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Auto-imagem



A Auto-imagem é o conjunto de idéias, conceitos e opiniões que alguém tem de si, bem como a imagem que supõe projetar para os outros. O estudo da auto-imagem é relevante para várias linhas de pesquisa do ser humano, na medida em que a imagem que um indivíduo tem de si determina importantes aspectos de seu comportamento, notadamente a forma com que se relaciona com os outros.

Por exemplo, pessoas com uma auto-imagem depreciativa tendem a formar mecanismos de defesa para diminuir seu sofrimento psíquico, dentre os quais destacam-se:

* Buscar insistentemente a aprovação alheia.

* Competir em diversos contextos no anseio de reverter sua auto-imagem depreciativa.

* Esquivar-se de interações sociais ou situações novas para não ver sua auto-imagem negativa reforçada.

* Assumir posturas artificiais e inautênticas na intenção de melhorar a imagem que projetam.

* Esconder a todo custo seus erros para não sofrer maiores danos à auto-imagem.

Já pessoas com uma auto-imagem distorcida para mais, tendem a ser presunçosas, míopes quanto a seus próprios equívocos e predispostas a personalizar excessivamente tudo o que fazem, ou seja, tomam à si mesmas, como medida de tudo.

Uma pessoa com auto-imagem realista está mais apta aos desafios da vida e ao bom relacionamento humano, pois seu comportamento é coerente com a idéia que faz de si, o que lhe permite uma autoconsciência mais apurada,e assim, pode facilmente corrigir seus erros, e ter satisfação em suas conquistas.

Temos uma imagem do que somos, mas, infelizmente, ela não é real. Compomos a imagem de quem somos, a partir do que ouvimos a nosso respeito, e assim, nos vemos através do que os outros viram em nós.

Como a maioria de nós está completamente envolvido pela visão limitada do EGO, nos supomos pequenos e frágeis, e muito menos capazes, do que realmente somos.

Muito do que pensamos, “achamos”, fazemos e julgamos, é algo que aprendemos na infância, e hoje reproduzimos “automaticamente”.

Assim, se você foi uma criança bastante criticada, é provável que hoje você tenha esse hábito consigo e com os outros e é provável também que não tenha consciência disso.

Observando, sem julgamento, o comportamento dos “adultos” de sua infância, terá a oportunidade de descobrir muito acerca de si mesmo.
Lembre-se das críticas, dos “rótulos”, e saiba que de uma forma ou de outra, esses conceitos acabaram por se integrar à sua “auto-imagem”.

Perceba que em nossa cultura, valorizamos a “punição” e o castigo, como métodos de educação. Fomos julgados e rotulados por nossos atos, por nossos erros. Fomos recompensados, abraçados, aceitos e acariciados, sempre que conseguimos ser “bonzinhos” ( atendemos ao que esperavam de nós), enquanto que, fomos rejeitados, rotulados, agredidos e humilhados, quando não conseguimos atingir os altos padrões de perfeição, estabelecidos para nós, ou, quando fizemos tentativas de realizar as coisas do nosso modo.

Portanto, até hoje valorizamos o “padrão ideal”, enquanto que, a individualidade e a espontaneidade, são desprezadas ou consideradas formas de “rebeldia”. Por que as pessoas autênticas, precisam ser vistas, como “esquisitas”, “estranhas” ou “deficientes”?

Fomos algumas vezes, comparados em desempenho, aos nossos primos, irmãos e vizinhos, e aprendemos que devemos sempre nos comparar às pessoas.
Alguns, ao fazerem essa comparação, lutam desesperadamente, e frustram-se (naturalmente!), ao perceberem que sempre alguém é “melhor”, ou que tem mais atributos admirados pelas pessoas. Entre comparações e frustrações, surge a inveja, que, no fundo, significa achar que a outra pessoa não merece o que possui, ou, que merecemos mais do que ela.

