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Amar e ser amado: o princípio da felicidade

por Flávio Bastos

Publicado dia 13/3/2019 em Autoconhecimento

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Tudo que é inerente ao ser dotado de inteligência e excepcional capacidade de expansão da consciência, não é por acaso. E o sexo, na sua visão mais abrangente, é algo ainda incompreendido em decorrência das distorções culturais e do mercantilismo provocado pela sociedade de consumo através dos meios de comunicação, associado à venda de uma imagem quase que restrita ao prazer egóico ou narcísico.

Neste cenário, tanto a repressão quanto a permissividade contribuem para que o sexo seja um problema e não uma solução para a vida no planeta Terra. Desta forma, a visão amplificada da sexualidade fica limitada às experiências mundanas repletas de preconceitos, autocensura, busca desenfreada pelo prazer e demais deturpações de seu verdadeiro significado.

Nesta lógica, pelo fato do sexo estar restrito ao prazer carnal proibido ou permitido, o seu sentido mais amplo não se expande em forma de conhecimento e prática, permanecendo ideologizado ou submisso aos aspectos religiosos, culturais ou educacionais mais ou menos repressores de uma sociedade.

Diante desta complexidade criada pelos nossos medos e condicionamentos, a visão de amor e sexo em nossas vidas, fica restrita à satisfação de uma demanda atávica ligada ao nosso inconsciente profundo, onde o orgasmo é a sensação mais desejada por ser um lenitivo para as dores da alma.

Portanto, a visão que temos do amor e sexo, encontra-se vinculada ao ego e suas necessidades emergenciais, o que torna essa energia mais individualizada e menos compartilhada no ato sexual (consensual) entre duas pessoas. Ignoramos, por exemplo, que o ato sexual consensual é, acima de tudo, uma relação que transcende a matéria, ou seja, que podemos ir além das sensações físicas do prazer, através da entrega do próprio ser numa comunhão com a energia cósmica que criou a vida no universo.

A partir da experiência do amor que move a vida, questionamos: De onde vem a energia que alimenta o amor e as paixões mais intensas do ser humano? Qual o significado do desejo, do prazer e da satisfação através do orgasmo?

Saímos em busca de respostas e encontramos a origem da energia sexual nos microssistemas, desde o átomo até a força gravitacional responsável pela composição e harmonia das galáxias do macrossistema.

No vegetal, essa força se expressa na polarização e no princípio germinativo. No reino animal, a sexualidade exterioriza-se no institual ao atrair macho e fêmea. No hominal, a energia expande o seu foco de atuação ao associar-se à energia criadora do universo, à medida que manifesta-se através de relacionamentos baseados no amor ou na atração sexual entre duas pessoas. O orgasmo, portanto, seria a expressão máxima da energia criadora do universo, isto é, o micro e o macrossistema em nós.

Por outro lado, pelo fato de ser a a representação da energia cósmica inerente em nós, a energia sexual torna-se difícil de ser controlada porque é uma força interna que pulsa e manifesta-se com mais intensidade quando provocada pelo desejo ou atração física.

A tentativa de estabelecer o equilíbrio entre o autocontrole (repressão) da energia sexual e a sua devida liberação para que possa se expressar livremente, é um dos dilemas mais complicados a ser resolvido pela ciência humana. Na verdade, não existem fórmulas prontas ou modelos a serem seguidos, porque o sexo sob a luz do amor e da vida, é assunto pertinente à consciência de cada um.

No entanto, pelo fato do homem historicamente ter vinculado vida ao amor, sexo e transcendência, ainda falta o último elemento para que essa união de palavras e significados torne-se fortalecida por uma prática pouco desenvolvida ou assimilada entre nós, que é a abertura para a sexualidade no seu sentido mais amplo e que abrange a arte, a cultura, a compaixão e, principalmente o amor incondicional, ou seja, o amor egóico ou narcísico em troca da energia que se mistura ao UNO.

Quando deixarmos o egocentrismo de lado e nos voltarmos para a necessidade de expandirmos a consciência, em busca da libertação de amarras que nos prendem a um passado de conceitos ultrapassados pelo natural fluxo da existência, verificaremos que tudo está ligado numa dinâmica cósmica que expande energia criadora e restauradora para todos os cantos do universo.

Entenderemos, então, o significado da vida e a sua simbiótica relação com o amor, sexo e sexualidade. Desta forma, seremos mais bem resolvidos na arte de amar e ser amado, o princípio da felicidade necessária e possível de ser alcançada na trajetória terrena.

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Sobre o Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: [email protected]
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