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As Perdas do Coração

por Wilson Francisco

Publicado dia 30/10/2008 em Autoconhecimento

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Hoje comecei com o Portal das Flores para a filha da Luci. Uma colaboradora da Ronda da Compaixão inicia assim seus comentários. Luci, a mãe, escreveu pedindo apoio. Sua filha, Luana, foi morta acidentalmente. Um parente mexia num revólver e disparou atingindo o peito da menina de 11 anos.

Aflita, a mãe pediu notícias e um consolo. De imediato, coloquei o nome na Ronda e fiquei em sintonia com o Universo, aguardando respostas. Essa colaboradora teve uma experiência impressionante; ela não é sensitiva, mas tem algumas percepções e entrou no processo com o coração.

Eu estou com vontade de ajudar, Wilson, mas com bastante dúvida a respeito das minhas próprias possibilidades, então resolvi fazer uma oração por três vezes, ao final de cada uma delas me sentia mais tranqüila e confiante.
Quando dormi, entrei no Galpão das Brumas, localizado na Estância das Flores e lá dentro o ambiente estava cheio de uma coisa parecida com vapor, como se fosse uma sauna, mas não senti calor e sim frescura e bem-estar. Atravessei o local e cheguei à porta dos fundos, onde, antes de sair, um Mestre colocou a sua mão sobre a minha cabeça em atitude de bênção.
Ao sair me vi em um prado, com um gramado muito verde e algumas árvores. Vi a menina com um vestidinho claro e o cabelo amarrado com uma fita no alto da cabeça. Havia outras crianças brincando de roda em volta dela. Ela estava no centro desse círculo que as outras crianças formavam segurando as mãos umas das outras.
Ela parecia um pouco encabulada, estava quieta e não participava da brincadeira. Então apareceu Mãe Kwan com um vestido branco comprido e entrou no meio da roda. A menina correu para ela e a abraçou sorrindo; a expressão do rostinho dela mudou, expressava felicidade. Mãe Kwan Yin pegou a menina no colo e levou-a para um leito de flores. Depois de fazê-la deitar, pegou uma regadeira e começou a movimentá-la por cima da menina, mas em vez de água caíam gotas de luz, como se fossem estrelinhas minúsculas.
Fui convidada a sair. Me disseram que por hoje era o bastante pois é preciso ir devagar com as crianças. Achei muito bonito tudo o que vi!

Hoje vi os garotos sentados no gramado e Mãe Kwan Yin ensinando-os a fazer rodas de flores para colocar na cabeça. Todos estavam muito concentrados no trabalho e Luana se impacientava porque a coroinha não saía como ela queria, ficava logo solta e não dava para segurar as flores. Então, Mãe Kwan se aproximou dela, abraçou-a, beijou-a com muito carinho e ensinou a trançar as flores de modo a não se soltarem quando colocadas na cabeça. Então, os seus olhinhos brilharam e ela saiu correndo para pegar mais flores... Trouxe uma cesta cheia e dividiu-as com os garotos.
Então, ouvi a menina dizer: Não quero ver ninguém chorando! Não quero ver ninguém chorando!
Era um recado de coração que essa filha passava para sua mãe, familiares e amigos.

Não é fácil estar tão de repente em outra dimensão, quando sua atenção está toda para a vida física. Era uma menina. E agora, está no mundo paralelo, sem poder tocar ou conversar com aqueles que ama.

E, além disso, toda a comoção coletiva, pela tragédia, ainda se fosse uma doença... Mas desse jeito, um tiro acidental! Estará isso determinado por Deus?

O processo de separação carnal entre pessoas queridas é sempre muito forte e acompanhado de uma dor inigualável. Perguntamos: Por quê? Onde foi que errei? Por que com minha família? Esses questionamentos são comuns e a falta de respostas aprisiona nosso ser na dor.

