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Até onde posso chegar com PNL?



Esta é uma pergunta que eu mesmo me fiz quando comecei a estudar programação neurolingüística. Antes de mergulhar a fundo no estudo tinha uma idéia bem deturpada sobre esta técnica: achava que era uma forma de manipular as pessoas para que elas fizessem aquilo que eu decidisse. Talvez tenha formado esta opinião porque na primeira vez em que ouvi falar de programação neurolingüística – PNL - foi através do meu irmão, um sujeito extremamente ambicioso que fazia quase qualquer coisa para alcançar seus objetivos... É lógico que ir atrás dos objetivos é uma dádiva. O problema é que... nós não nos “bicávamos”. Logo, neurolingüística não presta, não é verdade?

Aí foi o meu primeiro aprendizado sobre o assunto: tudo o que sei sobre o mundo são idéias, considerações, hipóteses que tomo como verdade para mim, mas que não é verdade para outras pessoas. A idéia que eu tinha sobre PNL não é a que tenho hoje e não será a que terei amanhã. E assim funciona com a mente humana: “nossos sentidos, nossas crenças e nossa experiência passada nos dão um mapa do mundo a partir do qual podemos operar; mas um mapa jamais pode ser inteiramente preciso, caso contrário, seria igual ao terreno que abrange”, diz Joseph O’Connor, em Manual de Programação Neurolingüística.

Daí faço a pergunta do título deste bate-papo: até onde posso chegar? E respondo: vai depender do mapa que estou utilizando. Se eu acredito, por exemplo, que quero ser rico e ao mesmo tempo acredito que um salário de dois mil reais por mês é o suficiente para mim, estarei estabelecendo o meu limite de riqueza em dois mil reais por mês. Mas se, ao mesmo tempo, eu acredito que devo ter uma vida cheia de privações porque espiritualmente estarei honrando a vida que recebi de Deus, estarei estabelecendo que desejo privações no dia-a-dia. As crenças de querer ser rico, dois mil reais por mês e privações entrarão em confronto.

Robert Dilts dividiu as crenças que todos possuem em seis níveis principais que englobam tudo o que acreditamos sobre nós, nosso ambiente e nossa existência e que devem ser trabalhados quando desejamos aprendizado e mudanças. Ele chamou esta divisão de níveis neurológicos, que são: ambiente, comportamento, capacidade, valores e crenças, identidade e espiritual. Tudo em que acreditamos transita por um desses seis níveis. O que vejo sobre as coisas que nos cercam – ambiente; aquilo que eu faço diariamente – comportamento; o conjunto dos comportamentos, talentos, habilidades e estratégias que usamos – capacidade; as várias idéias que temos sobre nós, os outros e o mundo – crenças e valores; meus valores profundos e crença sobre quem eu sou – identidade e, finalmente, tudo aquilo que creio que existe além de mim, no sentido mais profundo – espiritual. É bom lembrar que todos os níveis de que falei são crenças, fazem parte do seu mapa individual, é aquilo em que você acredita e não a realidade pura. As crenças podem ser mudadas, e o são, efetivamente.

Você se lembra de um tempo em que você acreditava piamente que havia uma loira com algodão na boca e no nariz, atrás da porta do banheiro da escola? Sim? Não? Bem, esta era uma das crenças que eu tinha quando criança e descobri que na escola da minha filha também havia a tal loira, vinte anos depois... Acho que ela usa botox... Pois é, durante nossa vida as crenças vão mudando assim como nós vamos ampliando o nosso mapa, ou seja, acrescentando conhecimento, vivência, experiências. Sendo assim, eu só posso chegar até onde minha crença atual me permite. Aí é que eu me toquei que a idéia que tinha sobre programação neurolingüística, onde eu manipularia as pessoas ao meu bel prazer, não tinha nada a ver: se eu não estava satisfeito com minha vida, teria que usar a PNL para o meu auto-conhecimento, minha mudança pessoal. Não posso mudar os outros, mas posso mudar o meu jeito de ver o mundo.

E olha que isso exige coragem! Olhar onde eu me acho merecedor e onde eu não me acho. Perceber tudo o que eu quero e ver se realmente isso tem alguma importância para a minha realização ou não passa de desejos condicionados pela midia. Perceber quantas “loiras do banheiro” permaneciam na minha mente, impedindo que eu alterasse o nível neurológico do comportamento e da capacidade, e assim pudesse agir positivamente para a minha realização pessoal.

Descobri, colocando em prática as diversas técnicas da PNL, muitas das quais você poderá entender lendo os textos anteriores neste mesmo site, que posso chegar muito longe, mas muito longe mesmo! Mas o “até onde posso chegar” sempre anda de mãos dadas com o “até onde devo chegar”. Quando formulamos metas baseadas nos padrões estabelecidos pela neurolingüística, não podemos nos esquecer de verificar as estruturas de ecologia.

E o que é isso? Tem algo a ver com o lixo reciclado? Não. Ou tem. A ecologia, dentro da PNL, significa manter os diversos sistemas em equilíbrio. Você é um sistema, ou seja, neste momento você é a soma de todos os processos orgânicos, neurológicos e energéticos que acontecem em você. Isto é dinâmico e está mudando a cada instante. A neurolingüística atua nos processos internos, mudando o sistema. Porém, você também é parte de outros sistemas: sistema familiar, sistema profissional, sistema social e outros. Cada sistema influencia e é influenciado pelo outro. Uma meta que você busca irá influenciar outros sistemas. Por exemplo: você quer muito mudar para Salvador, porque lá existe uma grande oportunidade de trabalho. Ok. Você mora em São Paulo. A questão é que o seu cônjuge é muito apegado à mãe dele, que é velha e doente. Esta mudança é ecológica? Trará mais benefícios ou não? O quanto você depende do bom humor do seu parceiro para ter um bom desempenho profissional? Que problemas poderiam ser causados pela mudança proposta? O que será perdido? E inconscientemente: existe algum motivo de se afastar da sua cidade natal, da família, dos amigos?

Pois bem, a programação neurolingüística é um importante instrumento de auto-conhecimento e auto-desenvolvimento e pode realmente levá-lo a se realizar. E realização não tem nada a ver com ganhos materiais, embora isso também faça parte. Mas o principal é o equilíbrio pessoal, emocional e com as pessoas que você ama. Acho que poucos trocariam este equilíbrio por qualquer realização financeira que possa desejar. E não é para menos: a programação neurolingüística surgiu através do estudo do procedimento de três dos maiores nomes da terapia no século passado: Milton Erickson, Virginia Satir e Fritz Pearls, cujas vidas foram símbolo de superação, amor ao próximo, criatividade e realização. Mas agora estou falando do meu mapa. Então, deixo a pergunta: até onde você quer chegar? E até onde você deve chegar?

Aruanan
Consultor e terapeuta PNL e Constelação Familiar
Palestras gratuitas: Lei da Atração na Prática, O Segredo do Relacionamento e O Caminho do Equilíbrio!
Cursos e Workshops
www.nokomando.com.br

Texto revisado por Cris
Publicado dia 3/9/2007

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Autor: Alex Possato   
Terapeuta sistêmico e trainer de cursos de formação em constelação familiar sistêmica
E-mail: alexpossato@hotmail.com | Mais artigos.

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