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Às vezes fica muito difícil sorrir...



No mundo tem missão, muita ilusão - um grande coração.
Sofre aflição; foge da agressão - detesta injeção.
Criança alta ou não; no desenho o cascão - sofre o anão.
Sofre opressão; dói no pai a violência - trilhar a perdição.

Muda e sem audição, tem aptidão - será um artesão.
Criança com intuição, sofre a intimidação - sangra no arpão.
Dói a luxação se tomam seu pão - já tem marcas da mutilação.
Sente a judiação; o professor mandão - o pai patrão.

Criança inteligente; sempre comovente - sabedoria de descendente.
Pura e inocente, brinca com o pente - gosta de refrigerante.
Na ajuda, é assistente; sempre consequente - não foge do batente.
Estuda bastante, limpa e escova o dente - com o banho, exigente.

Criança desaparecida, de todos esquecida - mal vestida.
Diferente e parecida, com saúde e ferida - oh! senhora Aparecida!
Clara ou enegrecida, alegre e aborrecida - a queixa é quando ferida.
Entristecida, sem alimento abastecida - com fome dói a barriga.
Feliz pela vida, mas triste por ser nascida - chora "sem saída".

Que levanta de madrugada, pela vida trabalha algemada - fica aleijada.
Do pai a chinelada; do padrasto, a apalpada - a inocência ultrajada.
Criança acoitada, judiada - pela mãe é odiada.
Pela madrasta, abusada ou no mundo largada - pelo mau e pelo mal é puxada.

Infância mal passada, por muitos pisada - no escuro é tragada.
Criança da pesada, molhada, mal olhada - de lado é deixada. É mais fácil...
Do lar arrancada, pé na estrada... é longa a caminhada...
Com isca cevada, com droga viciada, pela vida tatuada com a dor.

Criança feliz; brinca no chafariz - outras, com o giz.
Vou ser atriz, mudar o nariz - olhar os quadris.
Vou ser um juiz; no sapato verniz - serei bom aprendiz.
Ou embaixatriz; vai! Deus te quis - fica longe dos imbecis.

Criança! Virão as dores; mas também as flores - mais tarde os amores.
Vêm os caçadores, os roedores - cuidado nos bastidores.
Verão os ditadores, fuja dos raptores - a escada dos horrores.
Tem os apalpadores, que sobem os elevadores - finalmente os matadores - às vezes sem
arma...

Criança adotada, bem dotada - a maltratada.
Criança achada, aleijada - pelo mundo abalada.
Criança inventada, pelo frio gelada - desnudada.
Expatriada, bombardeada, sem lar, pisada - pela dor picada.

Desculpe, não era o que eu queria.
Pensei escrever algo feliz para quem lia.
Que tivesse motivo para, ao ler, você sorrir.
Mas, sobre crianças, só temas que me angustiam.
O mundo tem sido muito mau com suas crianças, diria até hediondo.
E em poucos rostinhos pode se sentir a alegria.
Precisamos gritar hoje: Vamos amar nossas crianças!!!

Taróloga

Texto revisado por Cris
Publicado dia 14/4/2007

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