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Bhagawan Shree Rajneesh: uma nova humanidade ou suicído global

por Marcos Spagnuolo Souza

Publicado dia 11/10/2008 em Autoconhecimento

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Rajneesh foi um mestre incompreendido sendo caluniado e odiado por muitos grupos e inúmeras nações o expulsaram. Quando a mensagem de Rajneesh chegou ao Brasil muitos jovens aderiram aos seus ensinamentos, inclusive eu, mas não compreendíamos a totalidade de suas mensagens. Retivemos apenas na oposição ao poder religioso, político e econômico sem buscar realizar individualmente, em silêncio interior, um nível de consciência mais elevado em relação ao Todo.

Negamos a nossa cultura e valores sem substituir pelo verdadeiro propósito ensinado que era a meditação como meio de ultrapassar os limites impostos. Devido a nossa inexperiência nos rebelamos contra tudo e todos e paramos aí. O tempo passou, colhemos os duros frutos de nossas rebeliões e, hoje, com cabelos brancos, compreendemos a totalidade do pensamento do nosso antigo mestre.

Naquela época, Rajneesh nos observava como éramos e ria das nossas loucuras e seus olhos brilhavam da nossa infantilidade, mas ele sabia que um dia compreenderíamos o que ele estava querendo dizer. Hoje, sou uma pessoa idosa e procuro passar para os meus filhos e alunos o que o antigo mestre dizia. Recentemente, preparei uma aula mostrando a necessidade de transcendermos os nossos conceitos culturais para que a humanidade não seja destruída, pois, os ensinamentos do mestre mostram que o mundo todo está nas garras de uma insanidade longamente adiada. Adiamos e adiamos a transcendência da consciência e, agora, o último grau, o grau da destruição chegou.

Rajneesh diz em um dos seus discursos que há agora somente duas possibilidades: uma é que a humanidade venha a cometer um suicídio coletivo, porque esta insanidade não mais pode ser acumulada. As religiões contribuíram, os moralistas contribuíram, os professores contribuíram os assim chamados grandes homens contribuíram para tornar o homem cada vez mais e mais insano. E agora chegou o ponto final, onde podemos cometer um suicídio coletivo através das bombas atômicas ou das bombas de hidrogênio ou de qualquer outra coisa. 

O homem como é não pode ser tolerado sobre a Terra agora. Tornou-se intolerável. O ser humano não é apenas um suicida; ele se tornou assassino, pois, está matando toda a Terra. Ele está matando tudo. Não há nada vivo que ele goste, somente coisas mortas o atraem, e quanto mais mortas, melhor, porque, então, pode-se possuí-las, manipulá-las. Devido a isso, a hora está chegando cada vez mais e mais perto. E, no mundo todo, aqueles que pensam e aqueles que sentem e aqueles que sabem estão em busca de métodos para ajudar as pessoas a transcenderem a loucura. Chegou o momento para cada pessoa dar um salto para reinos mais elevados do ser. Se essa transformação não vier, então, nada pode ser feito, a pessoa cometerá suicídio. Afirma Rajneesh que as energias espirituais estão se juntando, as forças espirituais estão se reunindo, muitos grupos esotéricos estão trabalhando. Em todo lugar há um tatear em busca de algo que possa tornar-se uma alquimia para mudar as pessoas.

Atualmente, os antigos discípulos do mestre compreendem que a alquimia da mudança não está nas ações de oposição, mas permanecer no estado meditativo que conduz a outras dimensões e quando isto ocorre o poder deixa de existir, a religião desaparece, a cultura não mais domina, o direito imposto é substituído por uma disciplina auto-referencial. Meditação é perceber em silêncio o que está acontecendo consigo mesmo e buscar a verdade em seu interior mais profundo. Quanto maior o nosso silêncio maior a alegria que sentimos, maior é a nossa dança cósmica e maior é a presença do eterno em nós. A pessoa sem o silêncio torna-se muito medrosa, possui medo do movimento, do dinamismo, medo de estar diante da luz divina e assim se transforma numa pequena lagoa.

Rajneesh salienta que toda lagoa é suja, tediosa, estagnada e toda pessoa nesta condição é antiquada, doentia e toda sua vida é uma patologia. A única alquimia possível para salvar as pessoas é cada um voltar-se em silêncio para si mesmo e neste momento a magia divina transforma a lagoa em um rio que se movimenta em direção ao absoluto.

Neste início do século XXI, cada pessoa deve compreender que não deve centrar a sua atenção na melhoria da sociedade e sim buscar a ampliação de sua própria consciência. A única realidade é a existência de cada pessoa com sua específica individualidade e quando esta individualidade está com os sentidos presos ao dimensional desenvolve todas as doenças psíquicas. Quando os doentes se reúnem formam uma sociedade competitiva, baseada no lucro e nas emoções passageiras. O foco de nossas atenções não deve ser a mudança dos paradigmas externos e sim a nossa própria transformação. Entendo por transformação o desconectar os nossos sentidos do mundo relativo e fazer uma reversão da consciência do universo dimensional para o nosso universo interior.

O mestre Rajneesh diz que atualmente as pessoas estão dormindo, as pessoas estão mortas, as pessoas não são humanas, pois, ainda não se elaboraram e apenas acreditam que são seres humanos. As pessoas não estão acordadas, elas acreditam que estão acordadas e seus gestos são vazios. O estado existencial das pessoas não é sequer desumano porque as pessoas não são humanas, o atual estado existencial somente pode ser descrito de anumano, isto é, não possui nenhum valor humano. Fundamentado em Rajneesh podemos dizer que o propósito da vida no momento em que estamos vivendo é deixarmos de ser anumanos para sermos humanos e tal transformação somente pode ocorrer através da reversão da nossa consciência para o interior da própria consciência.

Texto revisado por: Cris 

 


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