A explicação que se tem a respeito da morte prematura não tira a angústia, mas pode pelo ser suavizada. Na verdade, todos renascemos com uma cota de combustível que nos dá a possibilidade de viver por um determinado tempo. Uns vivem mais, outros menos. O que se sabe é que a vida no corpo físico faz parte de um programa de desenvolvimento progressivo que o ser divino, que é denominado como Espírito, realiza. Hoje estamos aqui no Planeta Azul envergando esse corpo. Meu nome é Wilson, assim me identifico. No entanto, minha vida, como a sua que me lê, não se resume a esse tempo. Você já existia antes de nascer. Quantas vidas já teve? Não se sabe ao certo. Eu diria que muitas. Aliás, você, como uma alma divina, já vem habitando corpos há milhares de anos.

Portanto, Luana, filha da Luci, veio através dela, realizar essa experiência terrena. Seu tempo de vida era aquele, nem mais nem menos. É a vontade de Deus. O acidente aconteceu, sim, mas se não houvesse, ela deixaria o corpo de outro jeito, em uma nova situação. Agora, ela continua a viver em outra freqüência vibracional. Por hora, está na Estância das Flores, um lugar aprazível, onde os Mestres recolhem almas que deixaram o corpo ainda quando criança. E lá elas vão aprendendo atividades e se refazendo, do inusitado da travessia. Enquanto houver o apelo de dor, o desespero da mãe e de todos aqueles que ficaram, precisam estar protegidas, nesses “hospitais”, até que possam ser transferidas a outras regiões.

Nesse tempo, ela e as pessoas que deixou aqui na Terra precisarão aprender sobre o desapego, este sentimento de segurança interna que podemos desenvolver a partir da consciência sobre o que desejamos e buscamos na Vida. Ele nos permite entender perdas e abandonos, como naturais, nunca como desastres. A morte, por exemplo, é considerada pela maioria das criaturas como uma perda, um desastre, um fato extraordinariamente doloroso. No entanto, no contexto Universal, é um fato natural. Você nasce e você morre. O nosso corpo tem um tempo, não sabemos qual é, a religião diz que é um assunto de Deus, Ele sabe.

Luci sofreu muito, conversamos muitas vezes pela Internet. Passei todas as informações que obtive. E ela foi entendendo e aceitando a situação. Após uns meses, Deus deu um presente para ela: Ficou grávida.

Hoje, diz ela, estava conversando com uma amiga e dizendo que Deus é muito bom para nós, pois Ele prepara tudo direitinho, tenho me sentido melhor e aquele sentimento de derrota, tristeza, dor, enfim, de perda, está passando, com o tempo fica um sentimento de carinho, saudades e muita gratidão a DEUS por ter nos dado esse anjinho chamado Ana Luísa.

Se você que me lê teve ou está tendo uma dor semelhante a dessa mãe, acredite em Deus, sinta-o próximo em todos os momentos de sua vida. Aproxime-se d´Ele.

Para criar mais intimidade com Deus, abandone a idéia de que Ele está lá no céu, distante. Aceite o fato de que Ele é seu amigo do peito, ao qual você conta tudo o que sente, pensa, viu e fez. Evite segredos entre você e Ele. Arrume um tempinho todos os dias e converse com Ele. Abra seu coração e depois silencie por alguns minutos. O sentimento de proximidade com Deus lhe dará a segurança e certeza de que você tem alguém que gosta e está sempre com você. Procure ter sempre por perto uma flor e quando a tristeza ou o medo quiser se apossar da sua mente ou do seu coração fique olhando para ela. Observe sua beleza, sua textura, seu perfume, mesmo que você esteja inquieta e aflita. Observe apenas. Calmamente reflita sobre as coisas que você tem vontade de fazer e não está conseguindo. Comece com as mais simples. Tome a resolução de, aos poucos, ir realizando o que você quer fazer. Você vai conseguir! Peça a Deus que a Paz permaneça em você. E assim será.

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Sobre o Autor: Wilson Francisco   
Terapeuta Holístico. Desenvolve processo que faz a Leitura da Alma; Toque Quântico para dar qualidade à circulação e aos campos vibracionais; Purificação do Tronco Familiar e Cura de Antepassados para Resgatar, Atualizar e Realizar o Ser Divino que há em você. Agendar pelo WhatsApp 011 - 959224182 ou pelo email [email protected]
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