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Centralizador/Sensiveis/Investigador: tipos psicológicos



O CENTRALIZADOR

Características básicas: tristeza, preocupação, melancolia. Analisa os pontos fortes de cada projeto, acompanha tudo nos mínimos detalhes e dificilmente delega tarefas. Exige perfeição nos mínimos detalhes. O que o outro faz está bom, mas sempre há uma “MAS”.
O CENTRALIZADOR sente-se internamente desestruturado. Entretanto não demonstra isto para os outros. Vende uma imagem de aparente tranqüilidade. Só os que são de extrema confiança do centralizador é que sabem como ele está.
Parece estar sempre melancólico. Sua energia é baixa e se distrai facilmente. Fica extremamente calado e demora para ter reações. Quando questionado alega estar pensando, talvez, um pouco cansado.
Quando criança era conhecido por ser propenso a certa melancolia. Costumava mais se lastimar, a ficar retraído e arrumar brinquedos e amigos imaginários. Tornam-se geralmente adultos brilhantes. Pessoas inteligentes e brilhantes são mais propensas a serem pessimistas e deprimidas, porque têm uma imagem mais precisa da vida.
Não estamos imunes à mágoa e muito menos a decepção. O centralizador é auto focado e auto-absorvido. Quando ele acha que cometeu um erro, principalmente no âmbito profissional, passa a vivenciar sua tristeza como se fosse um vazio, o que o torna mais introspectivo ainda. Logo é um individuo que carrega muitas “culpas” imaginárias. É o seu temperamento que determina as suas preocupações.

OS SENSÍVEIS
Sentem demais e consequentemente ficam sobrecarregados. Por natureza são predispostos a ansiedade. Sentem-se vulneráveis, tensos, nervosos e ansiosos. Vivem captando a energia do ambiente.
Dão muito valor à opinião dos outros, pois o medo que sentem é o da rejeição. Sentem-se mais confortáveis com aquilo que lhes é familiar. Quando está no seu meio, fica mais relaxado e tranqüilo. Quando esta fora do seu habitat pode ficar extremamente inseguro, incapaz, dependente, sensível.
Ele tem necessidade de amar e ser amado.Em ocasiões festivas sentem-se mal, pois há muita gente para impressionar. Sua necessidade de ser aceito modela muitas vezes o seu padrão de comportamento.
Evita de todas as formas chamar a atenção sobre si. A bioquímica de cada comportamento impõe uma zona de conforto bem reduzida. Cada um apresenta um limiar previsível de estimulação emocional. Esta faixa se altera conforme cada pessoa e é uma faixa determinada pela biologia.
Quando criança exigia muito amor dos seus pais, principalmente o amor de sua mãe.
Quando conseguem superar esta sensibilidade interna tornam-se excelentes profissionais, atingindo o sucesso com menos esforço e angustia, sabendo enfrentar barreiras que o impedem de aceitar desafios e desenvolver toda sua capacidade.
O INVESTIGADOR
O Investigador é o mais altamente recompensado em nossa sociedade. Busca desafios, corre riscos, nada é impossível para ele. É considerado um homem bem sucedido. Passam a ser indivíduos invejados e admirados pelos outros.
Carreiras com grande pressão, perseguição agressiva é onde você vai encontrar o Investigador. E os encontramos em todas as áreas: indústria, comércio, esportes e em todo o trabalho que mereça recompensa pelo esforço. Para a sociedade este tipo de temperamento é muito bom, pois ele que impulsiona as grandes descobertas cientificas, bem como a evolução e o desenvolvimento dos seres humanos em sociedade.
O investigador tem sua emocionalidade ligada a uma ação direcionada para metas e objetivos, seu impulso inquieto se traduz em sucesso. A intenção é qualidade primordial no investigador. Nossa sociedade valoriza a conquista, a ação, as decisões rápidas. O investigador passa a ser um ser muito especial.
É o extrovertido clássico. Com ele não tem tempo ruim. O aspecto negativo deste temperamento é que muitas vezes eles se tornam jogadores compulsivos ou pessoas viciadas em trabalho e realizações.
Quando crianças estavam sempre procurando coisas diferentes para realizar. Nada os satisfazia. Agora como adulto, podemos pensar que eles nunca se sentem suficientemente valorizados, pois perseguem sempre novidades.
A conquista do objetivo ocorre e ele passa a não mais usufruir daquilo. Começa a disputa por novos ideais. E cada vez que realiza alguma meta esta serve de animo para perseguir outra. Assim vivem nesta loucura constante.
Em que tipo psicológico você se encaixa?
MITOS A RESPEITO DAS NOSSAS EMOÇÕES
1- Por sermos todos semelhantes achamos que todos devem sentir e vivenciar os fatos da mesma maneira.
2- Esperamos que todos reajam e se comportem da mesma forma.
3- Acreditamos que os homens não devem expressar emoções muito fortes.
4- Homens acusam mulheres de serem emocionais demais e elas devolvem dizendo que eles não se entusiasmam com nada.
5- Certos comportamentos são esperados e padronizados. Diante de um vestibular, de um enterro, de uma pretensa cirurgia é normal apresentarmos ansiedade ou tristeza.
6- Ensinamos aos nossos filhos: homem não chora, mulher tem que ser bonita, não faça cena, senão vou lhe dar motivos para chorar.
7- Falta de controle emocional prejudica nossas carreiras. Controle-se é o lema de ordem.
8- Comportamento racional, civilizado e racional é o que se espera dos seres humanos. Quanto mais alto subimos na escala de valores mais desprezamos o comportamento emocional descontrolado. Hoje nas organizações é esperado o desenvolvimento espiritual.
9- O “normal” muda dependendo da classe social, da cultura, do papel e sexo. Assim lembro-me que quando era menina, John Kennedy foi assassinado. O que se via pela televisão era uma esposa tremendamente controlada, quieta e cabisbaixa acompanhando um enterro sofrido. Esta era a postura exigida de uma primeira dama.
10- O mito de ser bom ou mau. Isto nos é passado no começo da infância. Valoriza-se o briguento em detrimento do introvertido. Os sentimentos da criança não são valorizados. O chorar é confundido com o ser “maricas”.
11- Não ensinamos nossos filhos a extravasar sadiamente suas emoções.
12- Esperamos que eles sejam perfeitos. Este mito estabelece padrões de comportamento inatingíveis. Não podemos ser perfeitos sempre. Logo, estamos criando pessoas infelizes com baixa estima.



Publicado dia 2/2/2007
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