todo aquele que pratica o bem, primeiramente ao judeu, e também ao grego;
11 pois para com Deus não há acepção de pessoas.
12 Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados.
13 Pois não são justos diante de Deus os que só ouvem a lei; mas serão justificados os que praticam a lei
14 (porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem por natureza as coisas da lei, eles, embora não tendo lei, para si mesmos são lei,
15 pois mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os)."

Muito obrigado.

Xenon – o Mentalista
www.mentalismo.net

Texto revisado por Cris

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