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Apego



Tateando no escuro eu não via,
Andando a esmo, no caminho me perdia;
Chocando-me contra ti, choramingava
Por não me olhares como eu queria.

Desisti dos lamentos - cansada,
Exausta do esforço em alcançar-te,
Miragem intangível, dentro de mim forjada,
Fugidio reflexo que eu nunca alcançava.

Em esgares de dor e raiva,
Rasguei aquela imagem tão longamente adorada!
Retrato irreal por mim pintado de ti!

Após prantear-te e em luto, fazer o funeral
Dos vãos sonhos que acalentei sobre ti,
Pus-me em marcha, buscando outras terras,
Buscando esquecer-te e me abrir à vida nova,
Promessa de novas aventuras permeada.

Surpresa e intrigada,
Senti-me no impulso da ida refreada!
Sustando meu passo, interpuseste
Outro impulso, a me puxar de volta...

Porque me prendes? indaguei-te.
Tu não me ouviste, incomunicável que estavas,
Perdido nas brumas da noite escura dentro de ti.

Mas, eis que veio o alvorecer;
Com o findar da noite escura,
A repentina e tênue luz do novo dia,
Revela o que o negrume da noite escondia:

Vagos espaços, pedaços ausentes em mim e em ti,
Por finos, quase invisíveis cordões,
Ao interior de um e outro ligados
- enraizados em nossas almas, talvez?

Pedaços de mim ainda não revelados,
Perdidos na bruma indefinida em ti;
Pedaços de ti ainda não revelados,
Perdidos na bruma indefinida em mim.

Energias vitais, preciosos tesouros!
Que partes amadas de mim seguras em ti?
Que partes amadas de ti levo em mim?

Texto revisado por Cris
Publicado dia 9/4/2007

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