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Além do Despertar Além do Despertar

por Rodrigo Durante


Deixa eu ver se entendi bem, você sente que já viu e já fez de tudo, trata-se constantemente e não percebe o quanto sua vida já mudou? Será que você não está recriando dificuldades que sua alma não precisa mais passar? Por que você está escolhendo isso?

É muito comum aos que estão buscando a ascensão da consciência se depararem com questionamentos deste tipo. Chega um momento em que já passamos por inúmeras curas e transformações interiores, porém externamente tudo parece a mesma coisa. Mesmo nos sentindo mais leves e em paz, as dificuldades e limitações continuam as mesmas.

Isto pode ocorrer devido principalmente a dois fatores. O primeiro são as antigas expectativas e metas que mantemos como o foco, o motivo ou mesmo como o prêmio para todo esforço que fazemos no caminho de nossa transformação. Buscamos a ascensão apenas para conseguir finalmente termos e vivemos tudo aquilo que imaginávamos que era o objetivo da nossa vida, o que representaria o sucesso e a recompensa por uma vida bem vivida ou o propósito de estar encarnado no plano material. Mantemos estes sonhos como estímulo para nosso dia-a-dia, não abrindo mão deles e despendendo de quantidades enormes de energia na busca por esta realização. Isto não só nos prende na dependência ilusória por algo externo para estarmos bem como gera constantes oscilações em nosso estado vibratório devido às frustrações e ansiedades que nos tira da plenitude do momento presente.

O segundo fator principal é que tudo nesta nova frequência ainda parece novo para nós. Nossa mente com suas matrizes ainda é muito atuante no nosso modo de funcionamento na vida e ainda não compreendeu como funcionar melhor, permitindo ao invés de controlar, aceitando ao invés de bloquear e, finalmente, se alinhando ao invés de se esforçar. Para tanto, é preciso compreender algo sobre como operamos em nossa realidade, como criamos, atraímos ou manifestamos nossa vida e, principalmente, como lidamos com ela.

As emoções definem o ambiente onde construímos nossa identidade, são os ingredientes da nossa personalidade. Elas agem como os nutrientes, o adubo onde plantamos e colhemos todas as experiências de nossas vidas. É o nosso ambiente emocional que determina o que é possível e o que não é possível em nossa vida, que tipo de experiências e manifestações estão disponíveis para nós.

Assim, tudo o que pensamos, desejamos e imaginamos é diretamente influenciado, senão determinado, pelo teor e equilíbrio no nosso ambiente emocional. A “dosagem” e balanceamento emocional de cada um é o que nos diferencia, atribuindo a cada indivíduo características únicas e especiais. Esta diferença é a nossa beleza, é o que faz cada um ser bonito à sua própria maneira. Somos como flores, uma diferente da outra, formando um lindo jardim.

Quando o solo está árido e ácido, por exemplo, a vegetação que brota espontaneamente tem aparência mais austera, com folhas pontiagudas, às vezes espinhos. Em um solo bem hidratado, neutro ou mais alcalino, as plantas são mais arredondadas, harmoniosas e delicadas, além de mais abundantes.

O mesmo acontece conosco através do ambiente emocional que cultivamos. Medo, raivas, tristezas, culpa, vergonha, ressentimentos, esperanças mórbidas etc. são propícios para criações mentais limitantes, pontos de vista e julgamentos inferiorizantes e, consequentemente, tudo o que ocorre conosco nos faz perpetuar nestas frequências de perdas, dificuldades, frustrações, insegurança, ansiedade, preocupações, tédio, desamparo, desespero etc.

Por outro lado, se cuidamos do nosso ambiente emocional cultivando emoções como o amor próprio, a aceitação, a autoconfiança, a alegria etc., nossas criações mentais serão neste nível, assim como as manifestações e experiências que teremos em nossa vida.

Assim, da mesma forma que cuidamos do solo para que nossas sementes cresçam e frutifiquem como esperamos, é preciso darmos atenção constante ao nosso ambiente emocional. A passagem de um estado de total ignorância deste ambiente emocional de modo que apenas reagimos aos fatos da vida sonhando com algo melhor para um estado de total consciência de nós mesmos, de nossa natureza Divina e de nossa capacidade de escolha é o que chamo de Despertar.

