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Assumir a própria loucura

por Paulo Tavarez

Publicado dia 29/3/2020 em Autoconhecimento

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Será que Humphrey Bogart estava certo mesmo? Será que a humanidade sempre esteve duas doses abaixo do normal? Sou obrigado a concordar com o ator de Casablanca, só não acho que seja necessário usar o álcool para isso.

O grande problema da humanidade segue sendo a normalidade. Viva os loucos, saudações aos lunáticos, o mundo tenta livrar-se de sua santa loucura através de normas. Isso mesmo, meus amigos, normal é aquele que segue normas, nada mais do que isso.
A normose é uma doença, mais uma dentre tantas patologias modernas, o grande problema é que a própria medicina desconhece isso, dessa forma, médico algum poderá curá-lo, pois eles não irão reconhecer a sua doença. Você está sozinho nessa, o máximo que podem fazer por você, se você insistir em permanecer nesta cela, é entupi-lo de remédios como benzodiazepínicos, antidepressivos, ansiolíticos etc., mas você pode sair dessa cela, observe bem e irá perceber que as portas sempre estiveram abertas, seus medos criaram esse cárcere, mas a sua coragem poderá libertá-lo. 

Um pouco de loucura não faz mal a ninguém, já dizia o Chapeleiro Maluco. A loucura precisa ser enfrentada, ajustada, usada a favor do nosso crescimento e não negada como tem sido durante toda a história da humanidade. Temos, todos nós, uma lado apolíneo, de formas perfeitas, de regras e padrões, mas temos também um lado dionisíaco, onde as pulsões do inconsciente pedem passagem. Um lado maravilhoso que precisa ser integrado, aceito, incorporado, pois é justamente assim que crescemos. O diabo nunca foi tão feio, acredite, entre nesse labirinto e entrente-se, você é o próprio Teseu, mas também o Minotauro, tudo é você.

Sou como Ariano Suassuna, também adoro gente doida, gosto de conhecer pessoas que estão dando azo à própria loucura, lutar contra isso é inútil e perigoso, temos que estabelecer um diálogo interno com todos esses conteúdos desajustados do nosso inconsciente, com ou sem a ajuda de terapeutas, não há meios de crescer sem integrar os conteúdos do inconsciente, ou melhor dizendo, tornar consciente aquilo que é inconsciente. O mestre Jung chamava isso de individuação e ele estava certo. Indivíduo é aquilo que não pode ser dividido. Não é o nosso caso, estamos todos divididos, somos todos esquizofrênicos e nos achamos o máximo. 

Até quando vamos fugir da própria sombra? Quando iremos nos aceitar? Por que razão não nos aprovamos? Simples de responder: através da nossa perspectiva equivocada, pensamos que não estamos ajustados às exigências e padrões externos.
Vejam o tamanho da nossa estupidez: transferimos todo o nosso poder para esse mundo de ilusões, um mundo insano que foi construído a partir de normas padrões que não corresponde em nada com a nossa realidade, dessa forma, por não conseguirmos ser reais nos tornamos ilusórios.

Está na hora de acordar e assumir a própria loucura.


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Sobre o Autor: Paulo Tavarez   
Conheça meu artigos: Terapeuta Holístico, Palestrante, Psicapômetra, Instrutor de Yoga, Pesquisador, escritor, nada disso me define. Eu sou o que Eu sou! Conheça mais sobre mim em: www.paulotavarez.com - Instagram: @paulo.tavarez
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