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Amar ou ser amado?



No sentido da construção da frase, nenhuma das opções, porque o mais importante antes de tudo é despertar o amor a si próprio, ou seja, amar-se... valorizar-se.

É através da auto-valorização que construímos uma auto-imagem positiva para a estruturação do psiquismo alicerçado na auto-estima saudável. Sem esse precedente, fica difícil gostar de si mesmo e, como consequência, amar e sentir-se amado(a).

No entanto, o "amar-se" implica em buscarmos o significado do amor além da estética e das aparências, pois é a partir de sua compreensão que transcende os limites da materialidade que encontramos a crença (fé) espiritual como importante elemento do amplo sentido de segurança psicológica.

Sem a busca espiritual no processo do autoconhecimento, somos como a borboleta que começa a revelar o seu "descolorido" à medida que o tempo vai passando e, sem o exercício da energia amorosa e abrangente, a velhice que é consequência de nossas escolhas e decisões durante a vida, torna-se um pesado fardo em preto e branco. E quando isso acontece é porque encontramo-nos depressivos, amargurados a ponto da vida não ter mais sentido.

Ultimamente tenho observado situações em que pessoas da terceira idade que passam por experiências traumáticas como acidente vascular cerebral ou câncer, e que apresentam um quadro clínico de significativa recuperação ou melhora durante o tratamento, não sabem (ou não conseguem) valorizar esses importantes ganhos na saúde, vindo a apresentar na sequência, decorrente recaída.

Essa constatação expõe, em parte, a fragilidade da auto-estima dessas pessoas, à medida que a oportunidade de auto-cura fêz-se presente no período de recuperação, mas que a energia da depressão pela falta da crença (alicerce espiritual) que gera mecanismos internos de estímulo à luta pela vida foi mais intensa, acabando por envolver esses indivíduos em franco declínio de suas desconhecidas potencialidades bio-psico-espirituais.

Nunca é tarde para amar... porém, independentemente da idade, é de fundamental importância que tenhamos preparado durante a vida uma sólida base de auto-valorização voltada para a construção do edifício da personalidade não limitado à morada do ego visto como "tirano" de nós mesmos, mas direcionado para a ocupação de departamentos por valores que transcendem a dimensão do aqui/agora e que dizem respeito às qualidades do "eu" total e verdadeiro.

O sustentáculo da motivação pela vida está na visão abrangente da energia do amor, cultivada em simbiótica relação com o desenvolvimento de nossas potencialidades inatas... e com o dar e receber a partir do gostar de si mesmo.

Um texto de autoria desconhecida, intitulado "Amar a si próprio", passa-nos uma idéia de como a valorização da vida que deve iniciar na infância, pode repercutir mais tarde na fase madura do homem:
"Depois de tantos desafios, de cair e me erguer vezes sem conta, entendi finalmente a lição! A vida só pode ter beleza e cor quando atingimos aquele patamar em que nos amamos tanto a nós próprios que conseguimos isolar o sofrimento, arrumar a dor numa velha prateleira e seguir o nosso caminho. Mas esse amor próprio só é construído com o ultrapassar dos altos e baixos que nos proporciona a própria vida... aquilo que podemos chamar maturidade. E essa maturidade concede-nos coisas imensas e extraordinárias, tais como olharmos a vida de frente sem medos e preconceitos, termos força para ir à luta apostando que iremos ganhar e viver cada dia com apreço como se do último se tratasse".

E segue: "Ficamos atentos a cada pormenor de tudo o que nos rodeia, percebendo a beleza e o encanto das mais pequenas coisas. Sentimos cada cheiro, cada patamar. Observamos os pássaros pela manhã. Prestamos atenção ao seu canto. Olhamos as cores do arco-iris... é como um renascer do espírito!"

"Ame o próximo como a ti mesmo", disse Jesus. Muitos relacionamentos não dão certo justamente por isso, por falta de amor próprio. Aquele que não consegue amar a si mesmo acaba vivendo de forma amargurada e cobrando do outro que ocupe um espaço que ele não conseguiu ocupar. Portanto, ame-se... valorize-se, para depois amar e ser amado(a) com a intensidade que você merece!

Psicanalista Clínico e Interdimensional.
flaviobastos

Texto revisado por Cris
Publicado dia 27/11/2007

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Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com | Mais artigos.

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