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Amar acima de Tudo



Impressionante como somos todos iguais nos anseios mais profundos de nossa alma. Tenho escrito, neste site, sobre tantos assuntos diferentes e de um momento para o outro, senti-me impelida a falar do meu sonho de amar de uma forma plena, completa, sem muitas palavras, sem muitas racionalizações, inteira e... o que me acontece? Recebo uma enorme quantidade de respostas, todas elas me dizendo que sentem como eu, que também gostariam de estar dividindo os dias com alguém que lhes compreendesse, lhes aceitasse, num amor sem questionamentos, muito verdadeiro.
Sei que o mérito de tantas respostas não está tanto no que escrevi, mas no assunto que finalmente resolvi abordar. E me veio a vontade de compartilhar isso, para que todos tomássemos consciência de como nos ocupamos de tantas coisas, no nosso dia-a-dia, discutimos sobre tantos problemas, questões, de forma desenvolta e confiante, mas temos medo e ficamos envergonhados de falar de nossos anseios amorosos, de amar e de amor. Eu também percebi isso enquanto escrevia o artigo “Em Busca do Amor Sonhado” e depois que o enviei para o STUM, racionalmente me questionei se não tinha me exposto demais... Minha pergunta é: por que isso? Por que nos encolhemos e nos escondemos daquilo que é algo tão importante pra nós? O que será o viver, além de amar? O que é a Vida, além de Amor? Quem será o Deus de quem tanto ouvimos falar, além do Amor primeiro, gerador de tudo e Ele mesmo a forma mais incondicional de amor?

Uma vez, num workshop ao qual participei, havia um Terapeuta de Vidas Passadas e ele nos disse uma coisa muito interessante, que jamais esquecerei: que na sua experiência profissional já ouvira o relato de muitas pessoas e que, no momento de uma regressão, nunca elas se recordavam do carro que não puderam ter, da casa que não conseguiram comprar, mas sempre se lembravam e falavam dos amores que deixaram, dos afetos mal-resolvidos, das dificuldades de relacionamentos antigos. Isso também prova que nosso foco primeiro, como seres humanos, é o Amor. Tudo o mais que fazemos ganha brilho quando é realizado com Amor ou com Deus - a mudança é apenas semântica... Por que, então, não nos recordamos disso e procuramos privilegiar, em nossas vidas, os sentimentos, as relações? Por que teimamos em viver superatarefados com cursos, trabalhos, que são necessários, mas não ao ponto de nos deixarem completamente sem tempo para nos relacionarmos com os que amamos? Nossos filhos estão sendo, muitas vezes, educados ou deseducados pelas televisões, pela internet, pelas empregadas, pois não encontram pais e mães disponíveis para orientá-los, para dar-lhes afeto e carinho real - aquele beijo forte, o abraço apertado, o cuidado de todo o momento, o calor verdadeiro do ninho amoroso. Será que não estamos nos desviando do caminho que é nosso e que nos levaria a um conforto emocional, que o conforto material jamais poderá suplantar? Onde está a cozinha cheirosa de nossas avós, com o cafezinho quente, os docinhos e biscoitos? Onde está aquela mãe que esperava o filho chegar para lhe perguntar como tinha sido na escola, como tinha ido nas provas...

Não é saudosismo apenas, não. É um alerta, que ficou muito claro quando comecei a receber uma enxurrada de e-mails, todos me falando que me compreendiam quando eu lhes falava de um amor sonhado... aquele que está tão difícil de se encontrar, na confusão reinante de uma sociedade complexa, cheia de compromissos, deveres, obrigações, que nós mesmos criamos e diariamente sustentamos. Será que nossa meta de vida é ganhar mais dinheiro para gastá-lo sozinhos? Ter um carro do ano, sem ter muitas vezes quem nos acompanhe nos passeios? Poder comprar roupas caras, sem que tenhamos alguém querido que possa nos olhar e elogiar?

Enfim, acho que precisamos, urgente, de uma reflexão. Vamos aprender a amar? Vamos nos cuidar, no sentido de procurar manter nossas relações de amizade, de família, a sintonia que temos com nossos queridos afetos? Estamos infelizes e mais ricos, mais prósperos e mais sós... Mais cultos e menos sábios... com o coração vazio de afeto... isso é muito triste, amigos queridos. Acho que estou sentindo que precisamos realmente NOS DAR. Mais do que tudo que fazemos, ou em tudo que fizermos. Para não termos mais depressões, solidão, vazios. Para nos preenchermos de Amor e, assim, atrairmos pessoas afins que nos darão as mãos, numa caminhada muito feliz e cheia de Sol!
Veja também: “Em Busca do Amor Sonhado”

Texto revisado por: Cris
Publicado dia 18/7/2007

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Autor: Maria Cristina Tanajura   
Socióloga, terapeuta transpessoal.
E-mail: tinatanajura@terra.com.br | Mais artigos.

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