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Arrogância: qual é o seu limite?


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Um post da semana passada, no Facebook, chamou muito minha atenção... Ele discorreu sobre a forma com que certas pessoas tratam garçons! Certamente que durante a leitura pensei: eu não faço isto! Penso que grande maioria dos leitores pensou o mesmo! Mas, este é um tema tão profundo: arrogância na forma de tratar o próximo, que há tempos venho lendo (digo isso pois realmente faz tempo), um livro interessantíssimo em que o tema central é: História da Arrogância, de Luigi Zoja, a quem agradeço e dou crédito!

Vejamos, segundo a Wikipédia: "Arrogância é o sentimento que caracteriza a falta de humildade. Comumente, a pessoa que não deseja ouvir os outros, aprender algo que não saiba e que acredita estar acima do nível do seu próximo. Podem ser sinônimos: orgulho excessivo, a soberba, a altivez, o excesso de vaidade pelo saber, sucesso ou status".
Talvez haja aí um excesso que produz coragem, ousadia, irreverência etc.. Podemos dizer, então, que o conceito e aplicação do mesmo não é tão simples, de caráter meramente julgamentoso. Quero compartilhar o que Luigi Zoja, o famoso autor, que tem me acompanhado, ou eu a ele, que tem como foco estudar "O Limite", ligado diretamente ao "Mito do Crescimento".
Como o tema é amplo, compartilho reflexões... para aprofundarmos em nossas meditações!

1. "O Mito do Crescimento, contém a essência da modernidade, que continua a criar os tabus e os terrores da punição, que no passado vinha associados à arrogância e à fortuna excessiva".
2. O "Crescimento Ilimitado" , na verdade, significa roubar uma atividade divina e exercê-la!
3. "O excesso de desejo gera a catástrofe!".
4. Os gregos consideravam a "Hýbris", ou Arrogância um pecado mortal, pois era o limite imposto à condição de todos. Interessante é lembrar que o significado de Arrogância é o de "não rogar, não pedir"...o que indicaria a falta de humildade.

De fato, uma situação em que predomine a arrogância pode levar a abusos físicos, mentais e emocionais, em todas as áreas de nossa vida pessoal, profissional, social e mais facilmente identificável nos relacionamentos, em que geralmente quem "roga" somos nós.
O assunto é tão profundo que permeia o tempo todo em nossas vidas...
Sempre que você submete alguém a fazer o que ela não quer, não pode ou não tem condições está em circuito a arrogância. Também quando generalizamos, propomos soluções impossíveis para o outro, ou quando acreditamos ser nossa história pior ou melhor que a de outro. Também quando pensamos que só o outro é incapaz, quando o Ego impõe a sua realidade.
Arrogância, Orgulho e Abuso são parceiros inseparáveis. O desejo por status, reconhecimento, expansão da riqueza e segurança poderão definir em que área temos a tendência a praticar ações que entram em conflito com Arrogância e Humildade. O vício do consumismo, a exigência da satisfação imediata, sexo instantâneo são alguns dos atributos do cenário de modernidade. Reconhecer e aceitar perdas em determinadas circunstâncias é entender o "Mito do Limite". É experimentar a vida com senso de responsabilidade, senso ético/ moral e a maturidade a que todos estamos, mais cedo ou mais tarde submetidos!.Para finalizar a reflexão sobre a Arrogância, que não termina aqui, vamos pensar e questionar a necessidade de exercer o Poder fora de nós, denotando uma provável crença de que não receberíamos, por mérito, o que de fato desejamos.

De presente, compartilho um conto de Tolstoi sobre o homem que luta contra o limite: "De quanta terra precisa o homem?

"Um homem fez um pacto com o diabo. Receberá toda a terra que conseguir percorrer a pé. Caminhará do nascer ao pôr-do-sol e, como tem pernas fortes, ele espera atravessar vastos espaços. Passa o dia sem se conceder descanso. Quando o sol está perto de se pôr, ele não se dá por satisfeito. Intensifica o esforço. Falta-lhe fôlego, mas ele inclui ainda em seu percurso aquele bosque. O sol parece já muito baixo, mas é difícil avaliar porque sua vista está cada vez mais enevoada. Quer ainda aquele campo, aquele vale. Quando cai morto por causa do esforço, o conto explica de quanta terra precisa um homem: se ele não conhece o limite, apenas um par de metros lhe bastam. Mais do que isso não é preciso para ser enterrado! Surpreendente!

O que a Cinesiologia pode fazer por você:
Encontrar a idade em que você criou um padrão de esforço para obter reconhecimento e status, que lhe provoca dor e stress. E assim, desativar a carga emocional negativa nessa questão, lhe propiciando novas escolhas.

Grande abraço e excelente leitura.

Márcia Dario


Texto revisado
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Conteúdo desenvolvido por: Marcia Dario   
Márcia Dario graduou-se em Letras (português e inglês). Especializou-se em Recursos Humanos, Marketing, Cibernética Social, Psicobiofísica, Psicopedagogia e em Cinesiologia Aplicada pela escola "Three in One Concepts", sendo facilitadora desde 1994. Fez também Locução, Rádio e Dublagem. É Coach, pelo Instituto Holos.
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