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Bhagawan Shree Rajneesh: Religião e Meditação

por Marcos Spagnuolo Souza

Publicado dia 11/10/2008 em Autoconhecimento

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Rhajneesh salienta em seus discursos que Buda ensinou as pessoas a se tornarem meditativas, silenciosas e mais pacíficas. Ensinou meditação como jornada interior até alcançar o próprio centro da consciência e o centro de nossa própria consciência é o centro de todo o universo. A meditação para Buda é algo interior, que ninguém mais pode ver; só quem está meditando sabe se está progredindo ou não. Quando Buda estava vivo, muitas pessoas atingiram a auto-realização, a iluminação, mas quando Buda morreu inventaram a organização que deveria ajudar as pessoas a meditar, surgindo os sacerdotes que começaram a criar rituais ao redor da imagem de Buda. Surge a religião organizada cuja única finalidade é adorar o Buda, ter fé no Buda, seguir os princípios do Buda, viver a vida de acordo com sua doutrina; e Buda se perdeu na organização. Todos esqueceram o básico, que era a meditação.

A estátua de Buda que vemos hoje, ressalta Rajneesh, não possui nenhuma semelhança com a personalidade de Buda, assemelha-se com a personalidade de Alexandre, o Grande. Alexandre chegou à Índia trezentos anos depois de Buda e até então não havia nenhuma estátua de Buda. Os sacerdotes estavam buscando uma imagem de Buda, pois não havia nenhuma fotografia, não havia nenhuma pintura, não sabiam como fazer uma estátua de Buda. A face de Alexandre parecia realmente um super-homem, assim todas as estátuas que estão sendo adoradas nos templos Budistas são estátuas de Alexandre, o Grande, elas não têm nada a ver com Buda. Mas os sacerdotes tinham que criar uma estátua. Eles criaram a estátua e começaram a dizer para as pessoas terem fé em Buda, confiem em Buda, e confiando em Buda seriam salvos.

Rajneesh diz que a questão não é ter fé em Buda ou em qualquer outro mestre e sim desenvolver em si mesmo o indicado pelos mestres. Os mestres apontam o caminho e o discípulo deve transformar sua vida no caminho indicado pelo mestre, assim sendo o esforço é dissolver a religião deixando apenas a meditação. Religião para Rajneesh é a doutrina organizada, credo, ritual, sacerdócio que tem iludido a humanidade. Centra seu objetivo na destruição do sacerdócio, pois, eliminando o sacerdócio a religião também acaba. A organização religiosa tem seus próprios meios que vão de encontro à meditação. A organização é realmente um fenômeno político sendo outro caminho para adquirir poder e satisfazer o desejo pelo poder.

Rajneesh ensinou que o homem é absolutamente livre, totalmente responsável por seu próprio crescimento. Quanto mais o homem for responsável pelo seu próprio crescimento, mais difícil é para ele adiar o crescimento por mais tempo. Isso quer dizer que se a pessoa é miserável, a própria pessoa é a responsável. Se a pessoa for tensa, a pessoa é a responsável. Se a pessoa não está relaxado ela é a responsável. Não há nenhum sacerdócio que a pessoa precisa ir e pedir algum ritual ou conselhos. Os sacerdotes continuam dando ópio ao povo, eles vão dando esperança, inclusive depois da morte, mas não ensinam às pessoas a meditarem, não ensinam colocar em prática o ensinado pelos mestres. Se não existir nenhum sacerdócio as pessoas terão que compreender que cada um é o responsável pelo estado de inconsciência e esta compreensão abre a porta para o infinito através da meditação. Abandonar todas as religiões é necessário para que o ser humano continue a crescer. Não é necessário que pessoas ou organizações fiquem entre o indivíduo e a existência. Nenhuma oração, nenhum sacerdote, pois, a pessoa sozinha é suficiente para encarar o seu próprio desenvolvimento em direção ao Todo.

Rajnnesh observa que a partir do momento em que cada pessoa elabora o seu próprio método para sair do estado miserável inicia a meditação. A meditação é o oposto do estado de miséria, sofrimento, angústia, ansiedade. É um estado de florescimento de um ser pacífico, feliz, silencioso e tão atemporal que a pessoa que está fora do estado meditativo não pode conceber ou imaginar. Não há nada melhor que o estado de uma mente meditativa. A meditação é a retirada de todas as barreiras, pensamentos, emoções, sentimentos, que criam um muro entre você e a Consciência Cósmica. No momento em que os muros são abandonados subitamente a pessoa descobre a si mesmo em sintonia com o Todo; não somente em sintonia, descobre que é o Todo. Quando uma gota de orvalho entra no oceano, ela não acha que é parte do oceano, ela acha que ela É o oceano. Isso é a meta suprema, a suprema realização, não há nada, além disso.

Rajnnesh conta que toda manhã Lao Tzu costumava passear nos montes. Um amigo lhe perguntou: “Posso ir um dia com você? Eu particularmente gostaria de vir amanhã, porque tenho um hóspede que está muito interessado em você e ele será imensamente grato de ter a oportunidade de estar com você por duas horas nas montanhas”. Lao Tzu disse: “Não tenho objeções, apenas uma coisa simples deve ser lembrada. Não quero que coisa alguma seja dito por que tenho meus olhos, você tem seus olhos, ele tem os olhos dele. Não há necessidade de falar nada”. O amigo concordou, mas no caminho, quando o sol começou a nascer, o hóspede esqueceu. Estava tão bonito ao lado do lago, o reflexo de todas as cores, os pássaros cantando e os lótus florescendo, brotando, ele não pode resistir, ele esqueceu. Ele disse: “Que belo nascer do sol”. Seu anfitrião ficou chocado porque ele havia quebrado a condição. Lao Tzu não disse nada, nada foi dito então. De volta em casa ele chamou seu amigo e lhe disse, "não traga mais seu hóspede. Ele é muito tagarela. O nascer do sol estava lá, eu estava lá, ele estava lá, você estava lá, qual a necessidade de dizer algo, qualquer comentário, qualquer interpretação é desnecessária”. Rajnnesh está mostrando: você está aqui, todo indivíduo está aqui, toda existência está disponível. Tudo que a pessoa precisa é ficar em silêncio e escutar a existência. Não há nenhuma necessidade de qualquer religião, não há necessidade de qualquer palavra ou ensinamento, não há necessidade de qualquer sacerdócio, não há necessidade de qualquer organização.

Rajneesh afirma que a única coisa que restou é um estado de meditação, que simplesmente significa um estado de silêncio absoluto. A palavra meditação é muito pesada sendo melhor chamá-la apenas de silêncio, e a existência abre toda sua beleza para você. À medida que o silêncio vai crescendo, a pessoa vai crescendo, e chega o momento que atinge o pico da sua potencialidade que é o estado Búdico, iluminação, bhagwatta, divindade, qualquer que seja o nome, isso não tem nome, então qualquer nome servirá.

Texto revisado por: Cris

 


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