Quantas vezes você foi incentivado a fazer algo, ainda que tivesse que recomeçar no final? Não fomos incentivados a ver o erro como um mecanismo de aprendizado. E até parece que errar ou se enganar significa assumir um “quê” de desvalorização em sua “imagem social”. Somos completamente aversos ao erro e às tentativas, vivemos na ilusão arrogante de que TEMOS que saber tudo, e acertar sempre, porque errar é uma coisa para os fracos.

Como errar faz parte do processo de crescer, a cada vez que erramos, ou não fazemos a melhor escolha, costumamos nos castigar, nos abandonar, nos privar do que gostamos, ainda que de forma inconsciente; exatamente como um dia fizeram conosco. Não sabemos nos apoiar, nem conseguimos perdoar a nós mesmos, somos os primeiros a nos castigar, nos privando do prazer de viver!
É claro que não fazemos tudo isso de maneira consciente! Afinal, conscientemente, ninguém quer sofrer, mas, a “imaturidade” que nos leva a continuar culpando algo externo pela nossa infelicidade nos impede de nos livrarmos dos sofrimentos. Ainda que não tenhamos consciência, ao “escolhermos” responsabilizar um fator externo(alguém, o azar, a vida), pela Lei do Livre-Arbítrio, estamos “aceitando” as conseqüências dessas escolhas que, na maioria das vezes, são dolorosas.

Enquanto culpamos os outros, nos igualamos à uma criança que continua se expondo ao perigo que já a feriu anteriormente; é uma atitude “imatura”, um oculto desejo por comodismo, ou, por simplesmente “não querer ver”. Mas, o fato, é que escolhemos sofrer e essa escolha só é possível, quando agimos impulsionados pelo EGO (o ego não aceita mudanças, teme o novo e o inesperado, e se considera o mais “perfeito dos mortais”).
Alguns preferem se ausentar da vida, se distraindo com trabalho ou qualquer outra coisa que lhe tome bastante tempo, assim, não correm o risco de errar. Quando nos fechamos para os riscos que significam viver, nos isolamos do processo da Vida e ficamos doentes na Alma.
Portanto, se sua auto-imagem está em baixa, lembre-se de que as conclusões que criou a seu respeito, a partir do que lhe disseram, não correspondem à verdade. Assim como, todas as opiniões, comentários e críticas que lhe magoaram, não retrataram seus erros, mas, as expectativas das pessoas, que você não atendeu.
Em muitas coisas que você acredita ter “errado”, porque disseram que errou, o que “doeu” de verdade, foi ter que dar o “braço a torcer”, não foi? Porque a experiência certamente lhe trouxe algumas coisas boas, enquanto “deu certo”.
Portanto, procure não se culpar por nada, você nunca errou, apenas experimentou! Perceba as sensações que essas palavras lhe despertam, se ficar repetindo-as por alguns minutos.
Esse é um momento de “desaprender”, questionar, cada conceito a seu próprio respeito e se permitir olhar a si mesmo, com olhos “mais amigos”, e assim, começar a se descobrir.
Tudo aquilo que faz você se julgar menos, incapaz, infeliz, esquisito, um “pobre coitado” ou qualquer outra coisa assim, está baseado no que lhe disseram e não realmente no que você é. Você é um ser ETERNO, repleto de sabedoria e potencialidades.
Portanto, faça as pazes consigo, olhe-se com "bons olhos", fique do seu lado, faça-se feliz e tudo isso depende do quanto você se acredita capaz e merecedor!
Por isso, o que mais importa, é como você se vê!

Abraços Fraternos a todos!

Texto revisado por: Cris
Publicado dia 16/3/2007

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Autor: Adely Branco   
Aconselhamento metafísico,constelação familiar com bonecos, tarô terapêutico,leitura da aura, mapa astral, mapa numerológico, Mahalila- o jogo do autoconhecimento.
E-mail: adely.branco@gmail.com | Mais artigos.

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