O despertar pode ter várias interpretações. O ateu que teve uma experiência que atribuiu a Deus chama isso de despertar, assim como o cético que virou cristão, o católico que virou espírita, o fracassado que passou a acreditar em si e fazer sucesso, o deprimido que aprendeu a se amar, o acomodado que resolveu mudar de vida etc. Tudo é exemplo de algum tipo de despertar. No meu caso, relaciono o Despertar com a mudança de nível de consciência onde passamos a perceber quem está verdadeiramente no comando de nossas vidas e o que está por trás dos acontecimentos, quando nos desprendemos de todos os sistemas de crença e passamos a funcionar na vida de modo mais amoroso, pacífico, livre e em perfeita aceitação do momento presente, cientes de nosso papel e relação com tudo o que há. Assim como nos exemplos anteriores, isto é perfeitamente possível, além de essencial para sairmos do vitimismo e assumirmos quem verdadeiramente somos, livres das ilusões, programações, aparências e obrigações cujas origens já se perderam de vista.

Quando ainda estamos identificados com o personagem que acreditamos que somos, as situações e acontecimentos da vida estão sempre exigindo algo de nós, nos desequilibrando, alimentando reações que fazem parecer que a vida é uma sucessão infinita de desafios, lutas e dificuldades, onde precisamos sempre superar a concorrência, conquistarmos algo ou alguém para sermos felizes e nos darmos bem. Sempre há algo que não temos ou não somos que dificulta as coisas, sempre há algo que precisamos para melhorar tudo, com muitas expectativas nossas e dos outros para corresponder.

Quando Despertamos para quem verdadeiramente somos, estes valores mudam completamente. Um senso de paz eterna começa a surgir enquanto compreendemos que não importa mais o mundo lá fora, é nossa consciência e como lidamos com tudo que conta. Dependendo das circunstâncias deste Despertar e do propósito de nossa alma, passamos ainda algum tempo lidando com antigas energias que cultivamos e com colheitas do que previamente plantamos e, assim, as situações que a vida nos traz podem ainda “cutucar” em alguma ferida escondida ou drama antigo que traz à tona toda a energia de nossos aspectos de personalidade que ainda não se elevaram. A sensação é de termos descido ao nosso inferno pessoal, onde todas as dificuldades, inseguranças, ressentimentos e limitações de outrora mostram-se ainda vivos e participantes de nossa realidade atual. A diferença, neste caso, é que agora sabemos que não estamos presos naquela situação, que não somos vítimas de nada nem de ninguém, que não adianta mais acusar os outros, nossa história, Deus e a vida pelos nossos infortúnios e, principalmente, sabemos que toda esta densidade que nos envolveu não vem de nenhuma pessoa, situação ou lugar senão do nosso próprio universo interior. Isto nada mais é do que um aspecto da nossa antiga personalidade se apresentando para ser reconhecido, amado, curado e integrado em nosso ser.

É assim que nos unificamos, nos tornamos “unos” com todas as partes do nosso ser. Os antigos aspectos quando percebidos e aceitos com compaixão são aos poucos dissolvidos e suas realidades tornam-se luz. Os vazios dos espaços que eles ocupavam são preenchidos com amor, consciência, energia, essência e informação de nossa própria Divindade, a Fonte Espiritual do universo de cada um.

Por isso o cultivo do nosso ambiente emocional é tão importante, pois cada aspecto de nossa personalidade foi criado à partir de um ambiente diferente. Na prática, estes aspectos representam diferentes desejos, expectativas, sonhos e as diversas maneiras que lidamos com as diferentes situações e acontecimentos de nossa vida. São diferentes “Eus”, cada um com seus pontos de vista sobre si, a vida e os outros no que diz respeito ao assunto para o qual foram criados e programados para lidar. São entidades que nós mesmos criamos, programamos, alimentamos e que habitarão dentro de nós até as reconhecermos como o que verdadeiramente são, nada mais que um conjunto de ideias profundamente enraizadas dotadas de alguma energia e autoridade em nossas vidas que foi concedida por nós mesmos.

