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APRENDENDO COM O SUPER-HOMEM



Todos nós temos nossos heróis e heroínas, sejam aquelas figuras saídas da mitologia universal, líderes religiosos, cientistas, amigos, parentes, enfim, o HERÓI faz parte do inconsciente coletivo, acompanhando o homem desde que começamos a ter autoconsciência. O herói representa para nós, “simples mortais”, o ápice da coragem, da inventividade, da capacidade de luta por um ideal, do sacrifício pela coletividade – desde uma nação até um pequeno grupo de pessoas - portando, ainda mais, um poder ou poderes pessoais que o distinguem do homem/mulher comuns.

Nas histórias em quadrinhos encontramos os super-heróis e super-heroínas modernos que fazem com que viajemos em universos e dimensões estranhas, mudando nossa maneira acanhada, tacanha, míope, de enxergar o mundo à nossa volta. Eles desempenham a função de amplificadores de consciência e com seus super-poderes hiperfísicos, despertam a nossa vontade de realizarmos algo, além do comum, do rotineiro, do cotidiano.

Neste ano fazem 4 anos que o ator CRISTOPHER REEVE, que representou com sucesso no cinema o personagem SUPER-HOMEM, deixou este plano material devido a um ataque cardíaco derivado do tratamento de uma ferida infectada que o havia posto em estado de coma. Contava 52 anos de idade. Estou convicto de que analisando a vida de Cristopher Reeve antes e depois do acidente que o deixou tetraplégico, posso afirmar, sem medo de errar, que ELE FOI UM VERDADEIRO SUPER-HOMEM.

SÍNTESE BIOGRÁFICA DE CRISTOPHER REEVE

Christopher Reeve nasceu no dia 25 de Setembro de 1952, na cidade de Nova Iorque, filho de um professor e escritor e de uma jornalista que acabariam por se divorciar quando ele tinha apenas quatro anos de idade. Estudou na Universidade de Cornell, ao mesmo tempo em que já trabalhava como ator profissional. Pelo seu brilhantismo foi um dos dois alunos escolhidos pela Universidade de Cornell – o outro selecionado foi Robin Williams - para complementar a sua formação na prestigiada “Juilliard School of Performing Arts” em Nova Iorque. Reeve e Williams foram constantes companheiros nessa fase de suas vidas, amizade que perdurou até a morte de Cristopher Reeve.

Em 1978 sua carreira sofreu uma drástica mudança quando venceu o casting para levar à grande tela o mítico herói Superman e o seu alter-ego Clark Kent. Vestiu a capa do herói por quatro vezes: Superman: The Movie” (1978), “Superman II” (1980), “Superman III“ (1983), “Superman IV: The Quest for Peace” (1987). O seu primeiro papel como Super-Homem valeu-lhe um BAFTA como melhor esperança da cinema.

No ano de 1987 a vida e carreira de Reeve deu nova volta: interpretou pela última vez o herói que o celebrizou e separou-se de Gae Exton com quem estava desde 1978, curiosamente no mesmo ano em que se iniciaram as aventuras do Super-Homem para Reeve. O casal tinha dois filhos Matthew (nascido em 1979) e Alexandra (nascida em 1982).

Nesse mesmo ano Christopher conheceu Dana Morosini. Em quatro meses já viviam juntos e em 1992 oficializaram a relação, no mesmo ano em que nasceu o filho de ambos Will. Esta união manteve-se até ao final da vida do ator.

Christopher Reeve era igualmente um reconhecido pianista que compunha e praticava música clássica, um hobbie que lhe ocupava algumas horas por dia. Outra paixão de Reeve era o desporto o qual lhe proporcionava a impressionante condição atlética que o levava, na maioria dos casos, a prescindir de duplos nos seus papéis. Além do mais tinha carta de piloto, era um excelente marinheiro e apreciava bastante o mergulho e o ski. Em 1990, descobre uma nova paixão que viria a mudar radicalmente sua vida: o hipismo.

DE SUPER-HOMEM A CRISTOPHER REEVE: A MUDANÇA

Num concurso hípico em maio de 1995 o ator sofreu uma grave queda do cavalo da qual resultou a fratura de uma das primeiras vértebras da coluna, o que o deixou paralisado do pescoço para baixo, ou seja, TETRAPLÉGICO. O estado do ator era gravíssimo porque somente após uma delicada e longa cirurgia, os médicos conseguiram estabilizar suas funções respiratórias, restabelecendo a possibilidade de uma sobrevida para Reeve. Ele ficou internado por seis meses e após esse período regressou para casa, para dar ao mundo uma demonstração de que dentro dele sempre existiu o personagem que ele viveu no cinema: O SUPER-HOMEM.

Se o SUPER-HOMEM das histórias em quadrinhos possuía super-força, visão de raio x, invulnerabilidade, super-velocidade, capacidade de voar, viajar através do tempo e de qualquer distância, o que lhe habilitava ser o defensor do planeta, CRISTOPHER REEVE despertou seus poderes interiores e assumiu, com coragem e vontade de ferro, a defesa de outras causas, ainda que preso a uma cadeira especial para o resto de sua vida terrena. Tornou-se um ativista, defendendo os direitos dos deficientes físicos, comparecendo em seminários, congressos e leilões beneficentes para angariar fundos a muitas instituições.

Vencendo o vilão da vaidade – pensem na sua condição física anterior - compareceu na cerimônia de entrega do Oscar, em 1996, sendo nomeado nesse mesmo ano, Embaixador dos Jogos Paraolímpicos de Atlanta. Quando do seu 50º aniversário fundou, em conjunto com a esposa, o “CRISTOPHER AND DANA REEVE PARALYSIS RESOURCE CENTER”, cujo principal objetivo é ensinar os deficientes a viverem de forma mais autônoma, com as suas limitações. Participou de forma direta e constante, também, para a aprovação de leis relacionadas às pesquisas e utilização das células-tronco.

O super-homem dos quadrinhos e do cinema possuía um ponto fraco, ou seja, a KRIPTONITA que poderia levá-lo à morte. CRISTOPHER REEVE venceu a KRIPTONITA da auto-piedade, do medo, da vaidade, da pusilanimidade, do desespero e das limitações físicas, para renascer, pela segunda vez numa mesma vida, UM NOVO E VERDADEIRO SUPER-HOMEM. Sua lição de vida, de existência, é clara como a luz do sol, trazendo-nos a certeza de que quando acreditamos e queremos, mesmo um corpo físico lesionado, quase ao extremo, não impedirá que o ESPÍRITO realize sua verdadeira tarefa nesta vida: CRISTOPHER REEVE – UM VERDADEIRO SUPER-HOMEM - É A PROVA!

Texto revisado por Cris
Publicado dia 16/5/2007

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