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CIÚME, COMO ENTENDER

por Margareth Maria Demarchi

Publicado dia 3/9/2008 em Autoconhecimento

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Ciúme provém do latim zelumen ou zelus, e do grego zêlos, significando cuidado, ardor, inveja. Ciúme é ausência de poder pessoal.

Normalmente o ciumento se apega a uma pessoa que é como ele gostaria de ser (inveja). Ele tem necessidade de possuir o outro. O ciumento nunca se satisfaz. Vive a vida no controle do outro e esse comportamento lhe traz muita ansiedade e insegurança. O ciumento vive o outro e se distancia de si. Seu apego é confundido com o amor, mas como pode ser amor um relacionamento de controle e desconfiança?

Por que alguém se relaciona com o ciumento? O outro, por sua vez, está na busca de ser apreciado e admirado. O ciumento se alimenta do apego e o outro, do apreço. No fundo os dois possuem as mesmas carências com comportamentos diferentes. Eles querem ser aquilo que na imaginação não pode ser ou ainda não conseguem.

O ciumento é egocêntrico e tem dificuldade de se relacionar de forma espontânea. Vive no seu mundo de faltas e pouco ou nada percebe à sua volta.

São emocionalmente imaturos e ainda não conseguiram deixar de serem as meninas ou meninos para assumirem a responsabilidade de serem as mulheres ou homens.

Precisa conseguir perceber que necessita possuir a si mesmo e que para isso tem necessidade de começar identificando seus valores, gostos, humores, alegrias, sonhos, belezas.

Faça um retrospecto de sua infância até hoje e identifique quando foi que começou a perder a espontaneidade. Depois que reviveu as imagens e identificou os motivos, abandone-os. Comece, a partir desse momento, a imaginar novas situações para você. Viva intensamente essas imagens e sinta o que acontece com seu sentimento. Por alguns instantes o amor fez parte de você e esse amor que busca no outro é o seu.

Muitas vezes fica difícil deixar esse comportamento, porque exige que você se responsabilize por suas ações e acaba deixando o outro como o causador do conflito. Essa atitude de não se responsabilizar demonstra claramente a atitude imatura. E essa atitude se deve ao tipo de relacionamento que teve com seus pais.

Faça uma pequena reflexão agora. Perceba se era seu pai ou sua mãe com quem você tinha mais dificuldades e perceba o quanto isso interfere no seu modo de agir. Vivemos anos com algumas idéias e discordâncias em relação aos nossos pais, mas temos que aceitar o melhor deles, assim como temos que aceitar o nosso melhor e viver bem em relação à nossa pessoa. Se não os aprovo, como vou me aprovar?

Quando perceber que o seu amor é o que gera o amor no outro, vai entender que o outro fica porque você lhe dá amor e ele recebe; com isso, surge o sentimento de dar a você também. Assim os dois vivem a troca de amor. Nessa relação cada um é inteiro e aceita e respeita a individualidade do outro e os dois crescem com a troca de experiências.

A cura do ciúme está nas relações passadas. Aprenda a olhar o passado como experiências necessárias para o seu aprendizado.

Texto revisado por Cris

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