É importante percebermos quando estamos agindo à partir de um aspecto de personalidade ou quando estamos centrados em nosso ser. O aspecto é sempre limitado, não vê alternativas diferentes para solucionar seus desafios, possui pontos de vista fixos sobre tudo, vive em um universo rígido e com escassez de possibilidades, compara-se e tira suas informações sempre de fora e tem muita dificuldade em olhar para dentro, é reativo ao invés de criativo e tem muita dificuldade e pouca vontade de mudar. O aspecto sempre diz “eu sou assim, a vida é assim, tenho que fazer isso para conseguir aquilo etc”, ou seja, é cheio de estruturas, opiniões, julgamentos, pontos de vista, programações e conclusões.

Já quando estamos centrados em nosso coração, que é o centro da consciência de nossa alma, sabemos que todo rótulo e rigidez não passam de simples ideias em nossa cabeça. Passamos a maior parte do tempo em um estado de “contemplação ativa”, observando a nós mesmos enquanto experienciamos o momento presente da maneira que ele se desenrola, sem necessidade de controlar, comparar ou expectativas quanto ao que “deveria ser”. É pura aceitação e escolha. Sabemos que o amanhã não existe, que tudo o que existe é o aqui e agora. O próximo momento é o mistério, o infinito, um universo de possibilidades.

Nas situações onde ocorrem estes encontros com nós mesmos, a sensação de um ser Desperto quando depara-se com um antigo aspecto de personalidade é a de estar sendo envolvido espiritualmente por um poderoso obsessor, uma força que tem todas as ligações com nossos corpos inferiores e mecanismos sensoriais, buscando controlar o centro do nosso livre arbítrio e agir em nosso lugar, atraindo nossa consciência para o nível de onde ele opera. Nossa paz é abalada e nossa clareza e discernimento vai aos poucos se limitando aos do aspecto, restringindo nosso universo a um nível mínimo de possibilidades, que é o que o aspecto vê.

Quem ainda está inconsciente de si não faz nem ideia das forças que o controlam, envolvido que está em seus problemas, metas e filosofias de vida. Mas para o ser Desperto, apenas o coração é real e a única verdade é a de sua própria alma. No coração, sabemos que somos os únicos criadores de nossa própria vida e que a criamos à cada momento, conscientes das infinitas possibilidades e escolhendo, ao invés de reagindo, como preferimos nos sentir e lidar com cada situação que a vida nos traz.

Diferente dos aspectos, o desapego do Desperto aumenta na medida em que se torna independente das circunstâncias externas para estar bem. A alma como o centro da nossa atenção é o oposto do materialismo explícito ou disfarçado onde os aspectos de personalidade prevalecem. Quando Despertos, percebemos na prática que é equilibrando o interno que o externo se resolve, que não temos controle nenhum sobre a vida, mas apenas sobre nós mesmos. Nós somos a Fonte, o Divino Criador do nosso universo. Não é o governo, a religião, o emprego, o dinheiro, a aparência, o intelecto, a família ou o chefe. E quanto mais profundamente compreendermos isso, mais rápido e fácil este Despertar será.

Se desejamos uma vida plena e bem aproveitada, devemos estar presentes e conscientes para viver o aqui e agora em total aceitação e entrega, sem preocupações com a opinião alheia, sem expectativas e comparações, buscando as respostas e direcionamento em nosso próprio coração. Se desejamos um futuro com mais facilidades, riquezas, liberdade, segurança e alegrias, devemos encontrar isso neste exato momento seja qual for a situação e as condições que experienciamos agora. Fazemos isso através de nossas escolhas e a primeira delas é como encarar e viver cada situação. Nada na vida e 100% negativo, sempre há algo bom a perceber, aprender e agradecer.

