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Almas Companheiras - Cap. IV

por Tatiana Michejevs

Publicado dia 31/1/2008 em Autoconhecimento

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Texto IV – recebido em 16/10/2006

Foi com grande emoção que me fiz presente naquela grande assembléia de Mestres tão amados, queridos e respeitados. Trazia dentro de mim uma tristeza imensa, pois via que tudo pelo que lutei, trabalhei arduamente, juntamente com vários companheiros de jornada, estava naquele momento prestes a ser extinto para sempre dos arquivos da vida celestial. E para onde, por Deus, seriam remetidos esses irmãos? Que destino cruel os aguardaria para que pudessem se purificar de seus processos kármicos, agora já tão incrustados em seus campos vibracionais, que chegava até a transformá-los perdendo, assim, suas belezas primordiais? Como ficar impassível diante daquela situação calamitosa?

Acreditem, irmãos, naquele momento senti-me totalmente impotente. Que fazer para justificar um pedido de clemência para aqueles mesmos que não tiveram, nem demonstraram em momento algum de suas vidas tão deterioradas por sentimentos vis, clemência por nenhum daqueles seres, ainda crianças espirituais?

As imagens se sucediam uma após outra no telão mental da grande sala. Cenas de um selvageria sem limites, atrocidades vis, contra os homens, filhos da Terra, como contra o próprio planeta que estava sendo sucateado, destroçado por interesses indignos de seres semi-animais que pela prepotência, pelo orgulho e cobiça tornaram-se deuses, usando para tanto a força mental para subjugar e escravizar pequenos seres indefesos!

Esta casa do Pai, onde deveria coexistir a paz, a harmonia, a concórdia e o amor, estava agora sob o jugo da Casa Negra, a casa das trevas e pouco ou quase nada restava daquele amor, daquela paz e harmonia que ali havíamos semeado com tanto amor. Nada ou quase nada podia eu fazer naquele momento crucial, a não ser rogar ao Pai compaixão. Pedi, então, que lhes fosse dada uma nova chance de reconciliação, rearmonização, nem que para isso, tivesse eu que voltar a esta Casa para lutar a luta do bem, a grande batalha final.

A situação havia chegado a um ponto insustentável, pois não só aquela Casa estava contaminada pelas forças nefastas, como outras também corriam o risco de serem contaminadas por aquelas criaturas indesejáveis e tão enfraquecidas tanto espiritual como moralmente.

Esses seres, queridos irmãos, eram possuidores de um conhecimento infinito no campo tecnológico, cibernético e até genético, mas lhes faltava o conhecimento, o refinamento espiritual, que só o amor pode dar. O amor e a fé que confia e acredita são os verdadeiros alicerces de toda uma evolução espiritual, pois o homem só é pleno quando ama incondicionalmente e acredita que ele é uma parte do Todo e que esse Todo é Deus.

Aqui em sua morada as aberrações não tinham limites. Seres bestiais resultantes de experiências genéticas eram usados como animais de carga e de força. Com o conhecimento da transfiguração e do domínio da gravidade, esses seres se apresentavam aos filhos da Terra das mais diversas formas, tanto para subjugá-los como para divertimento deles próprios. Utilizavam-se da espécie humana fertilizando suas fêmeas com sêmens animais gerando, assim, dessas experiências genéticas atrozes, verdadeiros monstros disformes e sem um só resquício de alma.

Bem, as imagens se sucediam uma após outra, mostrando à grande assembléia ali presente o verdadeiro estado de caos que havia se estabelecido em vosso planeta. Eu e meus companheiros, irmãos em Deus, a tudo assistíamos, tão perplexos e assustados como todos os demais que ali conosco estavam. Sentíamo-nos impotentes diante daquelas cenas atrozes. Não tínhamos o que argumentar para defender aquelas pobres criaturas da Terra que por ignorância se deixaram subjugar.

Foram minutos que para nós pareceram intermináveis, quando o grupo de anciões deliberou que a primeira prova havia sido demonstrada e que outras tantas viriam e que sobre todas elas, suas atitudes finais seriam ponderadas. Bastava-nos agora apenas vibrar amor, luz e paz a todos os envolvidos na questão.

O silêncio retornou novamente sobre a grande assembléia e uma cálida e carinhosa luz azul tomou conta do ambiente, indicando com sua presença que mais uma seção daquele julgamento fatídico e tão entristecedor para nós havia terminado. Aguardaríamos, então, a sua continuidade com a apresentação de novas provas.

Retiramo-nos da assembléia juntamente com todos os demais ali presentes, mas levávamos nossos corações e nossas mentes pesados, entristecidos em ver que uma bela criação do Pai estava prestes a ser destruída, graças à ganância, arrogância e ignorância do próprio homem.

Eu chorei e, voltando meus olhos para o grande Sol, morada dos Grandes Mestres, chorei e roguei clemência ao Pai para aqueles pequenos seres, mas que um dia também fizeram parte de uma das abençoadas casas do Pai e que naquele momento encontravam-se negligenciados, aprisionados em seus próprios mentais enfermiços e dominados por seus egos demolidores que os fizeram esquecer totalmente suas presenças divinas.

Eu sou Jefê, um dos muitos guardiões dos cristais do tempo, que vos fala e, ainda com lágrimas, hoje transcrevo esse trágico acontecimento da história desta tão bela Casa do Pai, a nossa tão amada e querida Terra, este planeta fruto da Chama Azul da Paz.

Texto revisado por Cris

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