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Biodanza - Sistema Rolando Toro - ciência e um Portal para a Vida - parte I

por Marcos Sousä Administração Bioquântica, Assessoria e Consultoria de Empresas

Publicado dia 24/2/2020 em Autoconhecimento

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I – DEFINIÇÃO

Criada há mais de quarenta e cinco anos, por Rolando Toro Araneda (1924-2010), psicólogo, antropólogo, poeta e pesquisador chileno, a Biodanza (bio = vida, danza = dança; dança da vida, e movimento pleno de sentido), é um sistema de integração afetivo-humana, de renovação orgânica, de reeducação afetiva e de reaprendizagem das funções originárias da vida. Sua metodologia consiste em induzir vivências integradoras por meio da música, do canto, do movimento e de situações de encontro em grupo, que vão permitir o desenvolvimento de potenciais genéticos (linhas de vivências).

“Integração” significa coerência e unidade entre as diferentes funções orgânicas e psíquicas. O homem atual está dissociado nos níveis motor, emocional e orgânico. Sente uma coisa, pensa outra e atua de forma diferente. Sua existência é inautêntica e fragmentada. Essa situação o conduz à depressão, ao stress e à destrutividade.

“Desenvolvimento de potenciais humanos” significa a expressão genética das imensas capacidades afetivas e intelectuais, inibidas e bloqueadas por uma cultura repressora.

A Biodanza, Sistema Rolando Toro, é desenvolvida, normatizada, regulada e controlada, no Brasil e no mundo, pela International Biocentric Foundation - IBF. No Brasil, acontece praticamente em todos os Estados com conselhos regionais, associações-escolas e grupos regulares de desenvolvimento pessoal e profissional, com facilitadores formados pela International Biocentric Foundation. No Mundo, a Biodanza acontece na Argentina, Chile, França, Espanha, EUA, Inglaterra, Itália, Japão, Paraguai, Peru, Portugal, Uruguai, entre outros países.

II – METODOLOGIA

MÚSICA – MOVIMENTO – VIVÊNCIA: a eficácia de um exercício de Biodanza se processa na profunda integração entre a música, o movimento e a vivência, formando uma função totalizadora. Há entrega absoluta; a música se encarna, ou seja, torna-se movimento corporal pleno de sentido. As atividades inovadoras são desenvolvidas com situações de encontro em grupo.

III – BENEFÍCIOS

Entre outros fatores, a integração motora: rítmo, coordenação, flexibilidade, fluidez, eutonia, elasticidade, unidade e harmonia dos movimentos. Além disso, promove auto-regulação sistêmica; equilíbrio neuro-vegetativo; eliminação de sintomas psicossomáticos; força; energia, além do aumento da resistência imunológica. Transmite coragem para expressar as emoções (alegria, tristeza, raiva, medo, ternura) e para ser criativo e feliz.

IV – ÁREAS DE APLICAÇÃO

Na educação; na saúde, como complementação terapêutica – em postos de saúde, hospitais, asilos, creches, comunidades religiosas; e em atividades para adolescentes, terceira idade, casais. Para empresas e organizações humanas, pessoas e profissionais.

V – PRINCÍPIO BIOCÊNTRICO (O PRIMEIRO PARADIGMA DA BIODANZA)

Antecedentes: os princípios universais dos seres vivos; filiação biológica do ser vivo, duplicação; auto-reorganização; constância reprodutiva; teleologia; evolução seletiva; diferenciação; memória; auto-regulação; sistema ecológico.

O princípio biocêntrico define um estilo de viver, de sentir, de pensar e de agir, pautado na conservação da vida no planeta: tem como referencial imediato a vida. Inspira-se nas leis universais que conservam os sistemas vivos e torna possível sua evolução. “Nem sempre os interesses sociais e políticos conspiram a favor da vida”, assim se refere Toro. Por exemplo, todo o delírio jurídico do oriente e do ocidente com seus códigos e tribunais de justiça se baseia na defesa da propriedade privada e não na proteção da vida.

O princípio biocêntrico surge de uma proposta anterior à cultura e se nutre da sabedoria biocósmica que gera os processos viventes.

VI – LINHAS DE VIVÊNCIA

Rolando Toro reagrupou a potencialidade genética em cinco grandes grupos e denominou-os de “linhas de vivência”; são as suas modalidades de expressão. Elas se desenvolvem em espiral em torno do eixo vertical do modelo e suas interações formam uma trama por meio da qual se expressa o potencial genético. As cinco linhas de vivência são:

- Vitalidade: potencial de equilíbrio, de homeostase, de harmonia biológica; ímpeto vital, energia de que o indivíduo dispõe para enfrentar o mundo.

- Sexualidade: capacidade de sentir o desejo sexual e o prazer; capacidade de fecundação.

- Criatividade: capacidade de renovação aplicada à própria vida, isto é, empregar a criatividade em cada ato; de inovar-se.

- Afetividade: capacidade de dar proteção; aceitação da diversidade humana, sem discriminação; empatia.

- Transcendência: capacidade de ir além do Eu e de identificar-se com a totalidade cósmica; capacidade de experimentar os estados de expansão da consciência.

A Biodanza se volta para o desenvolvimento do potencial genético, estimulando sua expressão através da vivência. Os exercícios e danças cumprem sua função reguladora atuando sobre o centro das emoções – o sistema límbico-hipotalâmico.

VII – RESULTADOS:

Mediante exercícios e danças, atinge campos específicos muito concentrados para estimular os potenciais genéticos. Na sessão de Biodanza, acontece um bombardeio de ecofatores positivos sobre a função do Sistema-Integrador-Adaptativo Límbico-Hipotalâmico (SIALH).

A integração adaptativa é o processo em que os potenciais genéticos altamente diferenciados se expressam e se organizam em sistemas cada vez mais complexos, criando uma rede de interações que potencializam a Identidade.

“Dançar a Vida como proposta existencial se facilita dando, ao participante, a oportunidade de transferir a atitude desenvolvida pelos exercícios, para as atividades do cotidiano”.

Fonte bibliográfica:
ARANEDA, Rolando Toro, “Curso de Formação Docente em Biodanza – Coletânea de Textos”, Tomos de I a VI, Escola de Biodanza Rolando Toro, MG.
“Teoria de Biodanza – Coletânea de Textos”, Vol. 1 e 2, 1ª edição, Editora Alab, Ceará.
“Biodanza”, Editora Olavobrás/EPB, 2002, São Paulo, SP.
SANTOS, Maria Lúcia Pessoa, “Metodologia em Biodanza – Primeiros Passos”, 1996, Impressão Gráfica Almeida, Belo Horizonte, MG.


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