Nossos aspectos, dentro de seu universo limitado, sempre acreditam que sabem qual é a melhor solução para tudo, seja o emprego perfeito, o relacionamento perfeito, a casa perfeita, a conta bancária perfeita, o corpo perfeito etc. Porém para nossa alma as soluções são um pouco diferentes. A liberdade que a personalidade busca que é ter ou fazer o que bem entender, para a alma é poder escolher à cada momento como prefere vivê-lo, mas sem necessidade de mudar ou controlar nada. A riqueza, por sua vez, não é possuir muito dinheiro ou bens materiais, mas reconhecer que temos o que precisamos para vivermos este exato momento em sua plenitude e sermos gratos por isso, além de reconhecermos a bênção que é a vida e toda a generosidade do universo. A segurança não é nos precavermos com controles e garantias de que nada saia diferente do planejado, mas saber que somos a Fonte de tudo e que tudo o que enfrentamos é apenas um reflexo de nós mesmos. A autoestima não é cuidar da aparência buscando o corpo perfeito e vestindo-se na moda, mas amar-se e aceitar-se incondicionalmente do jeito que se é. A alegria não é uma reação a uma expectativa correspondida ou um desejo realizado, mas a vibração do próprio ser, da própria existência em um corpo, percebida quando há total entrega ao momento presente. Estes são os alinhamentos internos que transformam o mundo externo.

Olhar para si então é um hábito que deve ser cultivado com urgência e determinação. É o que separa aqueles que são espiritualmente maduros e com verdadeira capacidade de usar seu livre arbítrio daqueles que passarão suas encarnações dependendo das circunstâncias para estarem bem, reagindo ao invés de escolher, submetendo-se ao mundo dos outros ao invés de criar o seu, desejando inconsciência, milagres ou fórmulas mágicas para resolverem suas vidas, buscando religiões, sistemas de crença e grupos de pessoas afins para sentirem-se plenos, certos e aceitos, confinados ao limitado e tenebroso universo que suas mentes mal adubadas é capaz de conceber.

Perceba-se. Vá mais fundo. O que você está sentindo? Aprenda a lidar com suas emoções. Não tenha medo, nada é vergonhoso, culposo ou tão assustador assim. Em uma dosagem ou outra, os ingredientes são os mesmos, todos temos as mesmas emoções para lidar e aprendizados para passar. Esconder algo de si com fugas, remédios, vícios ou dizendo que você está assim por causa de alguma história, circunstância ou alguém não é uma atitude madura a tomar. Se você quer mudar sua vida e ser verdadeiramente livre, é necessário superar este aprisionamento inicial e escolher uma maneira melhor de lidar consigo, algo que te aproxime mais e mais de como você prefere se sentir.

Lembre-se de que cada um é a Fonte de tudo o que ocorre em sua própria vida, o centro de seu universo, o personagem principal da história que escolhemos viver. Os outros são apenas coadjuvantes que nos mostram como estamos vibrando à cada momento. Não existe apenas um caminho certo. Para a alma, não há regras ou obrigações. Cada um é o que é, cada um tem sua própria verdade.

O lugar é aqui, o momento é agora. O que você precisa acreditar para estar bem? Escolha!

Namastê.

Rodrigo Durante.

Na Nova Terra...

Nos dedicamos a ajudar as pessoas a transformarem suas vidas e expandirem suas consciências em equilíbrio, com técnicas de alinhamento espiritual e energético. Auxiliamos aqueles que pretendem viver segundo os princípios ascensionados da quinta e sétima dimensão, libertando-se das limitações e dificuldades da terceira e quarta dimensão. Todo conhecimento e sabedoria que adquirimos comprovamos em nossa própria vida e passamos adiante para que todos se beneficiem. Convido todos a lerem meu site, é http://www.nanovaterra.com.br.

Sou facilitador do workshop de Meditação Transformadora, Alta Magia, Terapia Multidimensional e do workshop de Access Bars; idealizador, co-criador e facilitador do workshop de Cura Espiritual através dos Elohin da Criação. Praticante de TRF – Transmissão de Retorno à Fonte, Alta Magia, Reiki, Cura Eletrônica, Florais de Saint Germain, Terapia Multidimensional, Barras de Access e Cura Espiritual. Autor do livro “Vivendo o Despertar: da inconsciência e limitação para a plenitude do ser”. Tenho diversos artigos sobre consciência e autoconhecimento publicados no Brasil e no exterior. Atendo frequentemente clientes de todo o Brasil e de outros países como Austrália, Inglaterra, Portugal, Suíça, Alemanha, Nova Zelândia, Estados Unidos, Guatemala, Costa Rica, Chile e Japão. Estou sempre à disposição para atendê-los!

Para esclarecer dúvidas e marcar cursos e atendimentos, por favor entre em contato pelo paz@nanovaterra.com.br.

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Publicado em 31/07/2018

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