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Amor é uma sintonia

por Maria Silvia Orlovas

Publicado dia 16/10/2008 em Autoconhecimento

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Até um tempo atrás achava a palavra inimigo muito forte. Pensava em inimigo como alguém realmente do mal, quase uma caricatura, não pensava nas pessoas que saíam de nossa sintonia e, por algum desencontro, passavam a nos ver como egoístas, mal-humorados ou sem educação. Porque quando terminamos um relacionamento, normalmente, a mágoa toma conta das pessoas e as coisas boas são esquecidas e as negativas potencializadas. Claro que não deveria ser assim. Deveríamos olhar com clareza para tudo o que vivemos de bom com a outra pessoa e escolher guardar as boas lembranças, mas na prática não é isso que acontece.

A dor do desencanto e da traição de nossas expectativas e sonhos, para a maioria das pessoas, torna as lembranças muito amargas. Isso é muito triste porque, com certeza, o plano inicial de nossa encarnação seria encontrar as pessoas e conquistar o equilíbrio nas relações e o perdão das falhas. E é por isso que muita gente quando se separa no casamento, quando rompe uma amizade se entristece. Dentro do coração sabemos que falhamos. Porém, não devemos carregar essa culpa sozinhos. Todas as histórias têm, no mínimo, dois lados e envolvem sentimentos e emoções de várias pessoas.
Quando nos casamos, não passamos a viver apenas com nosso marido ou esposa e sim com toda a energia familiar e as histórias kármicas dessas pessoas. Como nada acontece por acaso, devemos sempre lembrar que temos afinidades... Ou sofrimentos afins. Ninguém está no nosso caminho por acaso, mas por uma sintonia.

Juliana, uma moça de seus trinta anos, chegou até a mim muito sofrida. Tinha rompido com o marido e sofria muito porque acreditava que poderia ter feito mais alguma coisa para ficarem juntos. O sofrimento incluía uma boa dose de culpa. Conversamos sobre a importância do autoperdão. Ela já entendia que sua atitude era muito negativa porque estava adoecendo e já tinha compreensão que além de questões físicas estava sofrendo de dores emocionais. Pensamentos viciados em sofrimento. Já compreendia também que necessitava de ajuda para se libertar do padrão: amo, faço tudo pelas pessoas, tento ser perfeita para ser amada, espero receber o amor e aprovação dos demais porque me sinto de alguma forma inferior e carente...
Muito triste essa constatação. Muito complicado colocar o foco de atenção no outro, nas respostas do mundo aos seus sonhos e expectativas. O bom de tudo isso é que essa moça já compreendia que precisava mudar, já compreendia que nem tudo dependia de suas atitudes e que ela precisava ser mais amiga de si mesma.

Vimos em Vidas Passadas que esta moça estava na sintonia de várias vidas de abandono o que ressaltava uma carência em relação ao amor e uma necessidade de aceitar as pessoas rapidamente trazê-las para sua intimidade. Terminada a parte mediúnica perguntei para ela: “Quanto tempo você viveu com seu marido?”

“Ficamos juntos um ano e meio. Foi paixão à primeira vista. Adorei a família dele e logo fomos morar juntos. Depois fui descobrindo que eles faziam muitas festas, bebiam e falavam mal uns dos outros e eu não gostava disso, então, começaram as brigas. Ate que não queria mais participar desses eventos. Não entendia como as pessoas podiam se juntar para falar mal umas das outras e depois ficar tudo bem...”

Amigo leitor, não podemos generalizar, mas o bom senso nos ensina ir conhecendo as pessoas aos poucos. Quando pulamos etapas nos relacionamentos, corremos o risco de nos decepcionar, pois não sabemos como as pessoas agirão.
Vale também uma outra colocação no que diz respeito à idade. Neste caso, a moça que ilustra este texto era jovem, mas a maturidade não está totalmente vinculada à idade cronológica. Quando não amadurecemos emocionalmente, carregamos os medos e ansiedades da juventude uma vida inteira. Não é incomum encontrar pessoas mais velhas e ainda muito iludidas em relação ao amor e aos relacionamentos em geral. Por isso é muito importante meditar, fazer orações pedindo clareza, lucidez para enxergar os fatos da vida com a mente aberta.
Percebo que as pessoas que tm medo de sofrer se escondem das histórias do destino e depois acabam se entregando a encontros sem respeitar as mínimas regras do bom senso nem ouvir o coração. Pois quando uma energia fica presa e, de repente, se solta vem como uma avalanche rompendo com tudo.
Se conseguimos olhar para a vida com mais tranqüilidade, ir observando as pessoas, suas atitudes e seus caprichos com certeza vamos conseguir manter relacionamentos mais estáveis. Muito de nossa felicidade depende de nós. Se aceitamos o outro sem fantasiar poderemos amá-lo de fato como ele é. Mas se colocarmos as nossas projeções nessa outra pessoa com certeza um dia a mascara cairá e poderemos inclusive culpá-lo de nos decepcionar. Por isso tenho certeza que se criarmos relações menos fantasiosas seremos mais felizes e teremos melhores condições de nos mantermos amigos, mesmo daqueles que saírem de nosso convívio. Muito da felicidade em nossa vida depende de nós e de observarmos nossa sintonia.

Confira os ensinamentos e meditações curativas que Maria Silvia ensina participando de um dos seus grupos.
Venha participar do seu Grupo de Meditação Dinâmica que acontece todas as quartas-feiras no seu espaço em São Paulo. Venha ouvir pessoalmente as canalizações.

Texto revisado por: Cris


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Sobre o Autor: Maria Silvia Orlovas   
Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.
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