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Auto-estima: descobrindo para compartilhar



Existem muitas pessoas com diploma universitário. Também existem outras tantas sem o bendito canudo. Será que o diploma é essencial para o sucesso profissional de alguém? E será que a falta do diploma faz diferença?

Vamos por partes. É óbvio que para iniciar alguma carreira o diploma serve de “bilhete de entrada”. Porém, entrar num ambiente não significa muita coisa. Existem muitas pessoas que conseguem entrar num ambiente sem mesmo ter o “bilhete”.

Seguindo a mesma lógica, o que realmente faz alguém se destacar num emprego? O que faz alguém ser promovido, enquanto outro é demitido? O que leva alguém buscar novas oportunidades, tanto dentro da empresa que trabalha como em outras? Bem, posso listar vários diferenciais: habilidade em estabelecer relacionamentos importantes para os próprios objetivos (networking); autoconhecimento e controle emocional; pró-atividade, ou seja, a capacidade de tomar decisões sensatas diante de situações-chave; percepção para aprender quando e como se colocar; criatividade para solucionar ou contornar problemas; atitude de perceber e fazer mais do que simplesmente o cargo exige; liderança positiva sobre outros colegas; compreensão da missão da empresa e comprometimento com ela; enfim, uma série de características que não se aprende em faculdades e que são decisivas no progresso profissional.

Pode parecer muita coisa, mas na verdade não é. Todos têm todas as características que necessitam para se dar bem numa empresa, numa profissão. Do seu jeito, da sua maneira. Porém, existe uma cilada ao se querer aprender métodos, posturas exteriores para melhorar o desempenho: encenar um comportamento que não tem muito a ver consigo mesmo logo revela-se uma fraude. Imitar alguém que possui um comportamento pró-ativo, auto-confiança e eficiência pode até servir de estímulo, no começo, mas se tentar usar somente a mesma estratégia para alcançar o status que o colega bem-sucedido alcançou é um convite para o fracasso.

Cada pessoa é uma pessoa. Cada característica tem o seu próprio charme, a sua própria eficiência. Existem pessoas extremamente tímidas com muito sucesso. Existem pessoas com o padrão de beleza fora da imagem comum da sociedade e que se destacam em meio a tantos “belos” e “belas”. Existem pessoas que falam pouco e se comunicam bem. Então, vamos dizer assim: aparência, postura, colocação de voz, ser aceito pelos outros e charme não tem nada a ver com sucesso profissional. É, esta é a verdade, embora o contrário, às vezes, não seja verdadeiro: existem pessoas bem-sucedidas que são charmosas, têm aparência, postura, boa colocação de voz e são, evidentemente, aceitas.

É bem possível que neste momento você esteja curioso em saber qual é a característica que as pessoas bem-sucedidas têm e os outros não demonstram ter (não é que não tenham). Eu respondo: auto-estima!

Como adquirir auto-estima

É, esta é uma grande pergunta: como adquirir auto-estima? E então eu respondo com uma charada: auto-estima não se adquire, se percebe. Dá para perceber a diferença? Eu só posso adquirir uma coisa que não possuo. Porém, eu só posso perceber aquilo que já existe. E auto-estima é uma questão de percepção, pois já existe! A questão é: passamos muito tempo querendo agradar os outros, fazendo posturas que mostram “como somos legais e valorosos” para fora, ao invés de gastar nossos preciosos segundos de vida para identificarmos as qualidades que possuímos, agora, neste momento!

É por isso que pessoas com posturas bem diferentes das colocadas em cursos de marketing pessoal são um sucesso. Antonio Ermírio, Jô Soares, Tom Zé, Chico Buarque, entre outros, têm uma postura absolutamente peculiar, sem seguir nenhuma regra e são ótimos naquilo que fazem. Mas com certeza você conhece pessoas que estão bem em sua área de atuação, desempenham bem o seu papel e não possuem a fama das pessoas que citei. Na verdade, nenhuma comparação é proveitosa.

Você é você e apenas as suas próprias qualidades interessam, da forma que você é. Então, como você pode melhorar a sua auto-estima, percebendo somente as características que são suas? Resposta: exercitando. Por exemplo, se você consegue boas relações com os colegas de trabalho, você tem uma forma sua de conquistar as pessoas. Esta mesma forma servirá para conquistar pessoas que poderão influenciar positivamente sua carreira. E não venha com a conversa de que amigos são amigos, negócios à parte. Quando você conquista amigos, está querendo coisas para si: compreensão, companheirismo, carinho, troca de experiências... No caso de relacionamentos profissionais, você também estará querendo coisas: melhoria salarial, aumento da própria capacidade, melhor situação para a empresa, etc.

Assim, pergunte a si mesmo: quais são minhas características que me fazem conquistar coisas que quero, por menor que sejam essas coisas? Como posso aplicar essas características buscando metas maiores? Como vou adaptar essas características a grupos que ainda não domino, mas que podem me trazer grandes benefícios? O que posso dar em troca? Qual o papel que devo desempenhar, ao perceber que tenho tantas habilidades?

A isto chamo de auto-estima com responsabilidade. A auto-estima é extremamente importante e nasce de dentro para fora, ou seja, quando reconhecemos nossas potencialidades que não foram reveladas e que podem impulsionar nossa vida para além dos limites imaginados. Porém, julgo fundamental entender que, possuidor desta potencialidade que todos têm, devemos fazer parte do despertar da potencialidade que o outro tem, seja o colega, o parente, o filho, o amigo... Tanto faz o que reconhecemos como conquistas pessoais nossas. Fato é que existe alguém que não alcançou o patamar que nós alcançamos neste instante e este alguém pode aprender alguma coisa conosco. Estamos aqui para passar, principalmente porque, por menos que tenhamos conquistado, temos uma experiência que pode acrescentar ao outro. Como está o seu colega do lado? Como está o seu irmão?

Lembre-se: as pessoas que se tornaram destaques no mundo só se tornaram destaques no momento em que resolveram partilhar um pouco de si com o próximo... Por isso, a auto-estima é importantíssima para o seu próprio desenvolvimento pessoal e profissional. Mas exercitar a sua auto-estima em prol de outros, daí sim, você estará trilhando o caminho do seu sucesso e abrindo portas que antes você não imaginava! Então, medo de falta de opção profissional será coisa do passado...

Alex Possato
Consultor e coach de vida
www.nokomando.com.br

Texto revisado por Cris
Publicado dia 3/12/2007

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Autor: Alex Possato   
Terapeuta sistêmico e trainer de cursos de formação em constelação familiar sistêmica
E-mail: alexpossato@hotmail.com | Mais artigos.

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