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ÁRVORE DA VIDA, A PERCEPÇÃO DA REALIDADE COMO UM TODO

por Círculo de estudos - Academia de Cabalá

Publicado dia 2/4/2008 em Autoconhecimento

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Os cabalistas afirmam que todo o Universo é composto por dez dimensões, dez estados de consciência pelos quais a Criação se manifesta. O ser humano percebe através de seus sentidos, apenas a dimensão física, o que o mantém preso a uma ilusão de que a experiência da vida se resume àquilo que se pode ver ou tocar. A palavra vida, para Cabalá, é um plural sem singular. A vida é um conjunto de toda a realidade, incluindo os planos físico-sensoriais, emocionais e mentais integrados aos planos espirituais (transcendendo os limites do tempo e do espaço).

Etz Chaim (Árvore das Vidas) é o diagrama que representa a composição básica de tudo o que existe em todas as dimensões. Abrange todos os planos através dos quais a vida se manifesta, corresponde à totalidade da realidade. Cada aspecto da realidade tem sua exata função e esse conhecimento proporciona ao ser humano a possibilidade de adquirir uma percepção da realidade como um todo. Quando falamos em adquirir uma percepção da realidade como um todo, temos que abordar obrigatoriamente o sistema das dez Sefirot da Árvore das Vidas.

OS 32 CAMINHOS DA SABEDORIA

A Árvore das Vidas é conhecida também como os 32 Caminhos da Sabedoria. O número 32 está associado ao Nome Divino Elohim, que é mencionado 32 vezes na primeira porção de Bereshit (Gênesis), indicando-nos os 32 Caminhos através dos quais a Vontade Superior estabelece os limites da sua manifestação. O número 32 em hebraico escreve-se com Lamed e Beit, formando a palavra “lev” que significa coração. Entretanto, estas letras têm uma outra definição. Como prefixos, Lamed significa “para” e Beit quer dizer “em” ou “dentro”. Isso nos leva à conclusão de que o verdadeiro Caminho da Sabedoria é “para dentro”, ou seja, um caminho de introspecção e contração (auto-conhecimento).

A Árvore das Vidas sustenta-se a partir da polarização de três forças energéticas. Tudo começa com a busca da consciência e equilíbrio entre essas forças.

AS POLARIDADES DE SUSTENTAÇÃO

A polaridade de misericórdia cuja essência é o desejo de influenciar (compartilhar), sendo esse o atributo que nos assemelha e aproxima do Criador. As Sefirot que constituem essa polaridade são Chochmah, Chessed e Netzach.

A polaridade de julgamento está relacionada ao desejo de receber. Para a Cabalá, o desejo é a grande força de propulsão, é o que faz o Universo movimentar-se. Todo o Universo pulsa e vibra em função da natureza do nosso desejo. Esta polaridade é constituída por três Sefirot: Binah, Guevurah e Hod.

A energia de restrição é o ponto de equilíbrio entre os fluxos de misericórdia e julgamento, entre o desejo de receber e compartilhar. Quatro Sefirot sustentam esse ponto de equilíbrio: Keter, Tifere, Yessod e Malchut.

Toda realização começa por um sem fim de possibilidades. As idéias ou os desejos são possibilidades, que para se tornarem uma realidade no Mundo físico serão obrigadas a repetirem o processo que aconteceu dentro da vontade Divina e passarem por uma etapa de contração (Tzimtzum) em busca de sua realização. Mesmo o Infinito, que ocupava o Todo, precisou se auto-limitar (restrição) para que a Criação se tornasse uma realidade.

AS SAGRADAS SEFIROT

As Sefirot - emanações - foram tomando o lugar do qual o “Infinito” havia se contraído e deram forma ao primeiro Adam, o homem Primordial, um grande recipiente cósmico da Luz. A sua presença, feita à imagem e semelhança do Eterno, preenchia toda a Criação.

As Sefirot são níveis manifestados da dimensão oculta da Luz. São como canais através dos quais Shefah (fluxo Divino) chega até o Mundo Físico. Em cada Sefirah que a Luz passa, ela se manifesta de forma diferente, mas sem nunca mudar sua essência. A Luz não muda. O que vai se modificar é a nossa percepção dessa manifestação a partir do recipiente (Sefirah). Cada recipiente manifesta um atributo da Luz, uma qualidade.

Partindo do princípio que as Sefirot são “virtudes”, é somente através da aquisição de tais virtudes que o homem consegue estabelecer um canal pleno entre o Mundo Físico e Mundo Infinito. Se o “Caminho” estiver obstruído, o shefah não flui. A desobstrução depende da aquisição das virtudes e nos leva ao “Caminho de volta para casa” tornando-se uma escada de ascensão a uma consciência superior. A "re-ligação" do ser humano com a Energia Primordial (OR) depende da consciência do que cada Sefirah representa em nossa existência.

Cristina Tehilah

Texto revisado por Cris

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