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Ano Novo...Vida Nova



Ano novo... vida nova! Em geral, é assim que as pessoas se preparam quando chegam as festas de final de ano. Fazemos promessas que raramente cumprimos, aumentamos nossas expectativas otimistas acerca das coisas que poderão ser feitas, muitas das quais já seriam realidade, não fosse nosso desleixo, preguiça ou mesmo falta de fé.

Diz uma antiga tradição que aquilo que se faz no primeiro dia influencia os resultados para o resto do ano. Por isso, a maioria das pessoas tenta “entrar” no ano com o pé direito. Não raro, deixam-se envolver num estado alterado de consciência provocado pelo álcool em excesso ou por outras drogas mais fortes, culminando com o transe místico de pular e rodopiar até o raiar do dia, no embalo frenético das marchas carnavalescas.

Mas será isso mesmo? Já parou para analisar a quantas anda o seu poder de decisão? Você é uma pessoa adulta capaz de assumir seus atos ou ainda se comporta como a criança “bem educada” que, antes de responder se aceita um pouco mais de sorvete, espicha o canto dos olhos para ver se conta com a aprovação do pai, da mãe, ou de quem quer que lhe represente autoridade?

Fazer escolhas é uma necessidade real e natural do ser humano que se vem complicando nos dias de hoje pelo fenômeno da diversidade, a qual, em vez de ajudar, atrapalha. Embora tenhamos múltiplas opções, muitos de nós acabamos adotando o trivial, por acomodação, saudosismo, ignorância ou simplesmente para não contrariar quem quer que seja, concordando com a maioria.

Algumas pessoas levam tão a sério o ato da escolha que acabam acreditando que uma decisão é “para sempre”. Essas pessoas “decididas” se fecham para o mundo, tentam impor suas vontades, pressupõem ter encontrado todas as respostas, não apreciam novidades, aventuram-se muito pouco, sendo altamente conservadoras. Sofrem com a mudança dos tempos, dos costumes, apegando-se ao que “é certo”, sem sequer analisarem a consequência real das novidades propostas em suas vidas. Qualquer detalhe, por mais insignificante que seja, abala a rígida estrutura do “decidido”.

Em contrapartida, há também os que defendem ardentemente o direito de permanecerem indecisos, mesmo que isso atrapalhe o andar da carruagem - a sua própria e a dos outros. Acabam não decidindo nada e quando alguém acaba por decidir por eles, reclamam: “Os outros” sempre decidem por mim!!!

Decidir pelo outro sempre foi um comportamento aprovado e reforçado em nossa sociedade patriarcal e conformista. Os pais escolhiam o futuro de seus filhos exercendo influência sobre os valores básicos do ser humano, como sua carreira ou seu casamento, sem levar em conta o prazer, as afinidades, o amor e a paixão.

“Não sei se vou ou se fico...” Permanecer na encruzilhada, é pura perda de energia, pois, mais cedo ou mais tarde, alguma decisão terá que ser tomada. Se errada ou acertada, somente os fatos subsequentes irão dizer. Quem tem consciência de que está fazendo o seu melhor se preocupa menos e se ocupa mais quando tem que tomar alguma atitude decisiva.

Experimente sair de cima do muro e começar essa mudança radical de hábito agora.
Faça um roteiro com suas aspirações, estipule um prazo para que se realizem, consulte-o de vez em quando e perceba se está se desviando do caminho. Reformule, tome novas decisões e volte ao rumo desejado. Decidir é assim, um exercício diário que, quanto mais se pratica, mais simples se torna.

Avançar existencialmente implica tomar uma série de decisões sobre assuntos que variam do mais corriqueiro ao mais grandioso. Implica, consequentemente, doses adequadas de ousadia, criatividade e bom senso - qualidades das quais muitas pessoas ainda são bem carentes hoje. Mas é só exercitando-se nas decisões que aprenderemos a melhorá-las cada vez mais.

Se você foi mimado, superprotegido, ameaçado, ignorado, talvez tenha sido programado para não tomar decisões. Mas é possível reverter isso de maneira fácil e indolor. Exercite seu poder de decisão. Faça escolhas e sinta o prazer de satisfazer suas vontades, dominando o medo, a insegurança, a suscetibilidade em relação à opinião ou julgamento dos outros. Ouça a sua voz interior e faça com que ela se manifeste em alto e bom som. Decididamente, você é capaz!

Feliz 2008 NOVO!

Texto revisado por Cris
Publicado dia 14/12/2007

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Autor: Maria Isabel de Oliveira   
Maria Isabel de Oliveira tem formação em Cosmobiologia e Naturopatia, especialização em Fitoenergética e pós-graduação em Análise Bioenergética.
E-mail: marybelterapeuta@gmail.com | Mais artigos.

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